Café Colombo

Pequena, mas charmosa.

quinta-feira, julho 2nd, 2009

Na carona do período de realização de mais uma Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), a revista EXAME desta quinzena (ed. 946) dedica seu painel Grande Números ao mercado editorial.

A revista aponta que, em número de visitantes, a maior feira de livros do Brasil é a FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE (RS), evento que recebeu 1,7 milhão de visitantes na edição mais recente. O segundo lugar é da Bienal de São Paulo (728 mil) e o terceiro da Bienal do Rio (645 mil). Pernambuco, com sua Bienal, fica em quarto lugar (550 mil).

Mesmo se realizando no mês de julho e sendo mais antiga, por exemplo, que a Bienal de Pernambuco, a edição anterior da FLIP recebeu apenas 20 mil visitantes. A diferença gigante é explicada pelo fato da FLIP não ser um evento de “pavilhão” como os quatro primeiros lugares. O conceito de “festa” a transforma em atrativo turístico para a cidade e em roteiro de charme, além de posicioná-la como uma celebração mais refinada do produto “literatura”.

O instinto matemático que todos temos

segunda-feira, junho 29th, 2009

Renato Lima comenta obra do professor Keith Devlin que aborda o instinto matemático presente em diferentes animais, plantas e, claro, no ser humano. Você sabia que uma formiga no deserto da tunísia é capaz de se locomover com avançadas técnicas de cálculo diferencial? E que um bebê, já nos primeiros dias de vida, tem uma noção de quantidade? Confira a resenha do Café Colombo e quantos expressos recebeu “O instinto matemático” de Keith Devlin.


Publicações sobre Joaquim Cardozo

sábado, junho 27th, 2009

Do JC de hoje:

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Cardozo em dose dupla
Publicado em 27.06.2009

José Mário Rodrigues

Humildemente, disse em versos: “Mas trago das águas a substância da claridade. Ele era a própria claridade. Tinha a imagem e o ar de um anjo que não quis subir aos céus. O país precisava de sua poesia, do seu teatro, do seu saber matemático.

Num palácio que ele calculou e Oscar Niemeyer fez o desenho o presidente dorme. Símbolo maior de Brasília, a catedral é obra de sua engenharia. Completamente ignorante em assuntos matemáticos, caí na besteira de perguntar como a rampa do Palácio da Alvorada, que parece suspensa, se sustentava? A resposta foi simples: “Existe outra do mesmo tamanho por baixo da terra”. Depois dessa, nunca mais ousei falar sobre arquitetura e cálculos.

A poesia de Joaquim Cardozo me interessou desde que a conheci e continua sendo o farol que clareia as minhas noites e “espreita as sombras inimigas no corredor deserto”. Por uma extrema coincidência, saíram publicados neste mês de junho, dois livros sobre o autor de Signo estrelado, Mundos paralelos, Poemas, Um livro aceso e Nove canções sombrias e outros. O primeiro, Bibliografia de Joaquim Cardozo, é produto do trabalho exaustivo de Maria do Carmo Pontes Lyra e Maria Valéria Baltar de Vasconcelos, revelando a vasta bibliografia do poeta. Há muitos anos que Carminha Lyra pesquisa a obra e a vida do poeta. A luta depois foi a publicação, que aconteceu pela Editora Universitária. O segundo – a tão anunciada Obras Completas de Joaquim Cardozo – organizado, com muito zelo e inteligência pelo poeta Everardo Norões e publicado por um convênio da Aguilar e Editora Massangana, com nota editorial do crítico Mário Hélio.

Temos agora a obra completa de um gênio. E como se não bastasse, a edição do livro é muito bonita. Digo gênio, sim. Cardozo foi de A a Z. Poeta, engenheiro, teatrólogo, contista e de quebra ainda escrevia em sânscrito, uma língua morta mas que ele conhecia bem.

Nunca me esquecerei de sua presença sagrada a me confessar que “o mistério maior não está na morte, como em geral pensam os sábios das ciências teológicas, e sim no aparecimento da vida, porque a morte em si mesma é menos misteriosa que a vida…” Ou falando sobre o tempo: “O tempo é firme e imóvel, foram os homens que, em torno dele, criaram a ilusão de um movimento… Desejava viver em todos os tempos passados, contrariando, assim, a afirmação de Heidegger de que os homens cogitam mais do futuro do que do passado.”

Na última visita que lhe fiz, numa casa de saúde em Olinda, não me conheceu. Já estava em conversas com anjos, arcanjos e potestades. Poucos dias depois subiu aos céus num trem de nuvens. Era autor e passageiro do Último trem subindo aos céus, pois ” os passageiros do trem viram tudo que era de ouvir,/ Tudo que era de refletir de ver,/ Todo o perceber que vem do ver,/ Todo o conhecer do sentir de ouvir”.

Sinto-me um escolhido. Ter sido amigo de Joaquim Cardozo é uma dádiva. Everardo me colocou entre os guardiões da memória do poeta. No entanto, o mérito maior é dele e de Carminha Lyra. Louvados sejam para sempre.

» José Mário Rodrigues é escritor

O grande Joaquim Nabuco

segunda-feira, junho 22nd, 2009

Bruno Garschagen faz uma excelente apresentação de “Minha formação”, do nosso conterrâneo Joaquim Nabuco:

“Nascido no Recife em 1849, Nabuco foi expoente de uma linhagem de intelectuais que, no início do século XIX, levada pelo espírito da geração anterior, “consolidou a idéia de que aos homens de letras cabia uma espécie de missão civilizatória”, segundo notou em ensaio introdutório, Leonardo Dantas Silva, da Fundação Joaquim Nabuco. Esses homens de letras eram, entre outros, José Veríssimo, Silvio Romero, Álvares de Azevedo, Machado de Assis.”

Por sinal, Minha formação está disponível para download no site da Biblioteca Nacional.

351 – O Recife nas poesias de Robson Sampaio – 2

domingo, junho 21st, 2009

Alagoano de nascimento, mas pernambucano de coração e anos de trabalho nesta terra que ele aprendeu a amar e cantar em versos. Este é o jornalista Robson Sampaio, entrevistado no Café Colombo por ocasião do lançamento do seu mais recente livro, “Eu sou Capibaribe – poemas”. Boêmio, Robson fala em seus versos sobre as pontes do Recife, meninos de rua, carnaval entre vários temas.

Depois da perda pelo câncer, descobrindo “O outro”

segunda-feira, junho 8th, 2009

Renato Lima comenta romance de Bernhard Schlink que aborda a vida de um homem que, logo após perder a esposa pelo câncer, descobre numa carta que ela teve um antigo amante.


Newton e Leibniz em guerra pelo cálculo

segunda-feira, maio 25th, 2009

Renato Lima comenta o livro “A guerra do cálculo ” de Jason Socrates Bardi (2008, Editora Record), que mostra como a vaidade intelectual opôs dois gênios: Isaac Newton e Gottfried Wilhelm Leibniz. Ambos discutiram arduamente, e utilizando de ardilosos esquemas, sobre a autoria do cálculo diferencial.

347 – Samuca, “Sem Palavras” – 2

domingo, maio 24th, 2009

E no programa desta semana conversamos com o cartunista Samuel Rubens de Andrade, o Samuca. Ele lançou recentemente o livro “Sem palavras”, com noventa cartuns sobre temas do cotidianos, todos sem palavrinha alguma. Samuca começou a carreira em 1984, e também é autor do livro “A Vida Por Uma Linha”. É um dos curadores do Festival de Humor de Pernambuco e publica cartum no Caderno Viver e charge na página de Opinião do Diario de Pernambuco desde 2005. Escute a entrevista e descubra, entre outras coisas, se ele faria a charge de Maomé, que quase causou uma guerra de civilizações.


346 – A poesia provocante de Cida Pedrosa em “As filhas de Lilith” – 2

domingo, maio 17th, 2009

O Café desta semana recebe a poetisa Cida Pedrosa, que está lançando o livro “As Filhas de Lilith”, uma espécie de abecedário feminino que versa 26 mulheres, 26 realidades em seu modo de ser e viver.  A poesia de Cida é provocativa, como o ouvinte pode perceber nesta entrevista quando ela declama alguns dos poemas do seu livro. Nascida em Bodocó, no Sertão Pernambucano, Cida Pedrosa também edita o portal de poesia Interpoética.

345 – A relação entre vinho e literatura – 2

segunda-feira, maio 11th, 2009

Manoel Beato, sommelier do restaurante Fasano e autor do Guia de Vinhos Larousse, conversou com o Café Colombo sobre duas coisas que tanto ele quanto a equipe deste programa adora: vinhos e literatura.  Para Beato, o mesmo rico vocabulário que é usado para descrever um personagem pode ser utilizado na caracterização de um vinho. Ao Café, ele arrisca uma harmonização entre vinhos e grandes escritores, como Machado de Assis e João Cabral de Melo Neto.  Beato fala ainda da popularização do consumo de vinhos no Brasil e filmes como Sideways e Mondovino.


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Café Colombo - Seu programa de livros e idéias
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