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25.06.2007 - 10:27

Paulo Francis, antes do bom senso…

Imagem de Paulo Francis

Está de novo nas livrarias O afeto que se encerra, livro de memórias que Paulo Francis publicou em 1980. Nessa época, ele ainda era de esquerda, e é engraçado para quem se acostumou à última fase do polemista, por exemplo, a violência com que ele se refere a Roberto Campos:

“dizem que Roberto Campos é agente da CIA. Espero que seja. Ao menos, estaria cumprindo um dever. Se não for, o que pensar dele? É o maior torturador e assassino da nossa história, não em atos diretos, mas pelo que inspira de gabinete. Que motivos, à parte o serviço a outra nação, ou causa, poderiam inspirá-lo? Na CIA, se humanizaria”.

Dez anos depois, no jornal O Estado de São Paulo, em 10 de fevereiro de 1992, o mesmo Francis comentaria:

“Campos é o maior intelectual do Brasil”.

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