Mano Ferreira - 17 de maio de 2015 às 15H 15M

Os heterônomos e a poesia de Raimundo de Moraes

Raimundo de Moraes

Autor de Coesia, Raimundo de Moares comenta seu processo de criação de personalidades poéticas

Aymmar Rodriguéz nasceu no final da década de 1980, já adulto. Assinava textos na Coluna Poliedro, de Paulo Azevedo Chaves, um espaço dedicado à literatura no jornal Diario de Pernambuco. Apesar de ateu, funcionava como uma espécie de entidade espiritual: simplesmente baixava no corpo do escritor Raimundo Moraes, de quem veio a se tornar o primeiro heterônimo.

Semíramis foi mais coerente: além de artista plástica, é uma bruxa wiica. Seu nascimento data dos anos 1990, e sua personalidade se constituiu como um antagonismo ao escritor que lhe precedia.

Alma Henning é uma poeta sueca suicida. Fugiu da segunda guerra com seus pais e peregrinou até encontrar um lugar de paz, onde a família se sentisse protegida. Ironicamente, passou pelo Recife e chegou em Paulista, na região metropolitana. Começou a ser psicografada no início dos anos 2000.

coesiaEssas divertidas passagens são apenas um pequeno prenúncio da conversa que tivemos com o escritor Raimundo de Moraes, autor do livro Coesia, sobre a criação de suas personalidades criativas.

O recurso dos heterônimos faz as pessoas recordarem sempre de Fernando Pessoa. Ele se debruçava com muita atenção à formação de seus heterônimos, era muito criterioso e fazia até mapa astral.

Meu caso é diferente. Eu encaro meus heterônimos menos como personagens de ficção e mais pelo viés da psicologia. Eu prefiro dizer que eles são vozes que existem dentro de mim e se psicanalizam através da literatura.

Confira a íntegra desta entrevista conduzida por Thiago Corrêa com Raimundo de Moraes, veiculada originalmente em 17 de maio de 2015 na edição #599 do Café Colombo na Rádio Universitária 99,9 FM.

Mano Ferreira

Editor deste site, integra o Café Colombo desde 2012. Jornalista formado pela UFPE, trabalhou nos jornais Folha de Pernambuco e Diario de Pernambuco, onde atuou na Revista Aurora. É colunista do Mercado Popular e foi co-fundador da rede Estudantes Pela Liberdade no Brasil.

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