26.10.2008 - 18:40
Capitalismo segue vivo e forte
Amigos,
Artigo publicado no Jornal do Commercio de PE deste domingo, sobre a tão propalada crise do capitalismo. Considero haver uma crise (momentânea) do sistema financeiro, mas não das bases vitais do capitalismo. Não está no artigo (por espaço), mas adiciono aqui, que devemos sair dessa crise com uma regulação no sistema financeiro com menor grau de alavancagem. É uma das características das sociedades abertas reconhecer falhas, e, por isso, trabalhar para corrigí-las.
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Capitalismo segue vivo e forte
Publicado em 26.10.2008
Renato Lima
O epitáfio do capitalismo está sendo, mais uma vez, esculpido. A queda nas Bolsas e os pacotes bilionários de socorro estatal à economia reavivaram os críticos do sistema de livre iniciativa. Mas, a despeito da crise, os sinais vitais do capitalismo vão bem, obrigado. A divisão do trabalho com liberdade econômica através de trocas voluntárias continua sendo a melhor forma de organização social.
Os países desenvolvidos que nacionalizaram bancos ou seguradoras foram pragmáticos. A idéia é evitar o chamado risco sistêmico, evitando que uma quebra de uma instituição financeira se alastre para outras. Não se trata de uma empreitada ideológica. Como lembrou a The Economist, o socialista François Miterrand nacionalizou bancos franceses em 1981 por acreditar que eles seriam melhor geridos nas mãos do governo. Não o foram e o próprio Partido Socialista Francês teve que reconhecer isso.
A China se tornou a potência econômica quando fez reformas liberalizantes e abriu-se para o comércio mundial. Uma das mais recentes medidas foi ampliar o reconhecimento da propriedade privada. Até Cuba optou por reformas econômicas para se aproximar do capitalismo e sair do seu estado de torpor. Foram eliminados os limites salariais, de forma a estimular (com dinheiro) uma maior produtividade de funcionários. Liberou-se a venda de bens de consumo, como celulares, DVDs e computadores. O sistema agrícola passa por modificações para ter maior participação privada, vista como importante para o aumento da produção. Espera-se que, com o crescimento da economia e o surgimento de uma classe média, a liberdade econômica pressione também por liberdade política, derrubando as ditaduras de partido único.
Lá fora, quem entrou comprando participações em bancos foi o Tesouro, com o objetivo de vender essas ações assim que a crise passar. Eles sabem que governos não administram melhor do que empresas e que concentrar poder político e econômico em poucas mãos (como a do Executivo) é um passo para corrupção e autoritarismo. Mas, na América Latina, o filme da história teima em rodar ao contrário. Há em curso um amplo programa de estatizações, que começou pela Venezuela e se espalhou pela Argentina, Bolívia e Equador. Empresas de telefonia, cimento, siderurgia, energia elétrica e petróleo passaram a las manos del Estado, historicamente, populista e autoritário da América Latina. A Argentina anunciou que pretende estatizar todos os fundos de pensão privados.
Os que acreditam que o fim do capitalismo está próximo terão que esperar um pouco mais. Bem como aqueles que achavam que a América Latina estava saindo do atraso.
(Renato Lima)
O cenário da política global está passando por transformações “lentas” significativas. Vivemos num ambiente onde os gestores de Estados são pegos de “surpresa” por seus atos praticados.
Prezado Renato Lima
Graças ao seu artigo, acabo de dissipar uma angustia que percorria a minha mente e os meus bolsos e carteiras como um redemoinho. Fiquei aliviado em saber que o capitalismo não vai acabar amanhã ou depois de amanhã e, enxergando a luz no fim do túnel que você acendeu para nós, os incautos a mercê das aves de agouro do capitalismo, comecei a produzir um estímulo e a pensar em atitudes positivas, que nem aquelas que os mercadores da auto-ajuda e do empreendedorismo nos propiciam. Já estou decidido que amanhã (amanhã de manhã, que nem na música do Roberto) vou averiguar os meus trocados e comprar aquele DVD e TV LCD com que sonho há algum tempo.
Agora só quero alguns esclarecimentos: o que é isso de livre iniciativa? Pois pensei que isso já havia acabado a mais de um século para o próprio bem do capitalismo após a construção da hegemonia do capital monopolista e financeiro. Será que esse negócio de livre iniciativa não coisa de socialista?
Essa classe média que vai aparecer é a mesma que está aparecendo no Brasil nos últimos anos com as políticas econômicas do Lulinha Paz e Amor?
A China agora é uma democracia? Juro que não estava sabendo, pois sempre achei que qualquer coisa relacionada a reformas liberalizantes na economia nada tinha haver com democracia. Só o velho Locke achava isso, desde que fossem os proprietários que pudessem exercer a liberdade política.
Não sabia que o capitalismo tinha inventado a propriedade privada e o mercado, como o trabalho assalariado. Depois de muito ler sobre a história de vários povos, desde a Mesopotâmia, passando pela China e Índia, até os gregos e romanos, tinha a quase certeza de naqueles povos já existia essas coisa que você diz que o capitalismo inventou.
Você acha que a América Latina só vai sair do atraso quando as ditaduras voltarem e o povo ficar calado no seu canto?
Você errou quando escreveu que o sistema agrícola passa por modificações para ter maior participação privada. Muito pelo contrário, pois segundo a FAO o que vem ocorrendo, desde o final da Segunda Guerra Mundial, é um desaparecimento do campesinato e do pequeno e médio produtor agrícola, que estão dando lugar às grandes empresas agrícolas.
Por fim. O outro dia resolvi ler um livro, intitulado Planeta Favela, de um tal de Mike Davis. Após ler o livro, é possível concluir que a farra neoliberalizante das três últimas décadas só serviu para determinar investimentos para os que podem pagar e para que garantissem um alto retorno ao capital. Para tanto, os Estados foram forçados a abandonar as suas políticas sociais e públicas, resultando num processo de favelização mundial que colocou mais de 1,5 bilhão de pessoas em favelas, nas quais, em muitas delas, as pessoas não tem nem o direito de defecar. Os dados e estudos que o autor utiliza são do FMI, Banco Mundial, Pentágono etc, mas de nenhum desses órgãos de esquerda.
Foi só pensar nesse questionamento que aquele redemoinho voltou a minha mente e aos meus bolsos. Ou seja: acho que você estava mais para criador de quimeras, produtor de fantasmagorias e vendedor de ilusões em teu artigo e no adendo.
Acho que voltei a cair na real.
Luís Manuel Domingues
P.S.: Os historiadores costumam a formular a tese de que crises não levam ao fim de um sistema, mas são os colapsos que levam ao fim de um sistema e ao engendramento de outros. Contudo, para que ocorra um colapso será preciso que aconteçam algumas crises. É só ler Immanuel Wallerstein, mas cuidado que isto é uma leitura marxista e você pode ser contaminado com alguma dúvida.
Luís,
Parece que você leu um outro texto e comentou o meu. Onde digo que a China é uma democracia? Deixa eu copiar e colar para vc: “Espera-se que, com o crescimento da economia e o surgimento de uma classe média, a liberdade econômica pressione também por liberdade política, derrubando as ditaduras de partido único.”
Livre iniciativa é a capacidade de empreender e ter direito aos resultados do seu trabalho.
Por fim, de onde você tirou “Você acha que a América Latina só vai sair do atraso quando as ditaduras voltarem e o povo ficar calado no seu canto?” Ora, se o que mais receio é que essa concentração de poder crie outras ditaduras (na realidade, já está criando)?
Luís Manuel, você não precisa colocar coisas na minha boca para discordar do que penso. Fique com as discordâncias reais, não as inventadas.
Prezado Renato Lima
Quem sou eu para querer colocar coisas na tua boca. Foi você que pressupôs que as reformas econômicas liberalizantes levariam ao fim das ditaduras de partido único, só não disse a onde. Seria na China, em Cuba ou nos EUA, onde só dois partidos, que são as faces de uma mesma moeda, podem ter existência e funcionar, ou será no Brasil onde o PIG (Partido da Impressa Golpista) quer monopolizar mentes e corações. Além do mais, democracia não é uma conseqüência direta de reformas econômicas, mas o resultado de uma participação política das classes sociais, incluindo as trabalhadoras em especial, na capacidade de discutir, deliberar e executar a política de Estado, pelo menos desde os gregos. Aqueles que só preconizam a democracia com a participação de agentes econômicos qualificados a partir dos critérios da meritocracia burguesa estão a um passo de aceitar qualquer ditadura que venha a expurgar a participação política daqueles que Gramsci denominou como classes subalternas (os operários, o campesinato, os marginalizados econômica e socialmente). E é nesses casos que a burguesia optou pela extrema-direita para impedir a ascensão das classes subalternas na cena política e levou ao nazismo na Alemanha e ao fascismo na Itália. Ou seja: a ditadura do partido foi uma invenção burguesa para impedir a democracia social.
Parece que você, na entrelinhas do teu pensamento, e aqui sou eu que estou afirmando, nutre alguma simpatia inconsciente por esse itinerário burguês, principalmente, ao ficar assustado com os governos atuais da Bolívia, Equador e Venezuela e, por que não dizer, do Brasil. Afinal de contas foram governos eleitos democraticamente e sucessivamente submetidos a referendos e a todo tipo de politicagem oposicionista, inclusive as ações fascistas de grupos da chamada Meia Lua na Bolívia, que não se fizeram de rogado em assassinar os seus oponentes para conseguirem o que querem.
Contudo, vou depositar algo perante você, mas não na sua boca ou na sua mente. É só uma crítica. Fique Calmo.
Ao ler o teu texto tive a impressão de estar lendo um texto do Seu Gleydson vendendo as maravilhas de mais um produto das Organizações Tabajaras ou a transcrição de um discurso de um pastor dessas seitas pentecostais anunciam as boas novas ou o editorial da revista das lojas da Polishop decantando as virtudes do novo produto da loja.
Atenciosamente,
(com beijos e abraços)
Luís Manuel Domingues
Da série: Um Manuel na minha vida.
Manuel é com o peixe: morre pela boca! Pensa que a ironia barata faz pare da crítica, e que suas teses engendradas são as que mais se aproximam da realidade. Pura balela. Manuel: O ficcionista político/econômico.
1) Pois pensei que isso [a livre iniciativa] já havia acabado a mais de um século para o próprio bem do capitalismo após a construção da hegemonia do capital monopolista e financeiro.
R. É a livre iniciativa que disponibiliza teu pão de manhã, teu almoço, tua janta. Estou esperando você me indicar onde está o monopólio das padarias, o monopólio dos cereais (feijão e arroz) etc. É a livre iniciativa que disponibiliza a roupa que tu veste. Ou você costura suas próprias roupas ? E você também se diverte né. Cadê o monopólio dos bares e restaurantes ?. Tudo isso funciona pela livre iniciativa como percebeu Smith. Ela está no nível mais elementar das nossas relações do dia-dia.
E você sabe disso! Mas prefere promover a sua ficção e associar o capitalismo ao monopólio interplanetário hehe
Manuel = Gramática marxista + ignorância em microeconomia
2) (…) sempre achei que qualquer coisa relacionada a reformas liberalizantes na economia nada tinha haver com democracia.
Me desculpem o [Control C + Control V], mas é necessário:
“Está disponível o Índice de Liberdade Econômica 2008(http://www.heritage.org/index/countries.cfm), realizado anualmente pela The Heritage Foundation e The Wall Street Journal. A tabela, novamente, é no mínimo reveladora. O Brasil ocupa a lamentável 101ª posição entre os 157 países avaliados este ano. Das cinco categorias, ocupamos a nada lisonjeira quarta (país com pouca liberdade econômica).
Que isto ao menos sirva para mostrar que o tal liberalismo ainda não faz parte da realidade brasileira, mas somente da ostensiva retória da classe letrada nacional que jura de pé junto que o liberalismo é a causa dos grandes males sociais do país [ Manuel, levanta a mão !]
Notável, uma vez mais, que os países que apresentam maior liberdade econômica oferecem os melhores padrões de vida à sua população (EUA, Irlanda, Suécia, Alemanha, Taiwan) enquanto os países que vivem sob a opressão estatal (Corea do Norte, Cuba, Venezuela, Camboja, Vietnan), faz da ausência de liberdade um cruel fardo para a imensa maiora do seu povo.”
E isto responde todo o resto :D
Abraços !
Prezado Aécio Prado
O que bota o pão na minha mesa e me permite adquirir o leite das crianças é o meu trabalho. São as oito a dez horas de trabalho em fábricas, dos 16 aos 30 anos, e a atividade de ensino em escolas e universidades, desde os trinta. Foram e são anos vendendo a minha força de trabalho para produzir mercadorias para os patrões, que sempre se apropriaram de uma parte do valor que o meu trabalho produzia a mais, como fazem com todos os outros trabalhadores. Ou seja: os patrões sempre ficaram com parte que valia mais, a tal da mais-valia que sustenta e move o capitalismo. Portanto, foi o meu trabalho e o salário que por ele recebo que provém o meu sustento, mas nada dessa tal livre iniciativa.
Você achar que padaria ou qualquer ramo de negócio é livre iniciativa é de um simplismo mental que beira ao bizarro e navega nas ondas do patético. Recomendo consultar um dono de padaria, de mercadinho, de restaurante ou de uma loja ou fabriqueta sobre as pressões que eles sofrem para vender tal produto (nunca ouviu falar de venda casada) ou as dificuldades pelas quais passam no mundo financeiro e do mercado, onde bancos e as grandes empresas impõem as condições de negócios. Converse com um pequeno agricultor para descobrir como atuam as grandes corporações de fertilizantes e sementes. É bom a gente se informar em vez de ficar fazem colagem de textos na internet que achamos reproduz o que nosso ímpetos ideológicos que concretizar.
Assim sendo, quando você se meter a falar de como os outros ganham a vida e sobrevivem no mundo, é melhor olhar para você mesmo e deixar de depositar suas retóricas carregadas de fantasias, quimeras e fantasmagorias sobre os outros. Pois eu sou um Manuel, mas não sou um Mané qualquer bizarro.
Atenciosamente,
Luís Manuel Domingues
Manuel: o peixe que morre pela boca – parte 2
Amigo, o que foi que eu disse ?
“É a livre iniciativa que [disponibiliza] teu pão de manhã”.
E você que disse ?
“O que [bota] o pão na minha mesa e me permite adquirir o leite das crianças é o meu trabalho.”
Eis a prova. Se não é pela livre iniciativa do padeiro em te oferecer o pão, tendo vista o retorno financeiro, de nada adiantou teu trabalho. Você irá acumular dinheiro na carteira eternamente e depois morrer de fome.
A não ser claro, que você percebendo esta situação desconfortável, encontre aí um mercado para atuar e ganhar dinheiro como deve fazer todo empreendedor. E se assim o fizer, será por livre iniciativa.
Mais:
“Você achar que padaria ou qualquer ramo de negócio é livre iniciativa é de um simplismo mental que beira ao bizarro e navega nas ondas do patético.”
Para você provar isso [que meu pensamento é simplista, bizarro, patético e demais sutilezas] é necessário que você me mostre, a partir de que momento alguém é OBRIGADO a abrir um negócio. O estado obriga ? Não. As pessoas obrigam? Não.
NINGUÉM chega pro cara e diz: Olha! Tu vai ser dono de farmácia tá! a gente precisa de uma farmácia aqui no bairro e tu vai tomar conta do negócio, tá entendido ? Valeu, Boa sorte e que tudo seja barato :D
Espero sua prova pacientemente :P
“Recomendo consultar um dono de padaria, de mercadinho, de restaurante (…)sobre as pressões que eles sofrem para vender tal produto (…) ou as dificuldades pelas quais passam no mundo financeiro e do mercado, onde bancos e as grandes empresas impõem as condições de negócios.”.
Aécio Prado, Muito prazer. Pequeno empresário do ramo de iluminação que atua no Recife.
Quem pressiona o empresário é o cliente. É em função dele que a empresa se adapta. E não tome a regra pela exceção. Venda casada é malandragem.
As dificuldades sempre existirão [ no Brasil elas são maiores] não da parte dos bancos ou das grandes empresas . Mas sim da parte do Governo. Dificuldades tributárias são agravantes maiores que concorrência ou bancos.
Tudo que eu tinha pra dizer está aí. Até o próximo debate. Espero que estude Manuel [Oh pá] Pelo menos pra saber que a mais-valia é conversa pra boi durmir. (http://www.olavodecarvalho.org/bbawerk/rosto_bohm.htm).
Um abraço do Mané :p
Pois é, Aécio. É impressionante ainda precisarmos deste tipo de discussão quase 20 anos após a queda do muro. Coisas do cemitério ideológico em que vivemos…
Renato, por que não um artigo sobre a influência do governo na origem dessa crise?
Acho que ajudaria a exorcizar o discurso exclusivamente retórico que tem saído todo dia nos jornais e a repetição exaustiva dos professores por aí…
No mais, obrigado por um pouco de razão (ao contrário do que alastra meu quase xará) em nossos dias.
Prezado Aécio Prado
Eu devo estar com algumas dificuldades intelectuais para entender este teu samba do neoliberal enlouquecido com a crise. Contudo, deu para apreender alguns atos falhos teus. O primeiro, que evidencia certa incultura tua, foi de negar a teoria da mais-valia, um passo em falso que te pode levar a se filiar a alguma seita religiosa da idolatraria do deus mercado. Nem o Delfim Neto, nem o Roberto Campos e nem o mais ferrenho crítico de Karl Marx negaram a sua teoria da mais-valia e/ou os outros conceitos e análises que ele fez para estudar o capitalismo. Só aqueles, como os Olavos de Carvalhos da vida, deram-se ao delírio de substituir a razão pela fé ensandecida na visão de mundo e modo de vida burguês. Contudo, fazem isso com o eterno medo de que os espectros que os rondam venham a se torna real, desmanchando no ar a presumível solidez de seus sonhos pequenos burgueses de consumo e da empreitada em encontrar sentido para suas vidas apáticas e niilistas nos simulacros ofertados pelo fetiche da mercadoria.
Portanto, prezado Aécio fique com os teus sonhos e degluta a idéia de que as tuas empreitadas pequenas burguesas serão infalíveis. Acredite que teu poder de cliente vai te prover algo melhor, mas esqueça o Código do Consumidor e a atuação dos promotores públicos para coibir os abusos do mercado. Acredite piamente que você, como pequeno empresário da iluminação no Recife, vai vencer, mas não deixe de pagar os impostos direitinho, não deixe de pagar de forma correta os teus operários e recolher as obrigações trabalhistas devidamente, pois, caso o contrário, isto será livre iniciativa para a malandragem e depois não venha reclamar do Estado. A lei é para todos.
Por fim, sou Manuel, ho pá! Você tem algum problema com os pá? Acha que eles são responsáveis por alguma coisa que te atormenta ou te levou a alguma frustração? Portento, não fique procurando chifre em cabeça de cavalo ou catando bode expiatório para justificar os teus sonhos e empreitadas desfeitas.
Estava quase esquecendo. Sobre estudar, estou achando que você é que precisa estudar para não ficar escrevendo coisas como: “conversa pra boi durmir”. Não é “durmir” e sim “dormir”. Ou ainda algo como “ho pa”, pois é “ho pá”, já que as palavras oxítonas que terminam com á são acentuadas.
Beijos e abraços.
Luís Manuel Domingues
P.S.: Estude.
Depois de 20 anos da queda do Muro de Berlim, finalmente caiu o muro de Wall Stret. Com ele vai toda verborragia do mercado pode tudo, do mercado salvará a todos, do mercado redimirá a todos, do mercado levará todos ao paraíso.
Isto não era ideologia? Isto não era sofismar? Isto não era retórica?
Senhores Aécio Prado, Manoel Ferreira e demais defuntos ambulantes, enterrem seus cadáveres. Eles estão fedendo. Tirem seus esqueletos do armário e joguem na vala.
E por favor, não confunda o fundamentalismo que expelem pelos seus poros com razão.
Beijos e Abraços.