<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd"
	xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
>

<channel>
	<title>Café Colombo - O seu programa de livros e idéias &#187; Textos do Público</title>
	<atom:link href="http://www.cafecolombo.com.br/category/textos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.cafecolombo.com.br</link>
	<description>O Café Colombo é um programa sobre livros e idéias transmitido para Pernambuco pela Rádio Universitária FM (99.9 MHz) e para o mundo através da internet. O programa vai ao ar aos domingos, das 14h às 14h30, com reapresentação às segundas, das 20h às 20h30</description>
	<lastBuildDate>Sun, 05 Feb 2012 16:26:14 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=</generator>
	<copyright>2006-2007 </copyright>
	<managingEditor>contato@cafecolombo.com.br (Café Colombo - O seu programa de livros e idéias)</managingEditor>
	<webMaster>contato@cafecolombo.com.br (Café Colombo - O seu programa de livros e idéias)</webMaster>
	<ttl>1440</ttl>
	<image>
		<url>http://cafecolombo.com.br/wp-content/plugins/podpress/images/powered_by_podpress.jpg</url>
		<title>Café Colombo - O seu programa de livros e idéias</title>
		<link>http://www.cafecolombo.com.br</link>
		<width>144</width>
		<height>144</height>
	</image>
	<itunes:subtitle></itunes:subtitle>
	<itunes:summary>O Café Colombo é um programa sobre livros e idéias transmitido para Pernambuco pela Rádio Universitária FM (99.9 MHz) e para o mundo através da internet. O programa vai ao ar aos domingos, das 14h às 14h30, com reapresentação às segundas, das 20h às 20h30</itunes:summary>
	<itunes:keywords></itunes:keywords>
	<itunes:category text="Society &#38; Culture" />
	<itunes:author>Café Colombo - O seu programa de livros e idéias</itunes:author>
	<itunes:owner>
		<itunes:name>Café Colombo - O seu programa de livros e idéias</itunes:name>
		<itunes:email>contato@cafecolombo.com.br</itunes:email>
	</itunes:owner>
	<itunes:block>no</itunes:block>
	<itunes:explicit>no</itunes:explicit>
	<itunes:image href="http://cafecolombo.com.br/wp-content/plugins/podpress/images/powered_by_podpress.jpg" />
		<item>
		<title>Quando o ruim pode piorar, de Edson Augusto Alves</title>
		<link>http://www.cafecolombo.com.br/2012/01/23/quando-o-ruim-pode-piorar-de-edson-augusto-alves/</link>
		<comments>http://www.cafecolombo.com.br/2012/01/23/quando-o-ruim-pode-piorar-de-edson-augusto-alves/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 15:56:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos do Público]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cafecolombo.com.br/?p=4983</guid>
		<description><![CDATA[Quando o ruim pode piorar por Edson Augusto Alves Estava eu lá. Primeira da fila, atrás de mim havia mais umas quinze pessoas, isto até onde eu podia ver. Duas raspadinhas e três picolés ,saldo negativo por conta da menopausa que elevara a temperatura em pelo menos uns cinco graus. Veio vindo o sujeito, ofegante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/likebox.php?href=http%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fpages%2FCafe-Colombo-O-seu-programa-de-livros-e-ideias%2F177474098950792&amp;width=292&amp;colorscheme=light&amp;show_faces=false&amp;stream=false&amp;header=false&amp;height=62" scrolling="no" frameborder="0" style="border:none; overflow:hidden; width:292px; height:62px;" allowTransparency="true"></iframe><br />
Quando o ruim pode piorar<br />
por <a href="mailto: esspigao@hotmail.com">Edson Augusto Alves</a></p>
<p>Estava eu lá. Primeira da fila, atrás de mim havia mais umas quinze pessoas, isto até onde eu podia ver. Duas raspadinhas e três picolés ,saldo negativo por conta da menopausa que elevara a temperatura em pelo menos uns cinco graus.<br />
Veio vindo o sujeito, ofegante tentando colocar o jaleco.<br />
___Bom dia? E já foi avançando a minha frente me empurrando educadamente com o braço esquerdo. Se é que se pode empurrar alguém com alguma educação.<br />
___Meio dia e sete. Depois do meio dia já é boa tarde.<br />
___Me desculpe. Com licença ???__Respondeu o homem agora me olhando nos olhos com certa firmeza. Que eu retruquei é claro.<br />
___Não tem licença nenhuma vá lá atrás e pegue a fila como todo mundo.<br />
___Por favor, eu preciso entrar. Disse agora tentando ser amigável.<br />
___Ta bom. O resto da fila é só um monte de manequins guardando lugar para o belezão.<br />
___Senhora; Acredito que não esta me entendendo.<br />
___Sou pobre sim, mas não sou ignorante. Se eu estou descabelada, com as pernas inchadas e com uma puta fome é porque eu cheguei aqui às onze e meia da manhã e agora um bonitão mal educado quer ter uma consulta na minha frente. E tem mais se bater mais uma vez com esta maleta na minha bunda além de levar uns bons tapas, ainda ti processo por assedio.<br />
A minha costa se instalou um pequeno murmúrio,uma criança chorou, pude ouvir alguns cochichos e gargalhadas espremidas por entre os dedos.<br />
___Minha senhora esta havendo um grande erro. Estou atrasado? Sim!!!!__Sete minutos, agora quase doze minutos. Falou o homem olhando compressa para o relógio.<br />
___Mas é que eu sou o novo médico do Posto de Saúde e me perdi foi só por isto que me atrasei.<br />
___Agora por gentileza poderia me dar licença???<br />
___Não. Você continua atrasado e ainda perdido, esta fila é para o Terreiro do Pai Joaquim, o Posto de Saúde é descendo a avenida entrando a primeira à esquerda e a segunda à direita.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cafecolombo.com.br/2012/01/23/quando-o-ruim-pode-piorar-de-edson-augusto-alves/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Primeiro poema, de Juliano Paz Dornelles</title>
		<link>http://www.cafecolombo.com.br/2011/12/22/primeiro-poema-de-juliano-paz-dornelles/</link>
		<comments>http://www.cafecolombo.com.br/2011/12/22/primeiro-poema-de-juliano-paz-dornelles/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 03:48:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos do Público]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cafecolombo.com.br/?p=4912</guid>
		<description><![CDATA[No meu primeiro poema Reconhecido e premiado Não usei o palavreado Mas um desenho ilustrado Imagem em vez de palavras Paisagem de minha infância O sol iluminando a praça De mãos dadas, crianças O vendedor de picolé Stands de muitos livros Leitores compulsivos E eu mascando chicletes Nem imaginava que aquele desenho Ilustra o inicio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No meu primeiro poema<br />
Reconhecido e premiado<br />
Não usei o palavreado<br />
Mas um desenho ilustrado</p>
<p>Imagem em vez de palavras<br />
Paisagem de minha infância<br />
O sol iluminando a praça<br />
De mãos dadas, crianças</p>
<p>O vendedor de picolé<br />
Stands de muitos livros<br />
Leitores compulsivos<br />
E eu mascando chicletes</p>
<p>Nem imaginava que aquele desenho<br />
Ilustra o inicio de um empenho<br />
Com lápis, papel, giz de cera<br />
Amor e muita fé</p>
<p><a href="mailto:pazdornelles@hotmail.com">Juliano Paz Dornelles</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cafecolombo.com.br/2011/12/22/primeiro-poema-de-juliano-paz-dornelles/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Roberto Axe e o “Dosador”</title>
		<link>http://www.cafecolombo.com.br/2011/12/09/roberto-axe-e-o-%e2%80%9cdosador%e2%80%9d/</link>
		<comments>http://www.cafecolombo.com.br/2011/12/09/roberto-axe-e-o-%e2%80%9cdosador%e2%80%9d/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 14:44:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos do Público]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cafecolombo.com.br/?p=4865</guid>
		<description><![CDATA[DOSADOR Bebendo só em um bar chalaça há de se medir o tom da cachaça A primeira dose abre a mente assim, de mansinho, num crescente A segunda dose já alegra a alma que já pensa numa terceira com alegria e calma A terceira traz bate-papo com a mesa do lado ‘valeu gente fina, falou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>DOSADOR</p>
<p>Bebendo só<br />
em um bar chalaça<br />
há de se medir<br />
o tom da cachaça</p>
<p>A primeira dose<br />
abre a mente<br />
assim, de mansinho,<br />
num crescente</p>
<p>A segunda dose<br />
já alegra a alma<br />
que já pensa numa terceira<br />
com alegria e calma</p>
<p>A terceira traz bate-papo<br />
com a mesa do lado<br />
‘valeu gente fina,<br />
falou ta falado!’</p>
<p>A quarta é a dos abraços<br />
do riso alto, da alegria<br />
que venha mais uma!<br />
Coisa boa a euforia!</p>
<p>A quinta é dos infernos!<br />
Êta que tá boa!<br />
Fala bastante<br />
conversa à toa</p>
<p>A sexta já vem um pouco azeda<br />
té parece discussão<br />
todo mundo fala<br />
ninguém tem razão</p>
<p>A sétima tem gosto de sangue<br />
de tapa, safanão<br />
de gente valente<br />
cabe uma oitava, como não?</p>
<p>A oitava&#8230;<br />
A oitava&#8230;</p>
<p>Tem a forma de fio de faca<br />
que bêbado tem cu na estaca!<br />
Turma do deixa disso&#8230;<br />
‘qualé a tua babaca!’</p>
<p>‘Quer toma mais uma?<br />
Procura outro bar!’<br />
Avisa o bodegueiro<br />
com o dedo no ar</p>
<p>Eu volto<br />
e vou matar todo mundo!<br />
que eu sou trabalhador<br />
não sou vagabundo!</p>
<p>E caminha na rua<br />
de pé trocado<br />
e pensa vingança<br />
‘foi dado o recado!’</p>
<p>Minha faca, minha faca!<br />
Minha faca, minha faca!<br />
Cai duro em um canto<br />
o resto é ressaca&#8230;</p>
<p><a href="mailto: robertoaxxe@gmail.com">Roberto Axe</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cafecolombo.com.br/2011/12/09/roberto-axe-e-o-%e2%80%9cdosador%e2%80%9d/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Negativos, por Mayra Matuck Sarak</title>
		<link>http://www.cafecolombo.com.br/2011/12/09/negativos-por-mayra-matuck-sarak/</link>
		<comments>http://www.cafecolombo.com.br/2011/12/09/negativos-por-mayra-matuck-sarak/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 13:55:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos do Público]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cafecolombo.com.br/?p=4863</guid>
		<description><![CDATA[Na Rua dos Fantasmas existiu uma mansão que era conhecida pela seguinte história: uma enfermeira muito dedicada continuou a morar na mansão, mesmo após a morte do dono, que estava doente e sendo tratado por ela há anos. A enfermeira morou lá até sua morte. A mansão era misteriosa, nebulosa, tridimensional e isso, desde sempre, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na Rua dos Fantasmas existiu uma mansão que era conhecida pela seguinte história: uma enfermeira muito dedicada continuou a morar na mansão, mesmo após a morte do dono, que estava doente e sendo tratado por ela há anos. </p>
<p>A enfermeira morou lá até sua morte. A mansão era misteriosa, nebulosa, tridimensional e isso, desde sempre, foi a curiosidade dos vizinhos, cujas casas eram bem diferentes desta. A mansão existia muito antes do falecido, da enfermeira e dos vizinhos. E dava a impressão de simplesmente ter nascido naquele terreno, brotado lá. Eles a sentiam assim. E nunca ninguém soube de seu passado. O interessante é que quando esses vizinhos recebiam visitas, contavam uma história, como se fosse verdadeira: o que supunham que a mansão representava para eles.</p>
<p>A única parte de toda a história que realmente aconteceu foi que Márcia, a enfermeira, morreu assassinada em um assalto dentro da imensa casa, e não se soube de mais nada… Em noites de lua cheia, as crianças e adolescentes reuniam-se na calçada bem em frente ao casarão para rituais supersticiosos. Embora nunca tivessem sequer tido a coragem de entrar lá dentro, e, mesmo que a curiosidade os devorasse, o medo era ainda maior.</p>
<p>Carlinhos era um cara da turma dos adolescentes. Estava sozinho e resolveu observar a mansão da penumbra. Viu através da única janela que se encontrava aberta, com a madeira não tão podre, através da cortina rasgada que seguia o ritmo dos ventos – no caso, o único companheiro de dança – um vulto negro. Estremeceu…</p>
<p>De dia a mansão parecia serena, compacta, e a janela conservava uma certa leveza. Já à noite, era a mansão que pertencia ao clima da escuridão. Mesmo sendo algo inanimado, emanava uma alma clara no meio do escuro. E os medos aumentavam. As árvores gigantes e as folhas das bananeiras se tornavam verdadeiros túmulos na sombra da noite, juntamente com o reflexo da lua. Mesmo assim, Carlinhos quis enterrar de uma vez por todas a ilusão, e entrar na mansão.</p>
<p>Pegou uma lanterna e chamou seu amigo, que preferiu ficar projetando ilusões fora da casa… Passou pelo grande portão de ferro, caminhou pelo jardim pisando nas folhas secas e volumosas de anos sem limpeza, ouvindo o ruído de passarinhos e corujas…</p>
<p>Encontrou ao fundo uma enorme piscina com troncos de madeira e folhas boiando em cima da água suja. No momento em que se encontrava bem na frente da porta de entrada do hall, desligou a lanterna, e permaneceu ouvindo os mesmos ruídos que acabara de ouvir na presença da luz. Passou assim a enxergar a cor negra, e a enorme lua cheia distante dele. Ficou uns segundos curtindo o medo. Depois, acendeu novamente a lanterna.</p>
<p>Desligou novamente, fechou os olhos e lembrou de tudo o que a mansão representou e representava para ele. Pensou no que gostaria de encontrar e de não encontrar lá dentro. Foram pensamentos profundos, mergulhados em sua verdadeira ilusão, buscando uma verdade… O ponteiro dos minutos nunca bate duas vezes no relógio do destino. Abriu os olhos, ligou a lanterna, deu um passo para entrar.</p>
<p>Nem teve o trabalho de abrir a porta. Aliás enorme e podre. Foi tão rápido. Caiu sobre ele sessenta segundos passados, quando metade de seu corpo estava dentro da sala. Ou seja. Sua curiosidade durou apenas um passo! Foi o tempo daquele desvendar. Foi nesse momento em que a mansão admitiu estão tão velha, frágil, incapaz de suportar o peso de qualquer invasor. Ainda que podres, no último manifesto de vigor, os ferros expostos, das vigas já deterioradas da casa, ainda conseguiram atravessar os pulmões de Carlinhos. Foi assim que a mansão desmoronou como pó, em um passe de mágica, como se lá nunca tivesse morado, brotado. Não se soube mais nada. Somente do que os olhos dele alcançaram ver, e dos riscos…</p>
<p><a href="mailto: contato@umatelaindiscreta.com">Mayra Matuck Sarak</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cafecolombo.com.br/2011/12/09/negativos-por-mayra-matuck-sarak/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Amor insuportável por Aline Veingartner</title>
		<link>http://www.cafecolombo.com.br/2011/08/04/amor-insuportavel-por-aline/</link>
		<comments>http://www.cafecolombo.com.br/2011/08/04/amor-insuportavel-por-aline/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 04 Aug 2011 14:05:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos do Público]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cafecolombo.com.br/?p=4551</guid>
		<description><![CDATA[Amor insuporável por Aline Veingartner Ela tacou nele &#8211; isso mesmo: tacou, lançou, atirou, arremessou, como queira &#8211; um olhar obeso, grave, impossível. O homem não teve tempo de se esquivar e caiu contra a parede. Sentiu medo de chocar-se contra aqueles olhos trêmulos de cólera nervosa e baixou a cabeça até o chão, até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amor insuporável</p>
<p>por <a href="mailto:aline.veingartner@gmail.com">Aline Veingartner</a></p>
<p>Ela tacou nele &#8211; isso mesmo: tacou, lançou, atirou, arremessou, como queira &#8211; um olhar obeso, grave, impossível. O homem não teve tempo de se esquivar e caiu contra a parede. Sentiu medo de chocar-se contra aqueles olhos trêmulos de cólera nervosa e baixou a cabeça até o chão, até que sua franja mal-cortada tocasse o tapete encardido da sala de estar. A mulher tremia, bufava, parecia uma locomotiva prestes a dar partida. Todo o apartamento vibrava com o seu furor. A mala do homem já estava pronta em cima do sofá, com suas roupas e pertences comprimidos de qualquer jeito. A porta já estava aberta para que ele se fosse pra sempre. A mulher o havia expulsado de sua vida, queria evacuar o apartamento e expurgá-lo. Afinal, aquele homem, com quem vivera por uma década, aquele homem que, ajoelhado, chorava ao lad o da parede e se pulverizava em agonia, tinha para ela um amor tão magistral, tão exato, que se lhe fez insuportável.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cafecolombo.com.br/2011/08/04/amor-insuportavel-por-aline/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O editor bonzinho, por Roberto Axe</title>
		<link>http://www.cafecolombo.com.br/2011/07/31/o-editor-bonzinho-por-roberto-axe/</link>
		<comments>http://www.cafecolombo.com.br/2011/07/31/o-editor-bonzinho-por-roberto-axe/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Aug 2011 00:28:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos do Público]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cafecolombo.com.br/?p=4546</guid>
		<description><![CDATA[O EDITOR BONZINHO por Roberto Axe Oh, sim, meu caro escritor, adorei seu livro! Puxa, de onde tirou essa estória? Que imaginação, hein? Sabe, você tem talento. Acredite, eu conheço um gênio de longe, sim, meu garoto, de longe! E você é bom, aliás, diria&#8230; muito bom! Quantos anos você tem? É quase um menino, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O EDITOR BONZINHO</p>
<p>por <a href="mailto:robertoaxxe@gmail.com">Roberto Axe</a></p>
<p>Oh, sim, meu caro escritor, adorei seu livro! Puxa, de onde tirou essa estória? Que imaginação, hein? Sabe, você tem talento. Acredite, eu conheço um gênio de longe, sim, meu garoto, de longe! E você é bom, aliás, diria&#8230; muito bom! Quantos anos você tem? É quase um menino, acredito&#8230;. é a primeira vez que submete manuscritos?</p>
<p>- Sim. – respondeu o rapaz, sentado do outro lado da imensa mesa; mal podia disfarçar a alegria provocada pelas palavras do editor. Um riso meio tolo e impertinente lhe invadia o semblante amiúde, teimando em deixar transparecer uma felicidade pura e ruidosa. Era seu primeiro trabalho, e havia colocado ‘sua alma’ naquele livro.</p>
<p>- Veja, querido – prosseguiu o editor – não é da minha índole ficar massageando ego de escritor, que já é bem dilatado, hehe&#8230; mas no seu caso&#8230; bem, estou impressionado. Seu livro é profundo, bem articulado, inteligente, instigante&#8230; bem, resumindo, não vou publicá-lo!</p>
<p>O rapaz sentiu um soco no estômago! Como assim? Depois de tudo que foi dito? Seu mundo desmoronou em um segundo – malditas palavras aquelas do editor: ‘não vou publicá-lo’ – não encontrou palavras para rebater a impertinência. Manteve, então, sua decepção em silêncio, em venenoso silêncio&#8230;</p>
<p>- É que&#8230; entenda, meu jovem – continuou o carrasco – isso não vende! Pois é, fazer o quê? É o mercado, compreende? Sei que você deve estar me odiando, mas diga-me, o que posso fazer? Sou um empresário, sobrevivo das vendas de minhas publicações e&#8230; digo isto com um aperto no coração: seu livro é muito bom, logo, não vende&#8230; Ninguém quer ter de ficar quebrando a cabeça para decifrar códigos existenciais, querem sim é decifrar códigos Da Vinci, percebe? Olhe, nem tudo está perdido, quero lhe fazer um convite, quero convidá-lo a escrever para mim! Quero o seu talento, meu rapaz! Tenho cá comigo uma idéia que você poderá desenvolver com sua impressionante criatividade; é uma idéia para um livro que vende, percebe? A estória é a seguinte: uma vampira se apaixona por um fantasma, ou um morto-vivo, você escolhe, bem, o problema é que a vampira quer sugar o sangue do amado para torná-lo imortal como ela, porém, isso é impossível uma vez q ue ele é morto!Não tem sangue! Caramba! Isso vende! Entendeu?</p>
<p>O rapaz baixou a cabeça, estava morto por dentro.</p>
<p>- Não fique assim meu geniozinho&#8230;. vamos ganhar dinheiro juntos! Pare com idealismos bobos, mercado é mercado, filhote, fazer o quê! Isso que você está sentindo passa logo, é coisa de iniciante, é coisa de sangue novo, é ingenuidade. O negócio é grana, irmão. Grana! Entendeu? Olhe, vou lhe dar um pequeno adiantamento – ato contínuo, o editor puxou seu talão de cheques e rapidamente escreveu uma quantia, assinou e entregou o papel ao escritor; este pegou o cheque, examinou e sentiu o azedume de seu espírito esvaecer um pouco &#8211; Um profissional, hein? – prosseguiu o, agora, patrão &#8211; Como se sente? É bom, né? Pois é, isso é ser um autor. De que adianta todo seu romantismo se você não tiver grana? É grana que conta, irmão. Taí, trabalhe para mim, conceda-me seu talento e ganharemos muito dinheiro, você agora é um autor! – em seguida levantou-se de sua confortável cadeira, no que foi seguido pelo escritor, e dirigiu-se à porta do escritório. Cu mprimentou mais uma vez o novato e abriu a porta – Uma vampira e um fantasma. Ou morto-vivo, não esqueça&#8230;. volte quando tiver alguma coisa. – deu um tapinha nas costas do moço, que saiu silencioso e em seguida escutou a porta bater atrás de si. Caminhou pelo comprido corredor do prédio em direção à rua, estava mais tranqüilo, quem sabe não era apenas um romântico irrecuperável? Ora, estava na hora de encarar a Realidade&#8230; ‘é o mercado’ disse o editor. Sim, estava certo ele&#8230; Começou então a sentir uma sensação de bem-estar, pegou o cheque no bolso e conferiu mais uma vez, sorriu e prosseguiu caminhando rumo a porta da saída – Vampiros? Zumbis? Ora, por que não? &#8211; apaziguado, resignado, um pouco feliz até, saiu do prédio e misturou-se aos transeuntes na calçada&#8230; nem reparou nas duas profundas marcas de dentes caninos bem finos que ostentava, alheio, em seu pescoço&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cafecolombo.com.br/2011/07/31/o-editor-bonzinho-por-roberto-axe/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sinopse, de Janett Morais</title>
		<link>http://www.cafecolombo.com.br/2011/04/19/sinopse-de-janett-morais/</link>
		<comments>http://www.cafecolombo.com.br/2011/04/19/sinopse-de-janett-morais/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 Apr 2011 19:12:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos do Público]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cafecolombo.com.br/?p=4188</guid>
		<description><![CDATA[Por quantas situações ele passou em toda uma vida de luta contra a pobreza que teve vinha de uma família matuta. Trabalhando duro por uns trocados foi nas sinaleiras que cresceu misturado a garotos de índole ruim mas mesmo assim não se corrompeu. Teve a infância carente, de amor e afeição criado sem mãe, longe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por quantas situações ele passou<br />
em toda uma vida de luta<br />
contra a pobreza que teve<br />
vinha de uma família matuta.</p>
<p>Trabalhando duro por uns trocados<br />
foi nas sinaleiras que cresceu<br />
misturado a garotos de índole ruim<br />
mas mesmo assim não se corrompeu.</p>
<p>Teve a infância carente, de amor e afeição<br />
criado sem mãe, longe dos seus irmãos<br />
abusado, agredido e humilhado<br />
por aquele em quem ele havia confiado.</p>
<p>Sonhava em crescer,<br />
parecia frágil e tolo<br />
mas tudo fazia para vencer<br />
acreditar que um dia seria rico<br />
era o seu maior consolo.</p>
<p>Conheceu o grande amor<br />
no final da adolescência,<br />
sua obstinação por dinheiro e status<br />
lhe tirava a consciência.</p>
<p>Do grande amor foi se afastando<br />
só pensava em dinheiro<br />
na vida foi se acertando<br />
e viajando o mundo inteiro.</p>
<p>Sua vida social chegou<br />
bem a onde ele queria<br />
da vida antiga de miséria não lembrava<br />
tampouco da mulher que de fato amava.</p>
<p>Envolveu-se com alguém<br />
e com ela se casou<br />
deixando para trás<br />
o seu verdadeiro amor.</p>
<p>Pela esposa foi traído<br />
nem um filho ela lhe deu<br />
vivia angustiado e insatisfeito<br />
sem se dar conta do que da vida<br />
havia feito.</p>
<p>Com nova mulher casou<br />
por um filho prometido<br />
quase enlouqueceu<br />
quando viu que,<br />
o recém-nascido havia morrido.</p>
<p>Um dia descobriu<br />
que o seu antigo amor vivia<br />
com uma criança linda<br />
que tinha a sua fisionomia.</p>
<p>Por este filho ele buscou<br />
como agulha no palheiro<br />
foi muito castigado<br />
por colocar acima de tudo<br />
o dinheiro.</p>
<p>Vida rica de detalhes<br />
teve este personagem sem tino<br />
se quiseres conhecer está história,<br />
leia o livro<br />
“ As Manobras do destino “</p>
<p><a href="mailto:janetedianetica@gmail.com" target="_blank">Janett Morais?</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cafecolombo.com.br/2011/04/19/sinopse-de-janett-morais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pupilas e pulsação por Brenda Lee</title>
		<link>http://www.cafecolombo.com.br/2010/12/29/pupilas-e-pulsacao-por-brenda-lee/</link>
		<comments>http://www.cafecolombo.com.br/2010/12/29/pupilas-e-pulsacao-por-brenda-lee/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 29 Dec 2010 17:30:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos do Público]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cafecolombo.com.br/?p=3780</guid>
		<description><![CDATA[Pupilas e pulsação por Brenda Lee Dentro das teorias sobre o amor há um pluralismo de idéias iniciais com um mesmo fim: felicidade. Não dá para ser feliz o tempo todo. Não se ama o tempo todo alguém, a não ser que ele te seja servido diariamente. Como regar flores, sabe? Amar alguém está muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pupilas e pulsação</p>
<p>por <a href="mailto:brendallaraujo@hotmail.com">Brenda Lee</a></p>
<p>Dentro das teorias sobre o amor há um pluralismo de idéias iniciais com um mesmo fim: felicidade. Não dá para ser feliz o tempo todo. Não se ama o tempo todo alguém, a não ser que ele te seja servido diariamente. Como regar flores, sabe? Amar alguém está muito além da matéria; da inspiração dos sentidos. Tu amas por um motivo tão íntimo quem mal consegues transformar em palavras.</p>
<p>Palavras e sentimentos são inversamente proporcionais, porque sentimentos deveriam ser anônimos. Nem o exterior da caverna que venda os olhos é capaz de descrevê-lo. Tu não o sabes, mas queres transformá-lo em um corpo; num rosto. Objeto. Desposá-lo até exaurir a tua quota. Tu o vês e o sentes. Nessa ordem.</p>
<p>Amor não tem um conceito, embora pareça fácil descrevê-lo poeticamente. Ele não existe! Nem mesmo o verbo, até que haja antônimos eficazes. Ao contrário do que a maioria pensa, o amor não nasce entre dois seres. Não! Isso é boato! O amor atormenta a solidão. Ele grita por ter sido esquecido; desconhecido. Amor não é bom. Nem ruim. É como um tornado; um gigante invisível condensado pelo o que ele arrasta consigo. É desastre. É recomeço.</p>
<p>Ah, os olhos erram tanto! Olhos roubam de ti a espontaneidade; a liberdade. É como um grande espião do teu cérebro — o grande senhor das escolhas —, que também ouve, toca e beija quase que concomitantemente. O cérebro espalha a novidade por todo o teu corpo acompanhando a trajetória sanguínea. Deus, taquicardia que te faz lagrimar! É sublime! E, no silêncio, ele pulsa. O pequenino coadjuvante que protagoniza só nas cartas que tu escreves. Teu coração é só um súdito guiado pelos cochichos chicoteados pelos teus olhos. O belo, a estética. Um caráter descascável. O que a epiderme acalenta.</p>
<p>És mesmo capaz de amar até a última gota; além do toque; além do beijo; além das cartas? Saberias descrever o outro apesar do tempo e da distância? Amas o suficiente para deixar o outro ir, como num grande efeito borboleta? Teus olhos resolutos negam. Perderias os demais sentidos fechando os teus olhos. O teu amor é uma escultura palpável; visível. Tu amas. Não vês, não tocas. Tu choras. Te enganas.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cafecolombo.com.br/2010/12/29/pupilas-e-pulsacao-por-brenda-lee/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Fernando Monteiro e o Carnaval</title>
		<link>http://www.cafecolombo.com.br/2010/12/18/fernando-monteiro-e-o-carnaval/</link>
		<comments>http://www.cafecolombo.com.br/2010/12/18/fernando-monteiro-e-o-carnaval/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 18 Dec 2010 15:18:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos do Público]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cafecolombo.com.br/?p=3723</guid>
		<description><![CDATA[É CARNAVAL por Fernando Monteiro Fevereiro ou março Meu passo eu mesmo traço Na alegria que esboça Vai atrás de uma troça O grande estandarte Cheio de paixão e arte Os bonecos da ladeira Rodopiando na brincadeira. No cucuricar dos Gallus Gallus Aos primeiros raios de luz Oh! Linda! Aguardando em paz O desfile que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>É CARNAVAL</strong></p>
<p>por <a href="http://alemuniverso.blogspot.com" target="_blank">Fernando Monteiro</a></p>
<p>Fevereiro ou março<br />
Meu passo eu mesmo traço<br />
Na alegria que esboça<br />
Vai atrás de uma troça</p>
<p>O grande estandarte<br />
Cheio de paixão e arte<br />
Os bonecos da ladeira<br />
Rodopiando na brincadeira.</p>
<p>No cucuricar dos Gallus Gallus<br />
Aos primeiros raios de luz<br />
Oh! Linda! Aguardando em paz<br />
O desfile que a multidão traz</p>
<p>Ao som do batuque ritmado<br />
Um chocalho animado<br />
Lança que balança cada vez mais<br />
Homenageia os orixás</p>
<p>No agachamento do caboclinho<br />
Na rabeca do cavalo marinho<br />
La ursa pede dinheiro<br />
Coco com ganzá, surdo e pandeiro</p>
<p>É carnaval!<br />
Samba, ciranda e frevo!<br />
É carnaval!<br />
No meu Pernambuco alto astral!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cafecolombo.com.br/2010/12/18/fernando-monteiro-e-o-carnaval/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Após a capital queda, por Josias de Paula Jr.</title>
		<link>http://www.cafecolombo.com.br/2010/11/08/apos-a-capital-queda-por-josias-de-paula-jr/</link>
		<comments>http://www.cafecolombo.com.br/2010/11/08/apos-a-capital-queda-por-josias-de-paula-jr/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Nov 2010 06:38:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos do Público]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cafecolombo.com.br/?p=3607</guid>
		<description><![CDATA[Após a capital queda Num poço, imerso ao pescoço estou, em bosta; Longe de paraíso, cristão ou ateu. Moço que se imolou em seu próprio breu. Narciso às avessas, cuja imagem detesta. A relva que me serve de leito é daninha, A pasta que rumino qual pasto é infesta, Catervas de bernes habita-me e atesta, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após a capital queda</p>
<p>Num poço, imerso ao pescoço estou, em bosta;<br />
Longe de paraíso, cristão ou ateu.<br />
Moço que se imolou em seu próprio breu.<br />
Narciso às avessas, cuja imagem detesta.</p>
<p>A relva que me serve de leito é daninha,<br />
A pasta que rumino qual pasto é infesta,<br />
Catervas de bernes habita-me e atesta,<br />
Que o humano se resta, só me toca à crosta.</p>
<p>Réprobo, culpado de minha própria culpa,<br />
Expio incrédulo pecados supostos.<br />
Ázigo cercado por récua sem rosto<br />
Carrego enfermo patíbulos eternos.</p>
<p>Pairo, sem rota, como poeira revolta.<br />
Anaclítico levado pelos infernos,<br />
Sou órfão que purga castigos paternos.<br />
E a roupa que envergo me aquece e sepulta.</p>
<p>Sem um sítio de meu<br />
Vago a encontrar botas,<br />
Onde Judas as perdeu.</p>
<p><a href="mailto:josias75@hotmail.com">Josias de Paula Jr.</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cafecolombo.com.br/2010/11/08/apos-a-capital-queda-por-josias-de-paula-jr/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

