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	<title>Café Colombo - O seu programa de livros e idéias &#187; Blog</title>
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	<description>O Café Colombo é um programa sobre livros e idéias transmitido para Pernambuco pela Rádio Universitária FM (99.9 MHz) e para o mundo através da internet. O programa vai ao ar aos domingos, das 14h às 14h30, com reapresentação às segundas, das 20h às 20h30</description>
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		<title>Um patrimônio cultural doado às traças: a biblioteca de Álvaro Lins em Caruaru</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 13:37:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Revista Continente de junho trouxe um importante texto de Eduardo César Maia sobre a biblioteca do pernambucano Álvaro Lins. Os quatro mil livros de um dos maiores críticos literários do País ficaram na sua terra natal mas nunca receberam tratamento adequado. “O percurso desses livros, depois da morte de Álvaro Lins, reflete com triste [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Revista Continente de junho trouxe um importante texto de Eduardo César Maia sobre a biblioteca do pernambucano Álvaro Lins. Os quatro mil livros de um dos maiores críticos literários do País ficaram na sua terra natal mas nunca receberam tratamento adequado. “O percurso desses livros, depois da morte de Álvaro Lins, reflete com triste clareza o valor que o poder público confere à cultura literária no país. Por decisão da viúva, Heloísa Lins, boa parte da biblioteca – cerca de 4.000 títulos – foi doada a Caruaru. A decisão familiar de prestar homenagem à cidade natal do crítico pode ter sido legítima, mas as consecutivas prefeituras nada ou pouco fizeram pela catalogação e manutenção desse patrimônio cultural inestimável nessas quatro décadas. Apesar de as novas instalações (provisórias) da biblioteca que leva o nome do crítico estarem hoje em melhores condições do que há bem pouco tempo, com prateleiras e ar-condicionado central, ainda falta muito para a coleção ficar em segurança.”</p>
<p>Confiram a matéria completa, além de um perfil sobre Álvaro Lins, no link abaixo:</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><a href="http://www.cafecolombo.com.br/imagens/revista_continente_biblioteca_alvaro_lins.pdf"><img src="http://www.cafecolombo.com.br/imagens/materia_alvaro_lins.jpg" alt="Revista Continente - Um valioso patrimônio cultural ameaçado" width="550" height="367" /></a><p class="wp-caption-text">Revista Continente - junho 2010 - Um valioso patrimônio cultural ameaçado</p></div>
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		<title>Em defesa de bibliotecas públicas</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 12:06:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Artigo de Fernando Antônio Gonçalves ao JC de hoje:
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-
Sadia provocação
Publicado em 28.07.2010
Fernando Antônio Gonçalves
Aproveitando o acalmar dos debates sobre os avanços imobiliários e parabenizando o prefeito João da Costa pela preservação da Tamarineira, iniciativa que mereceu aplausos da população recifense, envio-lhe uma sadia provocação, aproveitando o embalo das muitas sugestões a ele enviadas pelos seus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Artigo de Fernando Antônio Gonçalves ao JC de hoje:</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p><a href="http://jc3.uol.com.br/jornal/2010/07/28/not_386450.php" target="_blank">Sadia provocação</a><br />
Publicado em 28.07.2010</p>
<p>Fernando Antônio Gonçalves</p>
<p>Aproveitando o acalmar dos debates sobre os avanços imobiliários e parabenizando o prefeito João da Costa pela preservação da Tamarineira, iniciativa que mereceu aplausos da população recifense, envio-lhe uma sadia provocação, aproveitando o embalo das muitas sugestões a ele enviadas pelos seus munícipes.</p>
<p>Trata-se de proposta que certamente acarretaria a ampliação do seu ibope perante as comunidades recifenses: transformar o ainda monstrengoso Parque Dona Lindu numa Biblioteca-Parque Dona Lindu, similar à Biblioteca-Parque Manguinhos, inaugurada no Rio de Janeiro em abril passado, a um custo de R$ 8,7 milhões, bancados pelo PAC do presidente Lula. Uma iniciativa inspirada num projeto da Colômbia, hoje consagrado internacionalmente por ter drasticamente reduzido, lá, os índices delinquenciais.</p>
<p>Para que o prefeito João da Costa sinta a grandiosidade da Biblioteca-Parque Manguinhos, antigo Depósito de Suprimento do Exército, ouso apresentar-lhe alguns dados: 3,3 mil metros quadrados, 40 computadores, 3 milhões de músicas, 25 mil livros, 900 DVD&#8221;s, 5 televisões de LCD, estúdios de dança, de leitura e de multimídia, atendendo 16 comunidades da Zona Norte do Rio de Janeiro, totalizando 100 mil habitantes. Além do mais, todos os 28 funcionários da Biblioteca-Parque Manguinhos são moradores da região devidamente capacitados, além da parte técnica especializada.</p>
<p>Certa feita, visitando Curitiba para a efetivação de um trabalho acadêmico na Universidade Federal do Paraná, fui convidado para conhecer o Farol do Saber Miguel de Cervantes, situado na Praça Espanha daquela capital. Parte de uma rede de pequenas bibliotecas espalhadas pelos bairros curitibanos, cada uma dispondo de um acervo médio de seis mil livros, além de acessos gratuitos à internet, integrando o projeto Digitando o Futuro. O bloco arquitetônico é caracterizado por uma torre de farol de dez metros de altura e uma área construída de 88 metros quadrados. A torre reverencia o Farol de Alexandria, sendo o primeiro deles o Farol Machado de Assis, inaugurado em novembro de 1994. Atualmente, mais de 50 “faróis” estão funcionando nos bairros de Curitiba, com uma média mensal de 200 mil leitores, totalizando mais de 400 mil livros emprestados por ano.</p>
<p>Segundo informações técnicas, percebe-se que toda região que anseia pela elevação das suas taxas de desenvolvimento social não deve prescindir de bibliotecas públicas promotoras de aproximações efetivas entre comunidades e conhecimentos. As bibliotecas públicas propiciam informações que ampliam, através de “aprendências não-onerosas”, as “enxergâncias” capazes de binoculizações que ensejam coletivamente a preparação para o exercício de profissões técnicas, a iniciação científica, a ampliação cultural e o aprofundamento dos estudos. Infelizmente, em nosso País, as bibliotecas comunitárias geralmente situam-se em áreas pouco atraentes, recebendo poucos ou mínimos apoios governamentais, sem pessoal qualificado.</p>
<p>A Biblioteca-Parque Dona Lindu bem que poderia servir de farol maior do saber, cabeça mater de um sistema de outros “faróis”, distribuídos pelas periferias recifenses, disseminando informações e conhecimentos técnico-científicos e culturais, também idealizando atividades dinamizadores interligadas que fortalecessem a imagem do Bibliotecário para além das suas meras atribuições emprestativas.</p>
<p>Seguramente, a Biblioteca-Parque Dona Lindu, com as novas atribuições exigidas pelos amanhãs que nos batem à porta, suscitaria novos ares pensantes para uma capital líder, a do Leão do Norte, que deve capitanear regionalmente a consolidação de uma realidade sócio-educativa capaz de erigir futuros mais contemporâneos para todas as comunidades nordestinas.</p>
<p>Ao prefeito João da Costa, encarecendo o deferimento, agradeço em nome de todos os beneficiados pelas implementações necessárias.</p>
<p><em>» Fernando Antônio Gonçalves é professor universitário e pesquisador social</em></p>
<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden; position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;"><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: medium;"><strong>Sadia provocação<br />
</strong><span style="font-family: Verdana; font-size: xx-small;">Publicado em 28.07.2010</span></span></span></p>
<div id="corpo" style="font-size: 90%;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: xx-small;"><span style="font-size: x-small;">Fernando Antônio Gonçalves</span></span></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: xx-small;"><span style="font-size: x-small;">Aproveitando o acalmar dos debates sobre os avanços imobiliários e parabenizando o prefeito João da Costa pela preservação da Tamarineira, iniciativa que mereceu aplausos da população recifense, envio-lhe uma sadia provocação, aproveitando o embalo das muitas sugestões a ele enviadas pelos seus munícipes. </span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: xx-small;"><span style="font-size: x-small;">Trata-se de proposta que certamente acarretaria a ampliação do seu ibope perante as comunidades recifenses: transformar o ainda monstrengoso Parque Dona Lindu numa Biblioteca-Parque Dona Lindu, similar à Biblioteca-Parque Manguinhos, inaugurada no Rio de Janeiro em abril passado, a um custo de R$ 8,7 milhões, bancados pelo PAC do presidente Lula. Uma iniciativa inspirada num projeto da Colômbia, hoje consagrado internacionalmente por ter drasticamente reduzido, lá, os índices delinquenciais.</span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: xx-small;"><span style="font-size: x-small;">Para que o prefeito João da Costa sinta a grandiosidade da Biblioteca-Parque Manguinhos, antigo Depósito de Suprimento do Exército, ouso apresentar-lhe alguns dados: 3,3 mil metros quadrados, 40 computadores, 3 milhões de músicas, 25 mil livros, 900 DVD&#8221;s, 5 televisões de LCD, estúdios de dança, de leitura e de multimídia, atendendo 16 comunidades da Zona Norte do Rio de Janeiro, totalizando 100 mil habitantes. Além do mais, todos os 28 funcionários da Biblioteca-Parque Manguinhos são moradores da região devidamente capacitados, além da parte técnica especializada.</span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: xx-small;"><span style="font-size: x-small;">Certa feita, visitando Curitiba para a efetivação de um trabalho acadêmico na Universidade Federal do Paraná, fui convidado para conhecer o Farol do Saber Miguel de Cervantes, situado na Praça Espanha daquela capital. Parte de uma rede de pequenas bibliotecas espalhadas pelos bairros curitibanos, cada uma dispondo de um acervo médio de seis mil livros, além de acessos gratuitos à internet, integrando o projeto Digitando o Futuro. O bloco arquitetônico é caracterizado por uma torre de farol de dez metros de altura e uma área construída de 88 metros quadrados. A torre reverencia o Farol de Alexandria, sendo o primeiro deles o Farol Machado de Assis, inaugurado em novembro de 1994. Atualmente, mais de 50 “faróis” estão funcionando nos bairros de Curitiba, com uma média mensal de 200 mil leitores, totalizando mais de 400 mil livros emprestados por ano. </span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: xx-small;"><span style="font-size: x-small;">Segundo informações técnicas, percebe-se que toda região que anseia pela elevação das suas taxas de desenvolvimento social não deve prescindir de bibliotecas públicas promotoras de aproximações efetivas entre comunidades e conhecimentos. As bibliotecas públicas propiciam informações que ampliam, através de “aprendências não-onerosas”, as “enxergâncias” capazes de binoculizações que ensejam coletivamente a preparação para o exercício de profissões técnicas, a iniciação científica, a ampliação cultural e o aprofundamento dos estudos. Infelizmente, em nosso País, as bibliotecas comunitárias geralmente situam-se em áreas pouco atraentes, recebendo poucos ou mínimos apoios governamentais, sem pessoal qualificado.</span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: xx-small;"><span style="font-size: x-small;">A Biblioteca-Parque Dona Lindu bem que poderia servir de farol maior do saber, cabeça mater de um sistema de outros “faróis”, distribuídos pelas periferias recifenses, disseminando informações e conhecimentos técnico-científicos e culturais, também idealizando atividades dinamizadores interligadas que fortalecessem a imagem do Bibliotecário para além das suas meras atribuições emprestativas. </span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: xx-small;"><span style="font-size: x-small;">Seguramente, a Biblioteca-Parque Dona Lindu, com as novas atribuições exigidas pelos amanhãs que nos batem à porta, suscitaria novos ares pensantes para uma capital líder, a do Leão do Norte, que deve capitanear regionalmente a consolidação de uma realidade sócio-educativa capaz de erigir futuros mais contemporâneos para todas as comunidades nordestinas.</span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: xx-small;"><span style="font-size: x-small;">Ao prefeito João da Costa, encarecendo o deferimento, agradeço em nome de todos os beneficiados pelas implementações necessárias.</span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: xx-small;"><span style="font-size: x-small;"><em>» Fernando Antônio Gonçalves é professor universitário e pesquisador social</em></span></span></span></div>
</div>
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		<title>Marcelo Pereira lança &#8220;Raimundo Carrero – A fragmentação do humano&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 13:30:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Do JC de hoje:
» LIVRO
O quebra-cabeças está completo
Publicado em 24.07.2010
Raimundo Carrero – A fragmentação do humano tem pré-lançamento, hoje, no FIG
Schneider Carpeggiani
Raimundo Carrero é um ótimo entrevistado. Homem de mídia, ele tem a capacidade de, com uma simples declaração, fazer literatura. Ou melhor: ler as entrevistas de Carrero é como ler uma obra ficcional, não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do JC de hoje:</p>
<p>» LIVRO<br />
<a href="http://jc3.uol.com.br/jornal/2010/07/24/not_385873.php" target="_blank">O quebra-cabeças está completo</a><br />
Publicado em 24.07.2010</p>
<p><em>Raimundo Carrero – A fragmentação do humano tem pré-lançamento, hoje, no FIG</em></p>
<p>Schneider Carpeggiani</p>
<p>Raimundo Carrero é um ótimo entrevistado. Homem de mídia, ele tem a capacidade de, com uma simples declaração, fazer literatura. Ou melhor: ler as entrevistas de Carrero é como ler uma obra ficcional, não que ele esteja (deliberadamente) mentindo ou forjando alguma situação. Mas sua vida está tão arraigada ao imaginário literário que ele vem criando (e desmontando) ao longo das últimas três décadas, que fica difícil separar o homem da sua criação ou a criação do que esperamos ser o homem. Ouvir Carrero falar e ler o que Carrero falou são outras senhas de entrada no seu universo.</p>
<p>“Carrero é muito sincero em suas entrevistas, mas não deixa de ser personagem dele mesmo. Ele é personagem das suas angústias”, pontua o jornalista Marcelo Pereira (editor do Caderno C), que organizou a fotobiografia Raimundo Carrero – A fragmentação do humano. O livro encerra a tríade de homenagens pelos 30 anos de literatura do escritor, iniciada em 2005. Primeiro foi a reunião e o relançamento dos seus três primeiros romances (A história de Bernarda Soledade, As sementes do sol e A dupla face do baralho), seguido pelo documentário O caçador de assombrações, de Clara Angélica.</p>
<p>A fragmentação do humano fecha o ciclo de homenagens com chave de ouro ao recolher os estilhaços que o escritor tem lançado em nossa direção. “Carrero não se inquieta na criação de um universo, como um Rubem Fonseca ou um Jorge Amado. As angústias podem ser as mesmas, mas a forma está sempre em mutação”, destaca Pereira, que lança o livro hoje, às 17h, na Academia de Letras de Garanhuns, com um debate com o escritor sobre o tema Como nasce uma obra. A sessão de autógrafos no Recife acontece quinta, às 19h, na Livraria Jaqueira.</p>
<p>Pereira criou uma teoria para a inquietação que persegue o autor. Ele seria vítima do mito de Sísifo. Trata-se do homem que constrói uma obra para desmontá-la, num ciclo infinito. Não lemos um Carrero. Lemos o que um certo Carrero escreveu em determinada época. Se sua estreia com Bernarda Soledade lançou a ideia de um regionalismo místico em sua crueldade, esse estilo inicial foi se dissolvendo livro após livro. “O Recife para ele é só o chão que pisa, ele não precisa mais de geografia”, afirma o jornalista. É o que percebemos em O amor não tem bons sentimentos, romance em que nada acontece, porque nenhuma ação real poderia acompanhar o movimento intenso da imaginação do personagem principal, Matheus. E, de tão obcecado pelo personagem, Carrero chegou a envergá-lo no teatro.</p>
<p>Naquela época, parecia haver mais Matheus do que Carrero. Da mesma forma que o autor se deixou contaminar pela espiritualidade torta, ainda que verdadeira e dolorosa, do romance Minha alma é irmã de Deus, lançado ano passado, que cristalizou seu lugar no cânone literário do Brasil. “É impossível pensar na literatura contemporânea brasileira sem pensar em Carrero”, justifica Pereira.</p>
<p>EM PEDAÇOS</p>
<p>Como estamos falando de um homem que se ergueu a partir de sua pulverização, A fragmentação do humano promove um grande esforço para recolher todos esses pedaços. Primeiro, as belíssimas fotos de Roberta Guimarães, que colam as partes da forte iconografia que compõe o autor. Estão lá o homem religioso que não acredita em bruxas (mas que tem certeza que elas existem, isso lá no fundo), o ouvidor do povo e o habitante da noite. Para cada foto sorrindo, outra flagrando o semblante sério do autor. Duas faces do mesmo baralho.</p>
<p>E, claro, a longa entrevista que Pereira fez com Carrero, colagem de inúmeras conversas, que traz em cada nova resposta, como apontamos, um conto por si só. “Eu acho tudo muito engraçado, eu acho terrível, muito perigoso, mas muito engraçado&#8230; Eu tenho dificuldade de ir a teatro. Eu vou pouco porque tenho vontade danada de rir, pode ser o que for. Eu começo a pensar, vendo os atores e as atrizes trabalhando: ‘Será que esse pessoal pensa que isso aqui é sério?’ Eu acho engraçadíssimo ver aquele pessoal levando o palco a sério, ao mesmo tempo, sou uma pessoa engraçada”, diz, respondendo a uma pergunta sobre o porquê de tantos risos na sua infância, quando o riso era punição certeira no seu berço familiar. Ao lermos essas palavras, nem parece que estamos diante do homem que nos lembrou que o amor não tem bons sentimentos e a crueldade fatal do destino, que nos consome como a pedras.</p>
<p>O livro recolhe também a recepção crítica que o escritor teve ao longo da sua carreira. Estão lá as críticas originais que seus livros receberam na época dos seus lançamentos, por nomes como Luís Arraes (Sinfonia para vagabundos), Nilo Pereira (Viagem ao ventre da baleia) e Ignácio de Loyola Brandão (Somos pedras que se consomem). A fortuna crítica foi organizada por Anco Márcio Tenório Vieira (UFPE). “Procuramos fazer um livro bastante profissional, que sirva como documento para organizar o que esse homem tem construído ao longo de todos esses anos de forma obsessiva”, define Marcelo Pereira. Em sua fragmentação, a impressão é que Carrero agora está completo. O quebra-cabeças se encerra. Mas só por enquanto.</p>
<p><em>» Lançamento de A fragmentação do humano – Hoje, às 17h, na Academia de Letras de Garanhuns. Quinta, 29, às 19h, na Livraria Jaqueira. O livro será vendido hoje por R$ 50. Na próxima quinta por R$ 60, em ambos os casos com preço promocional. Em seguida, nas livrarias, por R$ 80</em></p>
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		<title>Os caçadores e o elefante, por DEMÉTRIO MAGNOLI</title>
		<link>http://www.cafecolombo.com.br/2010/07/22/os-cacadores-e-o-elefante-por-demetrio-magnoli/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 13:40:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>renata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Cotas]]></category>
		<category><![CDATA[Racialismo]]></category>

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		<description><![CDATA[O Estado de S.Paulo &#8211; 22/07/10
Dois dias atrás, no meio da tarde, em cerimônia no Palácio do Itamaraty, Lula sancionou a primeira lei racial da História do Brasil. São 65 artigos, esparramados em 14 páginas, escritos com o propósito de anular o artigo 5.º da Constituição federal, que começa com as seguintes palavras: &#8220;Todos são [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Estado de S.Paulo &#8211; 22/07/10</p>
<p>Dois dias atrás, no meio da tarde, em cerimônia no Palácio do Itamaraty, Lula sancionou a primeira lei racial da História do Brasil. São 65 artigos, esparramados em 14 páginas, escritos com o propósito de anular o artigo 5.º da Constituição federal, que começa com as seguintes palavras: &#8220;Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.&#8221; O conjunto leva o título de Estatuto da Igualdade Racial, uma construção incongruente na qual se associa o princípio da igualdade ao mito da raça, que veicula a ideia de uma desigualdade essencial e, portanto, insuperável.</p>
<p>O texto anticonstitucional, aprovado em 16 de junho por um acordo no Senado, é uma versão esvaziada do projeto original. No acordo parlamentar suprimiram-se as disposições que instituíam cotas raciais nas universidades, no serviço público, no mercado de trabalho e nas produções audiovisuais. Pateticamente, em todos os lugares, exceto no título, o termo &#8220;raça&#8221; foi substituído pela palavra &#8220;etnia&#8221;, empregada como sinônimo. Eliminou-se ainda a cláusula que asseguraria participação nos orçamentos públicos para os &#8220;conselhos de promoção da igualdade étnica&#8221;, órgãos a serem constituídos paritariamente nas administrações federal, estaduais e municipais por representantes dos governos e de ONGs do movimento negro.</p>
<p>Mas o que restou é a declaração de princípios do racialismo. A lei define uma coletividade racial estatal: a &#8220;população negra&#8221;, isto é, &#8220;o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas ou pardas&#8221;. Dessa definição decorrem uma descrição racial do Brasil, que se dividiria nos grupos polares &#8220;branco&#8221; e &#8220;negro&#8221;, e a supressão oficial das múltiplas identidades intermediárias expressas censitariamente na categoria &#8220;pardos&#8221;. Implicitamente, fica cassado o direito de autodeclaração de cor/raça, pois o poder público se arroga a prerrogativa de ignorar a vontade do declarante, colando-lhe um rótulo racial compulsório. O texto funciona como plataforma para a edificação de um Estado racial, uma meta apontada no artigo 4.º, que prevê a adoção de políticas raciais de ação afirmativa e a &#8220;modificação das estruturas institucionais do Estado&#8221; para a &#8220;superação das desigualdades étnicas&#8221;.</p>
<p>A fantasia que sustenta a nova lei consiste na visão do Brasil como uma confederação de nações-raças. Nessa confederação o princípio da igualdade deixaria de ser aplicado aos indivíduos, convertendo-se numa regra de coexistência entre coletividades raciais. Os cidadãos perdem o estatuto de sujeitos de direitos, transferindo-o para as coletividades raciais. Se o Poder Judiciário se curvar ao esbulho constitucional, estudantes ou trabalhadores da cor &#8220;errada&#8221; não poderão apelar contra o tratamento desigual no acesso à universidade ou a empregos arguindo o princípio da igualdade perante a lei, pois terão sido rebaixados à condição de componentes de um grupo racial.</p>
<p>Nos termos do estatuto racial, que é um estatuto de desigualdade, a &#8220;população negra&#8221; emerge como uma nação separada dentro do Brasil. O capítulo I fabrica direitos específicos para essa nação-raça no campo da saúde pública; o capítulo II, nos campos da educação, da cultura, do esporte e do lazer; o capítulo IV, nas esferas do acesso à terra e à moradia; o capítulo V, na esfera do mercado de trabalho; o capítulo VI, no tereno dos meios de comunicação. O pensamento racial imagina a África como pátria da &#8220;raça negra&#8221;. A nova lei enxerga a &#8220;população negra&#8221; como uma nação diaspórica: um pedaço da África no exílio das Américas. O capítulo III determina uma proteção estatal particular para as &#8220;religiões de matriz africana&#8221;.</p>
<p>A supressão do financiamento público compulsório para os &#8220;conselhos de promoção da igualdade étnica&#8221; e dos incontáveis programas de cotas raciais na lei aprovada pelo Senado refletiu, limitada e parcialmente, o movimento de opinião pública contra a racialização do Estado brasileiro. Uma vertente das ONGs racialistas interpretou o resultado como uma derrota absoluta &#8211; e pediu que o presidente não sancionasse o texto esvaziado. Surgiram até vozes solicitando uma consulta plebiscitária sobre o tema racial, algo que, infelizmente, não se fará.</p>
<p>O Ministério racial, que atende pela sigla enganosa de Seppir, entregou-se à missão de alinhar sua base na defesa do &#8220;estatuto possível&#8221;. Para tanto reuniu pronunciamentos de arautos do racialismo, como o antropólogo Kabengele Munanga, uma figura que chegou a classificar os mulatos como &#8220;seres naturalmente ambivalentes&#8221;, cuja libertação dependeria de uma opção política pelo pertencimento ao grupo dos &#8220;brancos&#8221; ou ao dos &#8220;negros&#8221;. Na sua manifestação o antropólogo narrou uma fábula sobre os caçadores mbutis, da África Central, denominados pigmeus na época da expansão imperial europeia.</p>
<p>Os caçadores de Munanga almejam abater um elefante, mas voltam para a aldeia com apenas três antílopes, &#8220;cuja carne cobriria necessidades de poucos dias&#8221;. As mulheres e crianças, frustradas, contentam-se com tão pouco e não culpam os caçadores, mas Mulimo, deus da caça, a divindade desse povo monoteísta. Os caçadores voltarão à savana e, um dia, trarão o elefante.</p>
<p>A fábula é apropriada, tanto pelo seu sentido contextual como pelas metáforas que mobiliza. Ela remete a um povo tradicional, fechado nas suas referências culturais, que serviria como inspiração para a imaginária nação-raça diaspórica dos &#8220;afro-brasileiros&#8221;. Os caçadores simbolizam as lideranças racialistas, que já anunciam a intenção de usar o estatuto racial para instituir, por meio de normas infralegais, os programas de cotas rejeitados no Senado. O elefante representa o Estado racial completo, com fartas verbas públicas para sustentar uma burocracia constituída pelos próprios racialistas e dedicada à distribuição de privilégios.</p>
<p>Munanga não falou das guerras étnicas na África Central. É que o assunto perturba Mulimo e prejudica a caçada.</p>
<p>DEMÉTRIO MAGNOLI, SOCIÓLOGO, É DOUTOR EM GEOGRAFIA HUMANA PELA USP </p>
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		<title>Museu Histórico Nacional no Rio de Janeiro e o uso da história para benefício partidário</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 13:10:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lima</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro está passando por uma excelente reforma de equipamento, mas há um péssimo sinal de cooptação para uma narrativa de partido, em vez de história nacional. O discurso eleitoreiro do “nunca antes na história desse País” se reflete num quadro sobre a mineração no Brasil. <a href="http://www.ordemlivre.org/textos/1059" target="_blank">Confiram neste artigo que escrevi ao Ordem Livre</a>.</p>
<p>(Renato Lima)</p>
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		<title>24h, 50% off</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 01:27:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Sandes</dc:creator>
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No catálogo, por exemplo, clássicos da literatura estrangeira da primorosa linha &#8220;Prosa do Mundo&#8221; (Górki, Tolstói, Faulkner, Flaubert, Pirandello, Beckett&#8230;) , a coleção especial Manuel [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A editora Cosac Naify divulgou promoção relâmpago na Loja Virtual. Entre 0h e 23h59 do dia 20.07, é possível adquirir títulos da editora com 50% de desconto no endereço <a title="www.cosacnaify.com.br" href="www.cosacnaify.com.br">www.cosacnaify.com.br</a> .</p>
<p>No catálogo, por exemplo, clássicos da literatura estrangeira da primorosa linha &#8220;Prosa do Mundo&#8221; (Górki, Tolstói, Faulkner, Flaubert, Pirandello, Beckett&#8230;) , a coleção especial Manuel Bandeira (Apresentação da Poesia Brasileira, Crônicas da Província do Brasil etc), os dois livros de contos do &#8220;pernambucano&#8221; Ronaldo Correia de Brito e tantos outros.</p>
<p>Além dos bons autores, a Cosac é reconhecida pelas edições caprichosas, muitas em capa dura e papel de primeira qualidade. Boas compras.</p>
<p>(Marcelo Sandes).</p>
<p><img src="http://editora.cosacnaify.com.br/Loja/vitrine/banner_promocao.gif" alt="" /></p>
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		<title>Caetano Veloso e as cotas raciais</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2010 15:21:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lima</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Caetano Veloso aborda a questão das cotas na sua coluna semanal de O Globo, neste domingo. Não é muito claro onde ele se situa, mas dá para perceber que o músico não segue patota alguma (pró ou contra, ele pondera diferentes argumentos), mas tem uma queda pela abordagem dos perigos de se instituir cotas com base na classificação de raça, como lembra <a href="http://www.cafecolombo.com.br/2010/04/03/389-demetrio-magnoli-e-a-ideia-de-raca-no-mundo-e-no-brasil-2/" target="_blank">Demétrio Magnoli</a>. A exemplo desses trechos do artigo “Loura Burra”, de Caetano:<br />
“O livro de Demétrio Magnoli <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21600905/gota+de+sangue,+uma:+historia+do+pensamento+racial&amp;franq=171824" target="_blank">‘Uma gota de sangue’</a> não pode ser descartado por argumentos de autoridade. Nada justifica o linchamento que ele sofreu em blogs do lulo-petismo histérico. Seria preciso provar – entre outras coisas – que em 1840 o rei do Daomé não declarou que o ‘tráfico de escravos tem sido a fonte da nossa glória e riqueza’.</p>
<p>‘Uma gota de sangue’ é sobretudo um livro contra o multiculturalismo. E procura reafirmar a mestiçagem brasileira como uma saída mais compatível com os direitos universais do que os projetos de igualdade entre grupos étnicos tomados como nações dentro dos Estados.”</p>
<p>[...]</p>
<p>“A mestiçagem brasileira não precisa ser o céu na Terra para ser levada em conta. [...] Caso a nova biologia mostre que as louras são menos inteligentes do que os morenos, a resposta liberal tem a minha adesão: individualismo. E médias de grupo não podem se sobrepor a isso. Se a falta de coesão dos meus textos se deve ao meu lado negro ou ao meu lado mulher, dane-se, eu sou eu e nicuri é o diabo.”</p>
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		<title>Coronel Quelê tem a vida contada em livro</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2010 11:53:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Do JC de hoje, em matéria da sempre simpática Roseanne Albuquerque, de Petrolina:
» HISTÓRIA
A vida e o pioneirismo do Coronel Quelê
Publicado em 18.07.2010
Livro do professor José Américo de Lima com a história do “Seu Quelê” é lançado em Petrolina, cidade do Sertão pernambucano onde o patriarca da família Coelho deixou um forte legado
Roseanne Albuquerque
PETROLINA – [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do JC de hoje, em matéria da sempre simpática Roseanne Albuquerque, de Petrolina:</p>
<p>» HISTÓRIA<br />
<a href="http://jc3.uol.com.br/jornal/2010/07/18/not_385123.php" target="_blank">A vida e o pioneirismo do Coronel Quelê</a><br />
Publicado em 18.07.2010</p>
<p><em>Livro do professor José Américo de Lima com a história do “Seu Quelê” é lançado em Petrolina, cidade do Sertão pernambucano onde o patriarca da família Coelho deixou um forte legado</em></p>
<p>Roseanne Albuquerque</p>
<p>PETROLINA – Conta a história que em meados de 1932 o Sertão pernambucano vivenciou um de seus mais rigorosos períodos de estiagem. Famílias inteiras definhavam de fome e sede, atracadas por um destino que parecia insólito e desafiador. A situação de descaso e pouca iniciativa dos governos federal e estadual causavam a indignação de algumas figuras da sociedade da época. Uma delas, Clementino de Souza Coelho, mais conhecido como Coronel Quelê, fazia sua parte para tentar amenizar o sofrimento dos ribeirinhos: não raro, era visto dando comida aos mais atingidos pela seca.</p>
<p>A história de Seu Quelê – patriarca da família Coelho, uma das mais representativas do Sertão pernambucano – é relembrada no livro Coronel Quelê, adversidade e Bonança, lançado ontem à noite no auditório do Senai, em Petrolina. Com 198 páginas, o livro – uma publicação da Editora Bagaço – foi escrito pelo professor e escritor José Américo de Lima, falecido em dezembro passado. Durou dois anos para produção – entre pesquisas, transcrição de entrevistas e escolha de material – e teve também o trabalho de pesquisa dos professores Moisés Almeida e Carlos Eduardo Romeiro.</p>
<p>“É um trabalho importante na medida em que pode mostrar às pessoas uma percepção da história da cidade. Petrolina começou a crescer na década de 50, mas teve o reflexo do legado da década de 40, e aí não se pode deixar de registrar o empreendedorismo da família Coelho. Eles foram importantes para a base da economia. Hoje a gente fala de exportação para a Europa, mas seu Quelê foi pioneiro no envio de couro no período da 2ª Guerra Mundial. Na questão política, lutava para melhorar a infraestrutura da região. Quelê queria que as coisas produzidas aqui alcançassem outros mercados”, observa o historiador Moisés Almeida.</p>
<p>Seu Quelê tem sua história entrelaçada com os primeiros passos de desenvolvimento de Petrolina. Obstinado pela educação dos filhos, pode ser visto como célula fundamental no processo de formação política da cidade sertaneja.</p>
<p>“Naquela época, Petrolina tinha uma presença pálida do governo. As ações eram fracas, não muito visíveis, a prosperidade não chegava por aqui. Apareceu nesse contexto os homens que enfrentavam isso. As dificuldades eram normais de quem era pobre e não tinha auxílio de governo. Naquele tempo, ele foi forte, educador, empreendedor”, pontua o ex-deputado federal e um dos filhos de seu Quelê, Oswaldo Coelho.</p>
<p>Oswaldo defende a publicação do livro como uma ferramenta de ensino para as novas gerações. “É uma necessidade histórica. Petrolina tem que ter um conhecimento da sua história, dos primórdios até hoje. Acho que a cidade é até descuidada disso. A nós, da família, ocorreu essa ideia de mostrar o coronel Quelê não apenas para os familiares, mas sobretudo, para as novas gerações. Pelo tipo de comportamento que ele teve, tem muito o que ensinar aos mais novos, como empreendedor, como homem de sociedade, como cívico, através do amor à sua terra”, contextualiza.</p>
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		<title>Judeus no Brasil em debate na Biblioteca Nacional, no RJ</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 19:54:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tema de capa da atual Revista de História da Biblioteca Nacional, a presença judaica no Brasil será debatida na Biblioteca Nacional, no Rio, neste 20 de julho. Do site da Revista: “Para falar do assunto, o professor da Universidade Federal de Viçosa, Angelo Adriano Faria Assis, autor do artigo “A Torá na Terra de Santa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tema de capa da atual <a href="http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/" target="_blank">Revista de História da Biblioteca Nacional</a>, a presença judaica no Brasil será debatida na Biblioteca Nacional, no Rio, neste 20 de julho. Do site da Revista: “Para falar do assunto, o professor da Universidade Federal de Viçosa, Angelo Adriano Faria Assis, autor do artigo “A Torá na Terra de Santa Cruz”, vai abordar a participação judaica desde o descobrimento e o destaque que chegaram a ter na sociedade em contraste com as perseguições da Inquisição. Ele também vai apontar algumas crendices judaicas que se enraizaram na cultura popular brasileira.</p>
<p>Também estará em debate o critério usado pelo governo de Getúlio Vargas para selecionar os imigrantes ideais para a formação do povo brasileiro. O autor do texto &#8220;Pelas gerações futuras&#8221; Fábio Koifman, professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), vai explicar porque os judeus foram considerados “inassimiláveis” pelos então dirigentes.”</p>
<p>Dá para desgustar parte das matéria <a href="http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=edicao&amp;id=61" target="_blank">no site da revista, neste link</a>. E a edição de julho conta ainda com artigos especiais sobre Gilberto Freyre.</p>
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		<title>Encanto, teatro e crítica</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jul 2010 18:53:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>renata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Laboratório]]></category>
		<category><![CDATA[Ronaldo Correia de Britto]]></category>

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		<description><![CDATA[Ronaldo Correia de Britto e Marcondes Lima cativam a plateia do Hermilo na quarta edição do projeto Laboratório
Uma plateia atenta durante mais de duas horas acompanhou as falas de Marcondes Lima e Ronaldo Correia de Brito, além da performance deste último na edição de julho do projeto Laboratório, que é patrocinado pelo SINPRO-PE. Mediados por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ronaldo Correia de Britto e Marcondes Lima cativam a plateia do Hermilo na quarta edição do projeto Laboratório</p>
<p>Uma plateia atenta durante mais de duas horas acompanhou as falas de Marcondes Lima e Ronaldo Correia de Brito, além da performance deste último na edição de julho do projeto Laboratório, que é patrocinado pelo SINPRO-PE. Mediados por um dos curadores do projeto, Bruno Piffardini, os dois convidados discorreram sobre o papel do texto em vários momentos da história do teatro, a recuperação de seu caráter dionisíaco ritual no trabalho de Zé Celso e suas respectivas experiências em transcriações/adaptações de textos literários para o teatro. Opiniões polêmicas que em diversos momentos arrancaram aplausos da plateia.</p>
<p>Ronaldo Correia de Brito foi bem incisivo no que diz respeito ao trabalho de escritor quando questionado por um participante da plateia sobre os prazos para entrega de livros. &#8220;Escrever é um oficio, assim como o carpinteiro ou o padeiro. Eu vivo os olhos ardendo e com dor nas costas de escrever. Não há glamour!&#8221;, exclamou. Já Marcondes Lima criticou a falta de &#8216;alfabetização estética&#8217; por parte de certos segmentos da crítica de teatro, que muitas vezes se limitam a comentários factuais das exibições. &#8220;Do mesmo jeito que alguns diretores não gostam de determinados atores, alguns jornalistas simplesmente não gostam de arte!&#8221;, sentenciou Lima. </p>
<p>FICÇÃO &#8211; A quinta edição do projeto Laboratório, que tem previsão para seis edições nesta primeira temporada, contará com a participação do professor e escritor Rinaldo de Fernandes (UFPB) e Brenda Carlos (UFCG), que discutirão a ficção contemporânea brasileira. Como sempre, as discussões do Laboratório continuam pelo site do projeto (www.olaboratorio.wordpress.com) e pelo Twitter (@olaboratorio). Os organizadores já anunciam que está sendo preparada a segunda temporada do projeto, que continuará sendo realizada no Teatro Hermilo Borba Filho. </p>
<p>ASSESSORIA:</p>
<p>Wellington de Melo<br />
(81) 9278 &#8211; 0618</p>
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