Mano Ferreira - 25 de agosto de 2015 às 12H 01M

Novas edições de Sartre, Camus e Shakespeare

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Fundada em 1965, a editora Nova Fronteira está comemorando os seus 50 anos relançando uma série de 20 obras clássicas que marcaram sua trajetória de publicações. Os títulos incluem grandes livros de literatura e humanidades, de autores internacionais e brasileiros. Dez livros já foram anunciados e a outra metade será divulgada até o fim do ano.

Entre os autores nacionais estão Ferreira Gullar, Mário de Andrade, Ubaldo Ribeiro e Guimarães Rosa. De fora, há Virginia Woolf, Jean-Paul Sartre, Albert Camus, William Shakespeare, Italo Svevo e Roland Barthes.

Já haviam sido anunciandas as obras Sagarana, de Guimarães Rosa; Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf; O albatroz azul, de João Ubaldo Ribeiro; Contos novos, de Mário de Andrade; e Poemas escolhidos, de Ferreira Gullar.

Confira as obras:

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A náusea, de Jean-Paul Sartre

A náusea, publicado originalmente em 1938, é o primeiro romance de Sartre. Nele estão presentes, de forma ficcional, todos os princípios do existencialismo que seriam mais tarde postulados em O ser e o nada, principal obra filosófica do autor. Escrito sob a forma de diário íntimo, o autor constrói seu romance filosófico a partir dos sentimentos e da observação de ações banais de Antoine Roquentin, o protagonista, que, ao perambular por uma cidade desconhecida, é confrontado com o absurdo da condição humana.

 

oprimeirohomem-albertcamusO primeiro homem, de Albert Camus

Considerado um livro inacabado, devido à morte de Camus num acidente automobilístico em 1960, O primeiro homem apresenta caráter autobiográfico, uma vez que a história do menino Jacques Cormery remete-nos a aspectos memorialísticos da infância do autor na Argélia, à morte de seu pai e à relação afetiva com sua mãe analfabeta e semissurda.

 

 

 

aconsciênciadezeno-italosvevoA consciência de Zeno, de Italo Svevo

Pouco depois do fim da Primeira Guerra Mundial, Italo Svevo começou a elaborar “A consciência de Zeno”, sua obra-prima. Graças ao conhecimento que tinha das teorias psicanalíticas, o romancista desenvolveu uma análise psicológica de extrema profundidade mediante a representação interior da neurose do narrador-protagonista, e lançando mão de técnicas narrativas bem modernas, conseguiu transmitir ao leitor o poder sugestivo do pensamento e das recordações.

 

 

a câmara clara-roland barthesA câmara clara, de Roland Barthes

Neste clássico francês, Roland Barthes estabelece uma correlação entre os processos ópticos de reprodução da imagem para nos mostrar que sem a intervenção pessoal, subjetiva, do observador — que pode ver nela muito mais do que o registro realista ou a mensagem codificada —, a fotografia ficaria limitada ao registro documental. A câmara clara não é, portanto, um tratado sobre a fotografia enquanto arte nem uma história sobre o tema. Absolutamente original, Barthes se lança à tarefa de decifrar o objeto artístico, a “obra” entendida como mecanismo produtor de sentido.

 

50sonetos-shakespeare50 Sonetos, de Shakespeare

Edição reúne quase um terço da produção shakespeariana em formato de poema. Publicação conta com versões traduzidas por Ivo Barroso.

 

Mano Ferreira

Editor deste site, integra o Café Colombo desde 2012. Jornalista formado pela UFPE, trabalhou nos jornais Folha de Pernambuco e Diario de Pernambuco, onde atuou na Revista Aurora. É colunista do Mercado Popular e foi co-fundador da rede Estudantes Pela Liberdade no Brasil.

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