Tarcísio de Araújo - 04 de setembro de 2017 às 10H 29M

Pondé rebate defensores da proibição das propagandas de bebidas alcoólicas

pondé

Nesta segunda-feira, em sua coluna semanal para a Folha de S. Paulo, o filósofo Luiz Felipe Pondé argumentou incisivamente – como de costume – contra a ideia “quente” de proibir a propaganda de bebidas alcoólicas em meios de comunicação e em locais públicos. De acordo com o colunista, “trata-se de entender que o controle excessivo da vida a torna insuportável”.

O texto, intitulado “Idiotas do bem retornam para proibir a propaganda de bebidas alcoólicas”, sustenta que a base para a ideia de proibir as propagandas é totalitária. Para Pondé, “a contingência, inimiga mortal das almas pequenas, é o foco de leis como essa: proibindo a publicidade de bebidas alcoólicas, os idiotas do bem entendem que controlarão o uso de álcool.

No aspecto mais equilibrado da argumentação, Pondé expõe o conceito de “antifrágil”, de Taleb, para defender que há uma vingança da contingência que é excessivamente acuada, tendo em vista que é necessário “aprender que “pequenos” e contínuos efeitos da contingência são assimiláveis e formadores da sobrevivência”.

Esse debate foi retomado em agosto, quando o Senado abriu uma consulta popular para tomar conhecimento da opinião dos brasileiros a respeito de um projeto de lei que vedaria “a propaganda comercial de bebidas alcoólicas nos meios de comunicação social”.

Criado em julho de 2015 pelo ex-deputado federal João Pizzolatti, denunciado na Lava Jato, a lei proíbe a indução ao consumo de bebidas e também apoia a criação do Dia Nacional de Prevenção e de Combate ao Alcoolismo e às Drogas, sugerindo o dia 17 de janeiro.

Tarcísio de Araújo

Compõe a equipe de atualização deste site e de produção do programa Café Colombo, na Rádio Universitária FM. Graduando em Comunicação Social (Mídias sociais) pela Universidade Federal de Pernambuco.

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