18.01.2010 - 22:55
Outono Esperado, por Marcelo José dos Santos
Quando o outono do meu tempo,
bater à minha porta, não temerei abrí-la, não
o receberei contrariado.
Pelo contrário, abraçarei-o carinhosamente,
pedindo até desculpas, pela casa desarrumada,
pela roupa em desalinho.
E, na amistosa conversa que teremos,
lembrarei-o dos amores que tive,
das alegrias vividas no verão;
da felicidade – quase infantil – quando
vinha a primavera e dos invernos
inesquecíveis, sempre aquecidos
no seio da mulher amada.
Quando este outono chegar,
darei o melhor do meu sorriso,
e abrindo os braços, apenas direi:
¨amigo, pode entrar que a casa é sua¨.
Praia do Janga,27/12/09.