14.04.2009 - 19:28
Itapetim x São José do Egito
Publicado originalmente em 13-04-09 no Diário de Pernambuco. Republicado aqui com permissão do autor (que é fã da Universitária FM, como nos informou!).
“Itapetim jamais quis ser capital ou berço de coisa alguma, que o seja São José do Egito, mas que construa seu telhado utilizando-se de suas próprias telhas.”
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Qual a capital da poesia: Itapetim ou São José do Egito?
Saulo Passos
Esta indagação, provocada pelo Prof. Jorge Cândido da Unicap, é fruto de sua dúvida sobre a terra natal dos poetas Rogaciano Leite, os irmãos Batista (Louro, Otacílio e Dimas) e Job Patriota – para ficar somente nesses, que figuram no nosso Livro: Itapetim, Ventre Imortal da Poesia – parceria do Dr. Marcos Nunes -, como filhos legítimos de Itapetim e que agora setores da mídia, incentivados por pessoas sem compromisso com a verdade, divulga, sem fonte de pesquisa, esses poetas, como filhos de São José do Egito.
Ninguém tem dúvida de que eles nasceram dentro dos limites de Itapetim, onde também nasceram centenas, como comprova o livro acima referido com dois centos deles. O esbulho cultural em pauta, que não se firma no lugar do natalício, mas num critério injusto e contraditório, tem como objetivo elevar São José do Egito à condição de capital da poesia, uma vez que seus mais famosos poetas – infelizmente, não excedem a meia dúzia -, embora sejam de boa qualidade, são conhecidos apenas na região. Os de Itapetim, com a viola debaixo do braço, viraram celebridades nacionais ou, a exemplo de Rogaciano Leite, extrapolaram fronteiras.
Por isso, nada mais fácil do que arrancar dos seios da mãe de tantos poetas, uns três ou quatro filhos famosos, que ela, talvez, disso, nem se desse conta. Assim nasceu a idéia “fantástica” e o seguinte “critério”: os nascidos em Itapetim, quando distrito de São José do Egito, neste caso, a este pertenciam. Só numa mente atrasada é que se pode conceber tamanho disparate. E, como a ganância é cega, o “critério” genérico terminou por expulsar de casa sua principal figura.
O poeta Antonio Marinho, cuja estátua se encontra no centro daquela cidade, como seu poeta maior, em face da “norma”, não é filho de São José do Egito, pois quando ali nasceu em 1887, esta era distrito de Ingazeira. Imagine-se, por outra, este “critério” aplicado à história do Brasil. Nossos árcades: Claudio Manoel da Costa, Tomás Antonio Gonzaga, Alvarenga Peixoto e até o Aleijadinho seriam portugueses, uma vez que eles nasceram na época do Brasil-Colônia de Portugal; José Bonifácio e o Mártir da Independência, Tiradentes, da mesma forma seriam cidadãos portugueses; e, o Presidente Lula, seria filho de Garanhuns e não de Caetés como é.
O vate Manoel Filó, que, erroneamente, figura como de lá, através do mote: São José do Egito ganhou fama/Com os filhos do chão de Itapetim, já advertira do prejuízo que esta insolência tem causado àquela comunidade por causa dessa implicância sem cabimento, ofensiva e sem nenhuma sustentação plausível.
Da mesma forma, o grande cordelista Chico Pedrosa em reprimenda a essa idéia absurda, em tom jocoso, certa vez em Brasília, comparou São José do Egito com Mossoró. “Mossoró – disse ele – não tem um torrão de sal que salgue uma piaba, pois todo o sal vem de Macau e Areia Branca, e desse jeitinho são os poetas de São José do Egito…”.
Essa referência, aliás, é unânime nos poetas, que gostam de ver conservado seu amor pelo torrão natal. Vê-se, por fim, que essa conduta se constitui numa falta de respeito àqueles que lutaram pela emancipação e vibraram em sua festa. Por isso, no desejo de reparar o erro histórico – principalmente da mídia -, em reverência à verdade dos fatos e, em especial, à memória de minha avó Elvira, que não tolerava atribuir-se que seu irmão, Rogaciano Leite, pudesse ser de São José do Egito, concluo: Itapetim jamais quis ser capital ou berço de coisa alguma, que o seja São José do Egito, mas que construa seu telhado utilizando-se de suas próprias telhas.
Saulo Passos é poeta, engenheiro, matemático e advogado.
Parabéns pelas verdades que justamente mostra a realidade das coisas não vistas, nas quais são de fundamental importância para aqueles que tem profundo apreço pela poesia.
Como me dizia o poeta Geraldo Amâncio no Hotel central em São José do Egito, em todos os progamas de poesia tem de se falar de Itapetim onde sairam os Poetas que fizeram História.
Até concordo em parte com o nobre amigo. Mas, temos que lembrar que São José do Egito é sem sombra de duvidas a capital da poesia. Não só por esses poetas nascidos ou não naquela centenária cidade, mas principalmente pq mantém e divulga a poesia de toda região. Se alguem duvida; é só visitar São José do Egito na próxima festa universitária (14 a 19 de julho de 2009). Lá a poesia está sempre viva e novos poetas nascem todos os dias.
Bem vou concorda com o meu amigo Wildo Muniz, pela bela forma de expressa desses novos poeta, que nasce todos os dias em São José do Egito, que isso para agente é uma grande alegria compartilhar este momento junto. Porem não é atoa que a nossa ciadade é chamada da terra da poesia… Parabéns São José do Egito, pela a evolução e por nos dar essa honra de ver nossos poetas que nasceram neste chão, e espero que continue assim, e se estiver de mudar vai ser para melhor.
Um poeta uma vez diz assim:
Mulher é animal cruel
que quando rir para gente
fica mostrando somente
as presas da cascavel
este mostro infiel
sorrio para mim um dia
ferio minha sipatia
com suas presas fatais
mordeu e saiu atrás
só pra ver aonde eu caia
bem minha vou me desculpando… pela a poesia
até porque não sou poeta mas sou filho dela.
Itapetim é sem sombra de dúvida, o ventre imortal da poesia. E São José do Egito não tem o direito de “roubar” isso nunca. Mas, concordo em parte com os dois comentários acima de que São José do Egito investe e divulgar nas suas raízes. Talvez, um dia, quando Itapetim tiver um prefeito de verdade isso também possa acontecer com nossa terrinha. Mas, como disse o artigo de Saulo Passos: “Itapetim jamais quis ser capital ou berço de coisa alguma, que o seja São José do Egito, mas que construa seu telhado utilizando-se de suas próprias telhas”.
Eitah! Que poesia não tem chão nem limites… Não pobremente seria, asseguro, de uma dimensão irrisória ao ponto de ser parte de um pedacinho de calcário tórrido, tampouco seria tão maneta de ser parte de posse de algum código genético qualquer… Ela vai muito além, ela é bem maior. Ela é do aedo extremo, o espargidor poeta universal. Está presente em todo canto a encantar em cânticos, canções e trovas. Existem outras ‘capitais’ da poesia no Brasil. Deveria as duas cidades do pajeu se unir para ‘tomar’ daquelas o ‘primado’ que a estas pertence? Pois bem em todo canto chove… Chuva d’água e versos de poesia; conversara riamos com Deus para mostrar nosso inconformismo? Ou vamos nos unir numa eterna cantoria fraternal com versos de esperança e amor? Lá tem, aqui tem e lembremo-nos, só para terminar com esta peleja desencabada e descabida que o mais conhecido poeta popular nordestino, conhecido em todo território nacional sem sombra de dúvida é um nordestino conhecido por Patativa do Assaré, pois bem, não desta nem daquela cidade do pajeú. Assaré nunca veio reclamar do do cetro monárquico da poesia. Acho uma infelicidade á toda prova das duas cidades esta arenga cultural. Que como bem colocou o poeta Leonardo Leão… Bom seria parar com esse bairrismo e valorizar este recôncavo agraciado, investindo numa política cultural congregadora e não ‘briguenta’. Pois bem, Itapetim gerou grandes, São José do Egito gerou também, Sei que hoje ainda Lá produz valores expressivos, bem como aqui, mas é bom que o poeta Saulo venha um dia a São José, para uma festiva tarde de glosa, porque aqui tem gente nova sabendo fazer muito bem como também la e certamente ele saberá que a soma de seis multiplicar-se-á expressivamente bem diante de si. Certificar-se-á certamente dos valores que ele despreza e desconhece, e ele descansará da dúvida e repousará e até tomará banho de poesia debaixo das telhas do poeta João Batista de Siqueira o Cancão de todo o Brasil.
Oque eu queria mesmo era ver são vicente
ficar independente de Itapetim:
poesia do cão éhem serpente porem vcs adoram ser mordidos kkkkkkkkkkkk
A independência faz o homen crescer, São Vicente necessita dela.
quer dizer que se são vicente passar a ser cidade rogaciano leite vai ser cidadão de são vicente,os irmãos batista sempre foram cidadãos de são josé do egito,quanto ao tempo é preciso conhecer a história e não a discórdia de pessoas incautas porque itapetim e são josé do egito sempre foram cidades co-irmãs e sempre farão parte do brasil.