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O Café Colombo disponibiliza artigos interessantes escritos pela equipe do programa e pelos nossos colaboradores

18.10.2006 - 14:04

Abrindo as portas da leitura

por Eduardo Maia, originalmente publicado na Revista Continente Multicultural

A designer gráfica Moema Cavalcanti faz da criação de capas de livros uma verdadeira arte
No universo editorial, ninguém duvida de que uma capa bem-feita pode determinar o sucesso de um livro no mercado; assim como uma capa pouco cuidada pode espantar os leitores mais exigentes. Os profissionais responsáveis pela concepção e produção das capas, conhecidos como “capistas”, trabalham num campo em que técnica e arte se confundem: alguns, como a capista pernambucana Moema Cavalcanti, são considerados verdadeiros artistas.

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18.10.2006 - 14:01

Umberto Eco e o Nominalismo Medieval

por Eduardo Maia, originalmente publicado na Revista Continente Multicultural

A insana busca pela verdade é causa do obscurecimento da razão e da intolerância em qualquer época

O Nome da Rosa já vendeu mais de 4,5 milhões de exemplares em todo o mundo. Trata-se de um êxito editorial incontestável. No entanto, a princípio, muitos editores rejeitaram a publicação por se tratar de uma obra difícil para a maioria das pessoas, inclusive pela quantidade razoável de citações em latim. A verdade é que o best-seller de Umberto Eco é uma obra aberta que possibilita vários níveis de leitura: pode ser lido como um romance policial, um romance histórico, um bildungsroman ou até, para um leitor um pouco mais preparado, pode ser analisado como uma obra de reflexão filosófica.

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17.10.2006 - 13:57

Melhores momentos do Café Continente na Bienal do Livro de Pernambuco

Eduardo Maia e Renato Lima

Segredo dos ex-presidentes

O que os ex-presidentes do Brasil têm a revelar, após sair do poder? Dessa pergunta teve origem uma série de entrevistas para o Fantástico e um livro, que figurou entre os mais vendidos no Brasil, o “Dossiê Brasília – os segredos dos ex-presidentes” (Editora Globo). O autor é pernambucano e foi responsável por uma das mais concorridas entrevistas do Café Continente: Geneton Moraes Neto, editor do Fantástico e repórter desde 1972.

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16.10.2006 - 13:55

O escritor e o mercado

Eduardo Cesar Maia, Marcelo Correia e Rafael Ferreira

Vilfredo Pareto: “O indivíduo é o único juiz do seu interesse”.

O papel dos críticos de literatura começa pelo julgamento individual e termina no campo da persuasão, não pode nem deve ser uma imposição. E neste âmbito persuasivo da discussão sobre valor literário é cabível a crítica negativa a um best-seller como Paulo Coelho — a imortalidade de sua obra não está garantida pelo seu sucesso de vendas.

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15.10.2006 - 14:05

Ortega e Einstein

por Eduardo Maia, originalmente publicado na Revista Continente Multicultural

O conhecimento absoluto de uma realidade relativa

No ano de 1923, o já amplamente reconhecido cientista Albert Einstein realizou uma série de conferências na Espanha. Durante essa passagem, sabe-se que manteve contato algumas vezes com o filósofo Ortega y Gasset o qual, num ensaio intitulado O Sentido Histórico da Teoria da Relatividade, que faz parte do compêndio O Tema do Nosso Tempo, buscou não já averiguar ou refutar a validez científica da Relatividade, mas, prescindindo de conceitos como verdade ou falsidade, situá-la dentro de uma perspectiva histórico-filosófica.

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14.10.2006 - 14:07

Eça de Queiroz e a questão judaica

por Eduardo Maia, originalmente publicado na Revista Continente Multicultural

Em 1880, o escritor português já alertava o perigo da oficialização do anti-semitismo

O escritor português Eça de Queiroz, impressionado com as manifestações cada vez mais intensas contra os judeus na Alemanha, escreveu um artigo para o jornal Gazeta de Notícias, do Rio de Janeiro, em 28 de novembro de 1880, noticiando a petição popular assinada por 300 mil cidadãos prussianos – a que se seguiram dois dias de violentos debates no Parlamento – com a finalidade de excluir os judeus de todas as escolas e universidades e que lhes proibisse de ocupar qualquer cargo público.

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13.10.2006 - 14:07

O ópio ideológico

por Eduardo Maia, originalmente publicado na Revista Continente Multicultural

A trajetória de Sartre começa com obras que defendem de forma intransigente a liberdade do homem e termina, paradoxalmente, com a defesa de regimes autoritários

A trajetória intelectual de Sartre e sua biografia são, sem dúvida, uma fonte preciosa para quem tenta compreender os paradoxos e confusões que marcaram o conturbado século 20. Na vida e na obra do pensador francês, teoria e ideologia, tendo saído de uma só cabeça, parecem pertencer a pelo menos dois homens diferentes.

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12.10.2006 - 14:09

O sono da razão

por Eduardo Maia, originalmente publicado na Revista Continente Multicultural

Para os utopistas, a sociedade existente passa a ser vista como inteiramente pervertida e injusta e a única solução é a destruição total do que existe e sua substituição por um modelo que já está pronto no intelecto

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11.10.2006 - 14:10

A prisão das identidades coletivas

por Eduardo Maia, originalmente publicado na Revista Continente Multicultural

A sociedade ocidental, na visão do intelectual peruano Mario Vargas Llosa, progrediu no sentido de afirmar o individual frente ao coletivo tanto no âmbito jurídico quanto no cultural

O processo irreversível de globalização avança num sentido de negação das fronteiras nacionais, com uma interconectividade entre os mercados de todos os países (mesmo os mais pobres) e o intercâmbio de bens culturais. Alguns intelectuais acreditam que esse será o fim das culturas nacionais e regionais, das tradições, costumes e padrões de comportamento que determinariam a identidade de cada povo. O escritor peruano Mario Vargas Llosa entende que o ingente fluxo de informações realmente está dando um novo formato às diversas culturas, mas não acredita que isso seja um dado negativo.

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10.10.2006 - 14:14

O Mito de Giges

por Eduardo Maia, originalmente publicado na Revista Continente Multicultural

As pessoas, normalmente, sentem-se tentadas a cometer gestos reprováveis, quando estão seguras de que não sofrerão punição

“Dizem que Giges era um pastor que servia ao então rei da Lídia…” Assim Platão começa o relato mítico que narra a saga de um humilde e até então honesto camponês que, após encontrar um anel mágico que lhe dava o poder da invisibilidade, começa a cometer toda sorte de crimes e injustiças, “seduziu a rainha, atacou e matou o rei com ajuda de sua própria mulher e se apoderou do reino”. Giges havia percebido que o anel lhe garantia um poder ilimitado e que as convenções morais já não precisavam ser respeitadas.

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