Café Colombo

O instinto matemático que todos temos

segunda-feira, junho 29th, 2009

Renato Lima comenta obra do professor Keith Devlin que aborda o instinto matemático presente em diferentes animais, plantas e, claro, no ser humano. Você sabia que uma formiga no deserto da tunísia é capaz de se locomover com avançadas técnicas de cálculo diferencial? E que um bebê, já nos primeiros dias de vida, tem uma noção de quantidade? Confira a resenha do Café Colombo e quantos expressos recebeu “O instinto matemático” de Keith Devlin.


Depois da perda pelo câncer, descobrindo “O outro”

segunda-feira, junho 8th, 2009

Renato Lima comenta romance de Bernhard Schlink que aborda a vida de um homem que, logo após perder a esposa pelo câncer, descobre numa carta que ela teve um antigo amante.


348 – O enigmático Senhor Krause de Alberto Lins Caldas – 2

segunda-feira, junho 1st, 2009

Conversamos com o doutor em geografia humana pela Universidade de São Paulo, Alberto Lins Caldas que está lançando, pela editora Revan, o livro “Senhor krause”, sua quinta publicação. Nesta obra, Alberto compõe uma narrativa com elementos de diversas formas literárias para contar através do personagem senhor krause, a exclusão e a destruição da singularidade humana, bem como o horror do mundo. Ele é ainda um dos fundadores do Movimento Madeirista, manifesto lançado no estado de Rondônia em 1999, e autor de um blog. Na entrevista, muitas frases polêmicas, como “O problema da literatura brasileira é sua impotência” e “Machado de Assis é aguado. Falta uma grandeza. Não passa de um capacho da língua”. Confiram!

Newton e Leibniz em guerra pelo cálculo

segunda-feira, maio 25th, 2009

Renato Lima comenta o livro “A guerra do cálculo ” de Jason Socrates Bardi (2008, Editora Record), que mostra como a vaidade intelectual opôs dois gênios: Isaac Newton e Gottfried Wilhelm Leibniz. Ambos discutiram arduamente, e utilizando de ardilosos esquemas, sobre a autoria do cálculo diferencial.

Sexta Cultural – TVU – Literatura no século XXI

segunda-feira, maio 4th, 2009

Há cerca de três anos, sexta-feira na TVU do Recife é dia de debater cultura no Sexta Cultural, edição especial do Opinião Pernambuco. A apresentação é feita em rodízio pelo diretor Cristiano Ramos, Roger e eu, Renato Lima, deste Café Colombo. Coloquei um trecho de um recente programa que teve uma interessante discussão sobre artigo de José Castello, publicado no EU& do Valor Econômico, sobre a literatura no século XXI. Com Raimundo Carrero e Marcelo Pelizolli.

Problemas da estatística II – paradoxos

sábado, abril 11th, 2009

Mais um comentário derivado da leitura de David Salsburg, e o seu “Uma senhora toma chá…. como a estatística revolucionou a ciência no século XX” (Editora Jorge Zahar). Já falamos sobre os problemas gerados em utilizar métodos estatísticos sem conhecer suas limitações. Agora, dois problemas filosóficos do próprio uso da estatística, proposto por L. Jonathan Cohen, da Universidade de Oxford.

Concordamos que podemos decidir rejeitar uma hipótese sobre a realidade se a probabilidade associada a esse hipótese for muito pequena. Para sermos específicos, estabeleçamos 0,0001 como probabilidade muito pequena. Organizemos agora uma rifa com 10 mil bilhetes numerados. Consideremos a hipótese de que o bilhete número 1 ganhará a loteria. A probabilidade disso é 0,0001. Rejeitamos essa hipótese. Consideremos que o bilhete número 2 ganhará a loteria. Também podemos rejeitar essa hipótese. Podemos rejeitar hipóteses similares para qualquer bilhete numerado específico. Pelas leis da lógica, se A não é verdadeiro, e B não é verdadeiro, e C não é verdadeiro, então (A ou B ou C) não é verdadeiro. Isto é, pelas leis da lógica, se cada bilhete específico não deverá ganhar a loteria, então nenhum bilhete o fará.

“Em livro anterior, The probable and the provable, L.J. Cohen propôs uma variante desse paradoxo embasada na prática legal comum.Na lei comum, um queixoso de um caso civil ganha se sua reclamação parecer verdadeira sobre a base da `preponderância´ da evidência. Para os tribunais, isso significa que a probabilidade de a reclamação do queixoso ser verdadeira é superior a 50%. Cohem propõe o paradoxo dos penetras. Suponhamos que exista um concerto de rock em um teatro com mil assentos. O promotor vende entradas para 499 assentos, mas, quando o concerto começa, todos os mil assentos estão ocupados. Pela lei inglesa, o promotor do espetáculo tem direito de cobrar de cada uma das mil pessoas no concerto, já que a probabilidade de que qualquer um deles seja um penetra é de 50,1%. Assim, o promotor cobrará 1.499 entradas para uma sala que só tem capacidade para mil.”

O livro é bom, mas de modo algum simples e totalmente acessível. Vale destacar que a história do percurso de como saímos de um mundo determinista de Newton e Kepler para um probabilístico é bastante interessante.

(Renato Lima)

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