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	<title>Café Colombo - O seu programa de livros e idéias &#187; arquitetura</title>
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	<description>O Café Colombo é um programa sobre livros e idéias transmitido para Pernambuco pela Rádio Universitária FM (99.9 MHz) e para o mundo através da internet. O programa vai ao ar aos domingos, das 14h às 14h30, com reapresentação às segundas, das 20h às 20h30</description>
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		<title>Publicações sobre Joaquim Cardozo</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 15:54:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lima</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Do JC de hoje:</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<a href="http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/06/27/not_336554.php" target="_blank">Cardozo em dose dupla</a><br />
Publicado em 27.06.2009</p>
<p>José Mário Rodrigues</p>
<p>Humildemente, disse em versos: &#8220;Mas trago das águas a substância da claridade. Ele era a própria claridade. Tinha a imagem e o ar de um anjo que não quis subir aos céus. O país precisava de sua poesia, do seu teatro, do seu saber matemático.</p>
<p>Num palácio que ele calculou e Oscar Niemeyer fez o desenho o presidente dorme. Símbolo maior de Brasília, a catedral é obra de sua engenharia. Completamente ignorante em assuntos matemáticos, caí na besteira de perguntar como a rampa do Palácio da Alvorada, que parece suspensa, se sustentava? A resposta foi simples: &#8220;Existe outra do mesmo tamanho por baixo da terra&#8221;. Depois dessa, nunca mais ousei falar sobre arquitetura e cálculos.</p>
<p>A poesia de Joaquim Cardozo me interessou desde que a conheci e continua sendo o farol que clareia as minhas noites e &#8220;espreita as sombras inimigas no corredor deserto&#8221;. Por uma extrema coincidência, saíram publicados neste mês de junho, dois livros sobre o autor de Signo estrelado, Mundos paralelos, Poemas, Um livro aceso e Nove canções sombrias e outros. O primeiro, Bibliografia de Joaquim Cardozo, é produto do trabalho exaustivo de Maria do Carmo Pontes Lyra e Maria Valéria Baltar de Vasconcelos, revelando a vasta bibliografia do poeta. Há muitos anos que Carminha Lyra pesquisa a obra e a vida do poeta. A luta depois foi a publicação, que aconteceu pela Editora Universitária. O segundo &#8211; a tão anunciada Obras Completas de Joaquim Cardozo &#8211; organizado, com muito zelo e inteligência pelo poeta Everardo Norões e publicado por um convênio da Aguilar e Editora Massangana, com nota editorial do crítico Mário Hélio.</p>
<p>Temos agora a obra completa de um gênio. E como se não bastasse, a edição do livro é muito bonita. Digo gênio, sim. Cardozo foi de A a Z. Poeta, engenheiro, teatrólogo, contista e de quebra ainda escrevia em sânscrito, uma língua morta mas que ele conhecia bem.</p>
<p>Nunca me esquecerei de sua presença sagrada a me confessar que &#8220;o mistério maior não está na morte, como em geral pensam os sábios das ciências teológicas, e sim no aparecimento da vida, porque a morte em si mesma é menos misteriosa que a vida&#8230;&#8221; Ou falando sobre o tempo: &#8220;O tempo é firme e imóvel, foram os homens que, em torno dele, criaram a ilusão de um movimento&#8230; Desejava viver em todos os tempos passados, contrariando, assim, a afirmação de Heidegger de que os homens cogitam mais do futuro do que do passado.&#8221;</p>
<p>Na última visita que lhe fiz, numa casa de saúde em Olinda, não me conheceu. Já estava em conversas com anjos, arcanjos e potestades. Poucos dias depois subiu aos céus num trem de nuvens. Era autor e passageiro do Último trem subindo aos céus, pois &#8221; os passageiros do trem viram tudo que era de ouvir,/ Tudo que era de refletir de ver,/ Todo o perceber que vem do ver,/ Todo o conhecer do sentir de ouvir&#8221;.</p>
<p>Sinto-me um escolhido. Ter sido amigo de Joaquim Cardozo é uma dádiva. Everardo me colocou entre os guardiões da memória do poeta. No entanto, o mérito maior é dele e de Carminha Lyra. Louvados sejam para sempre.</p>
<p>» José Mário Rodrigues é escritor</p>
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