07.02.2009 - 09:26
Academia infrutífera
Mas precisava mesmo cortar as frondosas árvores? E em época de frutificação?
Do Jornal do Commercio de hoje:
» POLÊMICA
Árvores são derrubadas na Academia de Letras
Publicado em 07.02.2009
O corte de mais de 10 árvores do jardim da Academia Pernambucana de Letras (APL), localizada no bairro das Graças, Zona Norte do Recife, chamou a atenção de quem passou ontem de manhã pela Avenida Rui Barbosa. Duas outras plantas foram derrubadas. A intervenção, segundo a engenheira florestal e professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) Isabele Meunier aconteceu de maneira equivocada. Ela esteve no local a pedido do acadêmico Marcus Accioly e da arquiteta Glória Dalla Nora, que criticaram a medida.
“A podação foi feita erradamente e sem necessidade. Tirou-se uma grande quantidade de galhos. Não se pode sacrificar árvores por causa de um gramado”, observou Isabele. Ela disse que a intervenção ocorreu na época errada, pois as árvores estão em época de floração e frutificação.
O presidente da APL, o médico Waldênio Porto, disse que os cortes tiveram acompanhamento técnico. “A revitalização do jardim está sendo feita por Ana Guedes, ex-diretora do Departamento de Paisagismo da Prefeitura do Recife. O projeto foi aprovado pelo Clube de Engenharia. Não há motivo para celeuma. Ela é uma pessoa extremamente qualificada e sabe o que está fazendo”, ressaltou.
Conforme Waldênio, duas árvores foram cortadas porque estavam doentes. “Vamos plantar outras no lugar”, avisou. “A academia está neste endereço desde a década de 70. Nunca se fez nada no jardim. As árvores cresceram aleatoriamente, de forma desordenada. Com o projeto, elas serão disciplinadas”, comentou.
O casarão não é um Imóvel de Proteção de Área Verde (Ipav). Se estivesse nesse grupo, a APL teria que, antes de realizar qualquer intervenção, solicitar um parecer dos órgãos ambientais. O Country Club, nos Aflitos, e o Hospital Ulysses Pernambucano, na Tamarineira, são exemplos de Ipav. “Não é por isso que podem mexer no jardim dessa maneira. O meio ambiente é de interesse coletivo. As árvores proporcionam sombras e ajudam a aliviar a temperatura”, afirmou Isabele.
O acadêmico Marcus Accioly, que preside o Conselho Estadual de Cultura, ficou revoltado com o que viu. “Foi um crime o que fizeram. Na academia estão poetas, historiadores, escritores, intelectuais que têm obrigação de zelar pelo meio ambiente”, ressaltou. “Vejo nesse jardim as cigarras de Olegário Mariano, os sabiás de Gonçalves Dias”, complementou. Ele informou que o Conselho de Cultura recebeu, no decorrer do dia, várias queixas contra a atitude da academia.
Essa foi a notícia mais relevante produzida pela APL em muitos tempo. Da próxima vez, falem sobre a qualidade baixa do cafezinho servido na instituição!
Nossa Senhora… Dez árvores?! Meu Deus… é quase uma floresta amazônica inteira, né?
Ai, ai… que saudade do tempo em que os letrados se preocupavam mais com as letras do que com o Meio Ambiente.
Pô Rafael,
As árvores ajudam a tornar mais agradável um ambiente árido. Pelo seu comentário, parece até que você trabalha com Niemayer… :)
Abs,
Renato
Quanto burocracia por causa de nossa…10 árvores!
Demorei um tempinho até levar a notícia a sério, mas isso foi momentâneo.
esse trecho merece atenção:
“Não é por isso que podem mexer no jardim dessa maneira. O meio ambiente é de interesse coletivo. As árvores proporcionam sombras e ajudam a aliviar a temperatura”.
Quer dizer que, se eu comprar uma terreno e fazer um jardim bem bonitão e quem sabe, até cobrar pela visita tudo bem.
Mas no dia que o jardim não for mais do meu interesse e eu quiser construir no lugar uma casa nova, reduzindo a area verde em 70%, a prefeitura aparece para me impedir de derrubar as árvores porque: “O meio ambiente é de interesse coletivo”. Essa possibilidade me faz pensar se tudo isso não é simplesmente ridículo para áreas particulares claro.
Enfim, a APL poderia ao menos presentar alguns bonsais de mangueira para os ambientalistas de plantão :)
Cortar 10 árvores não é nada ? Segundo o presidente da APL “as árvores cresceram aleatoriamente”. Ora, presidente, árvores nascem assim. O gramado deveria ter sido planejado respeitando as árvores. Quanto ao fato da arquiteta ser “competente”, ela pode ser PHD em títulos, mas é uma anta em sensibilidade !
Eu estou fora da cidade de Recife ha mais de 30 anos e recentemente estive a passeio e a coisa que mais me chamou a atenção foi justamente a falta das arvores maravilhosas que existiam na cidade;na Boa Vista, então esta chocante, parece um deserto.
Com isso a feiura da cidade aumentou, assim como o calor e as muriçocas.
Como se pode acreditar que arquitetas e ambientalistas não cheguem a um consenso?
Como se pode derrubar arvores por causa d eum gramado?
Este homem que eh o presidente da academia pernambucana de letras veio de onde?de algum deserto? eh um ET?
Como se pod eacreditar numa pessoa que se diz escritor ou poeta que não tenha um olhar de compaixão pela natureza, pelo verde?
D us me livre de uma coisas destas….
Fotografa
aecio prado,
que coisa mais sem sensibilidade.
por isso essa cidade chamada Recife eh tão feia, sem natureza,
com pessoas que a despreza….
é a capital mais feia do pais, so não perde mesmo para Maceió outro trabuco.
tirem este médico disciplinador da APL!
deve podar assim também seus pacientes.