Café Colombo

Blog do Café

19.10.2008 - 21:03

Frases de Adam Smith

A Jorge Zahar Editor colocou no mercado uma interessante coleção chamada “Livros que mudaram o mundo”, com biografias de obras importantes. Estão lá, por exemplo, “O Corão” (analisado por Bruce Lawrence), “Os direitos do homem de Thomas Paine” (Christopher HItchens), “A Bíblia” (Karen Armstrong), “O Capital de Marx” (Francis Wheen) e “A riqueza das nações de Adam Smith” (P.J. O’Rourke). Acabo de ler este último livro (e Eduardo Maia já me prometeu emprestar o de Francis Wheen, que reputo um bom escritor, autor do interessante “Como a picaretagem conquistou o mundo”).

O jornalista O’Rourke abusa da ironia ao levantar reflexões de Smith e seus significados nos dias de hoje. Até abusa demais disso. Em certas passagens, há mais piadinhas do que conteúdo sobre o nosso bom escocês. Mas, no todo, faz um bom trabalho em relatar a originalidade do trabalho de Smith e condensar os seus ataques ao mercantilismo e aos fisiocratas. Também aborda o menos conhecido (mas nem tanto) “A teoria dos sentimentos morais”, também de Smith. Deixo-os com algumas das muitas frases interessantes frases de Smith, titulada pelo próprio O’Rourke.

Direitos do consumidor, primeira declaração conhecida dos

“O interesse do produtor só deve ser atendido à medida que possa ser necessário para promover o do consumidor.”

- A riqueza, Livro 4.

Cultura popular

“A música e a dança representam os grandes divertimentos de quase todas as nações bárbaras.”

- A riqueza, Livro 5.

Cultura popular, continuação

“Todos os selvagens estão sempre muito ocupados com os próprios desejos e necessidades para dar atenção aos de outra pessoa.”

- A teoria, Parte V

Fome

“Quem quer que examine atentamente a história dos períodos de privação e fome que afligiram qualquer parte da Europa, seja durante a época atual, seja nos dois séculos precedentes,… irá descobrir… que a fome jamais surgiu por qualquer outro motivo que não a violência de um governo ao tentar, por meios inadequados, solucionar as inconveniências de um período de privação.”

- A riqueza, Livro 4.

Fome, prevenção da

“Depois da atividade do agricultor, nenhuma outra contribui tanto para o crescimento do trigo quanto a do mercador de trigo.”

- A riqueza, Livro 4.

Sem teto, uma visão alternativa sobre os

“O mendigo que toma sol à beira da estrada tem a segurança pela qual os reis batalham.”

- A teoria, Parte IV.

Itália

“A Itália ainda continua a inspirar algum tipo de veneração pelo número de seus monumentos, embora a riqueza que os produziu já tenha decaído, e o gênio que os planejou pareça estar extinto.”

- A riqueza, Livro 2.

Malthus, Thomas, novamente refutado

“A demanda de homens, assim como de qualquer outra mercadoria, necessariamente regula a produção de homens.”

- A riqueza, Livro 1.

Peça off-Broadway, idéia para uma

“Considera-se em geral a perda de uma perna muito mais trágica que a perda de uma amante. Entretanto, seria ridícula a tragédia que girasse em torno de perda desse tipo.”

- A teoria, Parte I.

Antevisão da natureza do planejamento central, na URSS

“O medo da punição jamais pode ser motivo suficientemente forte para forçar a contínua e cuidadosa atenção a um negócio.”

- A riqueza, Livro 5.

O mal inerente à política: explicação para

“É injusto a sociedade como um todo ter de contribuir com uma despesa cujo benefício é confinado apenas a uma parte da sociedade.”

- A riqueza, Livro 5.

Acadêmicos

“Antes da invenção da arte da impressão, um acadêmico e um mendigo parecem ter sido sinônimos muito próximos.”

A riqueza, Livro I

Versos brancos

“Fazem bem em chamá-los brancos, pois são mesmos brancos. Até eu, que nunca em minha vida pude encontrar uma rima, poderia fazer um verso branco tão rápido quanto falo.”

- Smith, em entrevista a um jornalista anônimo.

Guerra, plano de Smith para a redução da

“Se os gastos com a guerra fossem custeados sempre por uma renda recolhida durante o ano, …as guerras seriam em geral mais rapidamente concluídas, e menos licenciosamente empreendidas.”

- A riqueza, Livro 5.

O poder frasista de Smith também é reconhecido pelo filósofo Eduardo Giannetti, que no seu “O livro das citações” (já entrevistado aqui no Café Colombo) dedica boa parte das entradas a pensamentos do escocês.

(Renato Lima)

3 Comentários

  1. joao paxeco Comentou em 29.10.2008 às 06:24

    e uma parvalheira

  2. Mariana Comentou em 04.11.2008 às 19:46

    Queriia saber qual foi a idéia principal de Adam Smith…

    E também queria fazer uma crítica
    Adam Smith era Escocês e não francês

  3. Eduardo Maia Comentou em 05.11.2008 às 12:00

    Ninguém disse que ele era francês…

Deixe um comentário


Anuncie no Café Colombo

Café Colombo - Seu programa de livros e idéias
Conteúdo publicado sob Licença Creative Commons

Wenetus