26.05.2008 - 11:57
Poema de Lenilde Freitas
Para começar bem a semana, deixo-os com este poema de Lenilde Freitas:
Bulbos
Lenilde Freitas
À força de vigílias e vigílias,
retomo o que as nevascas me levaram:
o bulbo de narciso a renascer,
na primavera debruçada nos beirais,
a dor do dia a adormecer
no eterno silêncio dos vitrais,
as horas penumbrais que se esgotaram
no lento caminhar da madrugada;
mas…sob a montanha de escombros,
quanta coisa ainda soterrada…
(Eduardo Cesar Maia)