Mano Ferreira - 14 de maio de 2014 às 15H 12M

Flip anuncia programação e gera polêmica: qual deve ser o espaço para a literatura nacional?

poster-flip-2014Foi anunciada nesta terça-feira a programação da 12ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty, maior evento literário do Brasil, este ano sob a curadoria de Paulo Werneck e com homenagem a Millôr Fernandes. O evento acontece de 30 de julho a 3 de agosto e a abertura ficará a cargo do crítico de arte Agnaldo Farias, com palestra a respeito da obra do homenageado.

Dentre os destaques, jovens autores brasileiros como Antonio Prata e Gregorio Duvivier (que é poeta e humorista do grupo Porta dos Fundos); dois integrantes do Casseta e Planeta, Hubert e Reinaldo; o cineasta Cacá Digues; o músico Edu Lobo; o arquiteto Paulo Mendes da Rocha; os jornalistas Glenn Greenwald, David Carr e Andrew Solomon; a britânica de origem indiana Jhumpa Lahiri (ganhadora do prêmio Pulitzer); e a jovem neozelandesa Eleanor Catton (ganhadora do Booke Prize em 2013).

Chamou atenção o descontentamento de Carlos Andreazza, editor da Record, para quem a Flip ignora a literatura brasileira. “Você publica, entre romancistas, contistas e poetas, cerca de 25 autores literários brasileiros por ano – e então chega a FLIP, apresenta sua programação e não convida sequer um deles”, escreveu em sua conta no Facebook.

“Refletindo melhor, no entanto, como querer que a maior editora do Brasil – certamente a que mais acredita e investe em literatura neste país – esteja minimamente representada na FLIP, se a literatura brasileira ela mesma não está?”, questionou.

Responsável pela programação, o curador Paulo Weneck minimizou a polêmica em declaração à Folha de S. Paulo: “existe uma frustração natural das editoras, todas gostariam de ter mais autores na programação”, disse.

Confira a programação completa da Flip, o texto de Carlos Andreazza na íntegra e opine: há espaço para literatura nacional na Flip?

Mano Ferreira

Editor deste site, integra o Café Colombo desde 2012. Jornalista formado pela UFPE, trabalhou nos jornais Folha de Pernambuco e Diario de Pernambuco, onde atuou na Revista Aurora. É colunista do Mercado Popular e foi co-fundador da rede Estudantes Pela Liberdade no Brasil.

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