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	<title>Café Colombo - O seu programa de livros e idéias &#187; socialismo</title>
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	<description>O Café Colombo é um programa sobre livros e idéias transmitido para Pernambuco pela Rádio Universitária FM (99.9 MHz) e para o mundo através da internet. O programa vai ao ar aos domingos, das 14h às 14h30, com reapresentação às segundas, das 20h às 20h30</description>
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		<title>O verdadeiro Che Guevara &#8211; o homem assassino por trás do mito</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jul 2009 17:33:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Marcelo Sandes comenta polêmico livro do jornalista cubano Humberto Fontova que desmitifica Che Guevara, ídolo de tantos jovens (e outros nem tanto assim). O título do livro já é uma provocação:  &#8220;O verdadeiro Che Guevara (e os idiotas úteis que o idolatram) &#8221; de Humberto Fontova (É Realizações, 2009).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Marcelo Sandes comenta polêmico livro do jornalista cubano Humberto Fontova que desmitifica Che Guevara, ídolo de tantos jovens (e outros nem tanto assim). O título do livro já é uma provocação:  &#8220;O verdadeiro Che Guevara (e os idiotas úteis que o idolatram) &#8221; de Humberto Fontova (É Realizações, 2009).</p>
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		<itunes:summary>Marcelo Sandes comenta polêmico livro do jornalista cubano Humberto Fontova que desmitifica Che Guevara, ídolo de tantos jovens (e outros nem tanto assim). O título do livro já é uma provocação:  &#8220;O verdadeiro Che Guevara (e os idiotas úteis que o idolatram) &#8221; de Humberto Fontova (É Realizações, 2009).
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		<title>China e a briga com os uiguris, no Instituto Millenium</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Jul 2009 16:08:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O sempre interessante site do Instituto Millenium traz um artigo de Claudio Mafra sobre a China. Quem imaginava que por ter olho puxado eram todos iguais, pode tomar um susto ao saber que há 56 etnias na China e um potencial explosivo. Mafra começa com um deliciosa descrição da conversa com um diplomata brasileiro, num [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O sempre interessante site do <a href="http://www.imil.org.br/" target="_blank">Instituto Millenium</a> traz um <a href="http://www.imil.org.br/artigos/os-uigures-e-eu/" target="_blank">artigo de Claudio Mafra sobre a China</a>. Quem imaginava que por ter olho puxado eram todos iguais, pode tomar um susto ao saber que há 56 etnias na China e um potencial explosivo. Mafra começa com um deliciosa descrição da conversa com um diplomata brasileiro, num estilo país totalitário, em que se fala para para as paredes, teto, chão&#8230; Onde tiver um microfone. O autor prevê que possa acontecer na China o mesmo que ocorreu com outra potência totalitária, a URSS. &#8220;Existe muita gente ansiosa por ver a China ultrapassar os Estados Unidos e se transformar na primeira potência mundial. Pode não ser bem assim. No momento  da democratização é possivel que comecem a pipocar movimentos separatistas, e o território chinês, com 56 etnias,  vir a ser desmembrado em alguns pedaços, da mesma maneira que a parte asiática do império soviético.&#8221;</p>
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		<title>O Bolsa Ditadura tornou-se uma indústria</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Jun 2009 16:56:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Gaspari na edição de hoje: &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211; ELIO GASPARI O Bolsa Ditadura tornou-se uma indústria O assalto à bolsa da Viúva conseguiu o que 21 anos de perseguições não conseguiram, avacalhou a velha esquerda SE ALGUÉM QUISESSE produzir um veneno capaz de desmoralizar a esquerda sexagenária brasileira dificilmente chegaria a algo parecido com o Bolsa Ditadura. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gaspari na edição de hoje:</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>ELIO GASPARI</p>
<p><a href="O Bolsa Ditadura tornou-se uma indústria" target="_blank">O Bolsa Ditadura tornou-se uma indústria</a></p>
<p>O assalto à bolsa da Viúva conseguiu o que 21 anos de perseguições não conseguiram, avacalhou a velha esquerda</p>
<p>SE ALGUÉM QUISESSE produzir um veneno capaz de desmoralizar a esquerda sexagenária brasileira dificilmente chegaria a algo parecido com o Bolsa Ditadura.<br />
Aquilo que em 2002 foi uma iniciativa destinada a reparar danos impostos durante 21 anos a cidadãos brasileiros transformou-se numa catedral de voracidade, privilégios e malandragens. O Bolsa Ditadura já custou R$ 2,5 bilhões à contabilidade da Viúva. Estima-se que essa conta chegue a R$ 4 bilhões no ano que vem. Em 1952, o governo alemão pagou o equivalente a R$ 11 bilhões (US$ 5,8 bilhões) ao Estado de Israel pelos crimes cometidos contra os judeus durante o nazismo.<br />
O Bolsa Ditadura gerou uma indústria voraz de atravessadores e advogados que embolsam até 30% do que conseguem para seus clientes. No braço financeiro do pensionato há bancos comprando créditos de anistiados. O repórter Felipe Recondo revelou que Elmo Sampaio, dono da Elmo Consultoria, morderá 10% da indenização que será paga a camponeses sexagenários, arruinados, presos e torturados pela tropa do Exército durante a repressão à Guerrilha do Araguaia. Como diria Lula, são 44 &#8220;pessoas comuns&#8221; que receberão pensões de R$ 930 mensais e compensações de até R$ 142 mil. Essa turma do andar de baixo conseguiu o benefício muitos anos depois da concessão de indenizações e pensões aos militantes do PC do B envolvidos com a guerrilha.<br />
O doutor Elmo remunera-se intermediando candidatos e advogados. Seu plantel de requerentes passa de 200. Ele integrou a Comissão da Anistia e dela obteve uma pensão de R$ 8.000 mensais, mais uma indenização superior a R$ 1 milhão, por conta de um emprego perdido na Petrobras. No primeiro grupo de milionários das reparações esteve outro petroleiro, que em 2004 chefiava o gabinete do advogado Luiz Eduardo Greenhalgh na Câmara. O Bolsa Ditadura já habilitou mais de 160 milionários.<br />
É possível que o ataque ao erário brasileiro venha a custar mais caro que todos os programas de reparações de todos os povos europeus vitimados pelo comunismo em ditaduras que duraram quase meio século. Na Alemanha, por exemplo, um projeto de 2007 dava algo como R$ 700 mensais a quem passou mais de seis meses na cadeia e tinha renda baixa (repetindo, renda baixa). Na República Tcheca, o benefício dos ex-presos não pode passar de R$ 350 mensais.<br />
No Chile, o governo pagou indenizações de 3 milhões de pesos (R$ 11 mil) e concedeu pensões equivalentes a R$ 500 mensais. Durante 13 anos, entre 1994 e 2007, esse programa custou US$ 1,4 bilhão. No Brasil, em oito anos, o Bolsa Ditadura custará o dobro. O regime de Pinochet matou 2.279 pessoas e violou os direitos humanos de 35 mil. Somando-se os brasileiros cassados, demitidos do serviço público, indiciados ou denunciados à Justiça chega-se a um total de 20 mil pessoas. Já foram concedidas 12 mil Bolsas Ditadura e há uma fila de 7.000 requerentes.<br />
Os camponeses do Araguaia esperaram 35 anos pela compensação. Como Lula não é &#8220;uma pessoa comum&#8221;, ficou preso 31 dias em 1979 e começou a receber sua Bolsa Ditadura oito anos depois. Desde 2003, o companheiro tem salário (R$ 11.239,24), casa, comida, avião e roupa lavada à custa da Viúva. Mesmo assim embolsa mensalmente cerca de R$ 5.000 da Bolsa Ditadura. (Se tivesse deixado o dinheiro no banco, rendendo a Bolsa Copom, seu saldo estaria em torno de R$ 1 milhão.)<br />
O cidadão que em 1968 perdeu a parte inferior da perna num atentado a bomba ao Consulado Americano recebe pelo INSS (por invalidez), R$ 571 mensais. Um terrorista que participou da operação ganhou uma Bolsa Ditadura de R$ 1.627. Um militante do PC do B que sobreviveu à guerrilha e jamais foi preso, conseguiu uma pensão de R$ 2.532. Um jovem camponês que passou três meses encarcerado, teve o pai assassinado pelo Exército e deixou a região com pouco mais que a roupa do corpo, receberá uma pensão de R$ 930.<br />
Nesses, e em muitos outros casos, Millôr Fernandes tem razão: &#8220;Quer dizer que aquilo não era ideologia, era investimento?&#8221;</p>
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		<title>Ditadura é isso 2</title>
		<link>http://www.cafecolombo.com.br/2009/06/24/ditadura-e-isso-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 15:03:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lima</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230;utilizar o aparato do Estado para perseguir aqueles que não pensam de forma semelhante. Outro caso semelhante (mas bem mais numeroso) foi usado na Venezuela em 2004, quando o deputado Luís Tascón divulgou uma lista com quatro milhões de pessoas que assinaram a petição para um referendo sobre a continuidade do mandato de Chávez. Pois bem, quem colocou o nome lá na petição entrou na famosa <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Luis_Tascón" target="_blank">Lista Tascón</a> e perdeu empregos públicos e nas prestadoras de serviço da PDVSA, por exemplo.</p>
<p>Agora, do Irã:</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft2406200903.htm" target="_blank">ELIMINADOS: </a></p>
<p>JOGADORES QUE APOIARAM MOUSAVI SÃO &#8220;APOSENTADOS&#8221;</p>
<p>Quatro dos seis atletas que usaram faixas verdes nos pulsos durante uma partida na semana passada foram banidos da seleção iraniana de futebol. A demonstração ocorreu no último jogo do Irã pelas Eliminatórias da Copa do Mundo-2010, contra a Coreia do Sul, quando o Irã acabou desclassificado. Entre os punidos, está Ali Karimi, 31, estrela do time e jogador do Bayern de Munique. O verde é a cor da oposição e foi adotado pelos que contestam a lisura do pleito do dia 12 de junho.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>E falando em democracia, você já conhece o site do <a href="http://www.imil.org.br/" target="_blank">Instituto Millenium</a>?</p>
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		<title>A Petrobras e a avenida para o totalitarismo</title>
		<link>http://www.cafecolombo.com.br/2009/06/17/a-petrobras-e-a-avenida-para-o-totalitarismo/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 13:52:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Petrobras e a avenida para o totalitarismo por Renato Lima Este artigo começará com alguns comentários: &#8220;A Petrobras e os brasileiros decentes e bem informados já esperavam essa atitude da Folha. Acho que a direção perdeu a noção do perigo. Ninguém mais a quer, nem sequer para o cocô de seus cachorros. A derrocada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ordemlivre.org/textos/625" target="_blank">A Petrobras e a avenida para o totalitarismo</a><br />
por Renato Lima</p>
<p>Este artigo começará com alguns comentários:</p>
<p><em>&#8220;A Petrobras e os brasileiros decentes e bem informados já esperavam essa atitude da Folha. Acho que a direção perdeu a noção do perigo. Ninguém mais a quer, nem sequer para o cocô de seus cachorros. A derrocada se dará muito antes que eles percebam.&#8221;</em> &#8211; Maria Ferreira &#8211; 14/06/09</p>
<p><em>&#8220;Todos os jornalecos dessa chamada &#8220;grande mídia&#8221;, reclamam da falta de &#8220;liberdade de imprensa&#8221; mas abusam da mesma mentindo e criando falsos escândalos, demonstrando o total descompromisso com o povo e o Brasil. Deveriam receber severas punições pela extrema falta de compromisso com a verdade, precisamos de uma lei de imprensa mais rigorosa, liberdade sim, para conspirar e falsificar a verdade nunca!&#8221;</em> &#8211; Evaldo Chaves, 14/06/09</p>
<p><em>&#8220;Esse blog realmente é fantástico. Parabéns pela iniciativa. Parabéns PETROBRAS. Só assim podemos saber como os bandidos jornalista transformam e manipulam informações para derrubar a PETROBRAS.&#8221;</em> &#8211; Heriveltoli &#8211; 15-06/09</p>
<p><em>&#8220;Se o jornalista que datilografou a matéria soubesse o que estava escrevendo, não estaria trabalhando no Valor Econômico, recebendo salário de jornalista. Estaria sim dando assessoria econômica a endinheirados e cobrando muito bem.&#8221;</em> &#8211; Remindo Sauim &#8211; 15/06/09</p>
<p><em>&#8220;Os jornais atendem aos interesses de seus donos e PONTO! Os jornais nao tem nenhum compromisso com a verdade, apenas com o lucro.&#8221;</em> &#8211; Gilberto &#8211; 12/06/09</p>
<p>Esses comentários passaram por moderador e foram publicados no <a href="http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/" target="_blank">blog que a Petrobras criou para evitar uma CPI que a investigue.</a></p>
<p>A iniciativa do blog causou muita polêmica por ter começado vazando as perguntas de jornalistas, transformando o &#8220;ouvir o outro lado&#8221; em estragar o furo jornalístico. O presidente da Petrobras, o petista José Sérgio Gabrielli, defendeu enfaticamente o novo instrumento durante entrevista ao Roda Viva (08-06-09). Uma das linhas de argumentação é correta: trata-se de uma oportunidade para que a empresa publique na íntegra a sua versão daquilo que se lhe pergunta, que por necessidade industrial acaba sendo editada na mídia impressa (a internet não tem esse problema). Depois a empresa recuou, só publicando as perguntas depois que a matéria já foi publicada.</p>
<p>Mas, na mesma entrevista, Gabrielli defendeu que a empresa coloque lá opiniões próprias. Primeira questão: é para empresa estatal ter opinião própria? Temos agora uma empresa cujo objetivo estatutário, além de buscar petróleo, é produzir editoriais? A quem caberia definir a &#8220;opinião&#8221; da empresa, o presidente de plantão da Petrobras, um indicado político que nem funcionário de carreira é? O partido no poder? E se as mais de 300 estatais começarem a fazer blogs e veicular &#8220;opiniões&#8221;? Agora a Infraero, Banco da Amazônia e Dataprev teriam opinião formada sobre, sei lá, as eleições no Irã?</p>
<p>É espantoso que tantos comentários (o que foi aí em cima é uma ínfima parte dos vitupérios contra jornalistas e jornalismo de modo geral) sejam aprovados pela moderação.</p>
<p>O que se vê no Blog da Petrobras não são apenas opiniões próprias que denigrem jornalistas. É uma incitação ao ódio, como se lê nos comentários (moderados!). Lá, empresas de comunicação que atuaram por décadas no País perderam &#8220;a noção do perigo&#8221; e merecem agora &#8220;severas punições&#8221;. Mas não se trata apenas de ataques a grandes veículos de imprensa, mas até mesmo à profissão de jornalista. Nos comentários (aprovados pela Petrobras!), jornalista é chamado de bandido e fracassado, já que se fossem bons não estariam &#8220;recebendo salário de jornalista&#8221;.</p>
<p>Nessa profissão eu me formei, trabalho no batente, sou sindicalizado, fiz inúmeras fontes na Petrobras e ganhei prêmio nacional na área de petróleo e gás natural. Vi muita gente na Petrobras que trabalha para o país e outros com extrema preocupação política, a ponto de colocar em risco grandes projetos, <a href="http://www.cafecolombo.com.br/2009/06/06/a-refinaria-que-entrou-pela-boca-do-balao-e-a-politicagem-da-petrobras/" target="_blank">como a Refinaria Abreu e Lima</a>. Mas é espantoso o ódio que a companhia demonstra agora com esses questionamentos, a ponto de ironizar o próprio trabalho jornalístico &#8211; diante de um constrangedor apoio tácito da ABI e Fenaj.</p>
<p>Em tese, todas as estatais foram criadas para servir a uma necessidade pública e ao Estado brasileiro, não ao partido no poder. E grande parte da correção dos desvios veio graças aos instrumentos de fiscalização, dos quais a imprensa é parte vital. Transformar essas empresas em veículos dotados de opiniões próprias é uma extrapolação perigosíssima, ainda mais com esse trabalho de difamação de quem as fiscaliza. Estamos diante da avenida que vai dar no totalitarismo.</p>
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		<title>Ditadura é isso: Venezuela proíbe Coca-cola zero</title>
		<link>http://www.cafecolombo.com.br/2009/06/12/ditadura-e-isso-venezuela-proibe-coca-cola-zero/</link>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 16:25:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A mais nova do ditador Hugo Chávez: nada de Coca-Cola zero para os venezuelanos. De tão folclórico, Chávez está para entrar na história como Idi Amin Dada, Rafael Leónidas Trujilo e Kim Il-sung. Abaixo, em duas fontes. A primeira da Folha de São Paulo, via agência EFE, e depois o jornal El Universal, da Venezuela: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A mais nova do ditador Hugo Chávez: nada de Coca-Cola zero para os venezuelanos. De tão folclórico, Chávez está para entrar na história como Idi Amin Dada, Rafael Leónidas Trujilo e Kim Il-sung. Abaixo, em duas fontes. A primeira da Folha de São Paulo, via agência EFE, e depois o jornal El Universal, da Venezuela:</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>AMÉRICA DO SUL</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft1206200909.htm" target="_blank">Venezuela proíbe e recolhe a Coca Zero</a></p>
<p>DA EFE</p>
<p>O &#8220;socialismo do século 21&#8243; na Venezuela proibiu a produção e a distribuição da mais nova versão da bebida do imperialismo, a Coca-Cola Zero. A decisão, disse o governo de Hugo Chávez, deve-se ao fato de o refrigerante ter em sua fórmula um componente prejudicial à saúde dos venezuelanos.</p>
<p>Sem identificar exatamente o tal ingrediente, o ministro da Saúde anunciou um procedimento de inspeção que inclui o recolhimento dos refrigerantes desse tipo. A empresa Coca-Cola Femsa, engarrafadora dos refrigerantes no país, anunciou que acatará a decisão do governo, embora tenha negado a presença de qualquer ingrediente insalubre em seu produto.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p><a href="http://www.eluniversal.com/2009/06/11/ten_art_prohiben-venta-local_1426498.shtml" target="_blank">Prohíben venta local de Coca Cola Zero</a></p>
<p>Gobierno ordenó sacar la gaseosa de circulación en todo el país</p>
<p>Uno de los productos más recientes que ha lanzado The Coca Cola Company en Venezuela, la Coca Cola Zero, no podrá ser vendida más en el territorio nacional, luego de que el Ministerio del Poder Popular para la Salud y Protección Social ordenara prohibir la comercialización de la gaseosa por &#8220;considerar que contiene un componente que puede resultar perjudicial para los humanos&#8221;, destacó la Agencia Bolivariana de Noticias (ABN).</p>
<p>Jesús Mantilla, titular de la cartera de Salud, dijo que también se ordenó la recolección de todas las Coca Cola Zero que se encuentran en los establecimientos comerciales del país: &#8220;El producto debe salir de circulación para preservar la salud de los venezolanos&#8221;, sostuvo Mantilla, citado por la ABN.</p>
<p>Coca Cola Zero es una bebida gaseosa cuya promesa principal es la de ofrecer un sabor similar a la del producto original de la compañía original de Atlanta, EEUU, la famosa cola negra, pero sin las calorías que lleva ésta en su contenido.</p>
<p>El producto lleva edulcorantes que le permiten tener sabor dulce, sin añadir los elementos que suelen ser poco compatibles con la buena salud y que le son atribuidos al azúcar.</p>
<p>La bebida fue lanzada recientemente a escala nacional con una agresiva campaña publicitaria.</p>
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		<title>Sobre a concordata da GM</title>
		<link>http://www.cafecolombo.com.br/2009/06/08/sobre-a-concordata-da-gm/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 15:27:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Do meu artigo lá para o Ordem Livre: &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212; A GM e a imagem do capitalismo numa sala de espelhos por Renato Lima Com o pedido de concordata da General Motors (GM), o governo americano virou o maior acionista de uma empresa de veículos, secundado pelo governo canadense e ainda com posições minoritárias para sindicato [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do meu artigo lá para o Ordem Livre:</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p><a href="http://www.ordemlivre.org/textos/611" target="_blank">A GM e a imagem do capitalismo numa sala de espelhos</a><br />
por Renato Lima</p>
<p>Com o pedido de concordata da General Motors (GM), o governo americano virou o maior acionista de uma empresa de veículos, secundado pelo governo canadense e ainda com posições minoritárias para sindicato e detentores de dívida. Depois de ser continuamente ajudada pelo Tesouro americano, a GM continuou sem apresentar uma saída crível para a sua dívida maior do que um Hummer, totalizando US$ 172,8 bilhões. E o Tesouro, que entrou de carona no problema, já é o piloto da desgraça.</p>
<p>Nesses dias de agonia da GM, muito se falou de que o governo americano “teve que atuar” para salvar um ícone do capitalismo. Salvar a GM não é salvar um ícone do capitalismo. É justamente o contrário. Trata-se de fazer a danosa mistura entre política e empresas, da qual a sobrevivência da companhia não depende de agradar ao público de forma eficiente &#8211; mas do seu poder de lobby em Washington ou Brasília.</p>
<p>O Brasil conhece bem essa história. A Volkswagen daqui trouxe de volta o Fusca, já na década de 90, para o agrado de um ex-presidente antiquado. Do humor de Brasília dependem decisões como redução de impostos para o setor e ajuda via BNDES, tratado normalmente como um grande instrumento do desenvolvimento nacional. Isso porque dinheiro do BNDES está quase sempre associado a grandes investimentos. Por operar taxas de juros abaixo da que o próprio Tesouro se financia, cada operação do BNDES poderia ser tratada como um crime contra o próprio país. É uma espécie de subsídio cruzado, em que os mais pobres (os trabalhadores que financiam a conta via Fundo de Amparo ao Trabalhador, principal financiamento do BNDES) custeiam os empréstimos para grandes empresas.</p>
<p>Sabendo disso, o vice-presidente da GM no Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, já adiantou que a empresa, em sua nova fase, vai se financiar no Brasil e através de bancos públicos, que teriam “maior preocupação com o emprego”. Balela. Na hora do aperto, uma empresa precisa enxugar a produção, como fez a Embraer, que demitiu 4.200 funcionários, mesmo contando sempre com recursos do BNDES. E fez o certo, de forma a evitar um prejuízo maior que contaminasse a sua própria competitividade. Fez o que a GM não fez antes, por receio de enfrentar os sindicatos de Detroit e o poder político de Washington.</p>
<p>Empresas tão fortes que se confundem com o próprio setor em que atuam podem ir e voltar, sem de fato resultar em prejuízo a uma nação. A Gradiente era um “ícone” da indústria nacional de aparelhos eletrônicos e praticamente sumiu afogada pelas suas próprias dificuldades. Mas o mercado de vendas de televisões, DVDs e aparelhos de som continua aquecido e crescendo. A Varig hoje perdeu linhas aéreas internacionais e até as cores tradicionais após ser adquirida pela GOL, mas a aviação no Brasil tem potencial enorme de crescimento, levando a abertura de uma nova empresa com proposta diferenciada, como a Azul. Era um outro caso de ícone da aviação brasileira e que foi sumindo sem fazer falta. De onde eu escrevo, no Recife, uma das mais tradicionais redes de farmácias do Estado, com quase 150 anos de atividade, está em recuperação judicial, após fechar várias lojas. E nem por isso houve falta de medicamentos ou comoção pública.</p>
<p>Em todos esses casos, não se deve confundir a demanda de mercado com as empresas que nele atuam. Quando o Estado interfere nessa dinâmica, o patrão da empresa deixa de ser prioritariamente o consumidor para ser o chefe do executivo. Com isso, Barack Obama, que foi eleito para ser presidente dos Estados Unidos, é também agora o virtual presidente da General Motors. E a prerrogativa de decidir sobre lançamentos de carros não estava nas cédulas de votação americana.</p>
<p>Não é transformando a GM em Government Motors que se salvará um ícone do capitalismo. A imagem deste sistema é a do empreendedor, do self-made man, do inovador, de quem começou de baixo e oferece algo novo e melhor para o consumidor. Salvar os grandes e ruins é justamente destruir essa imagem, punir o inovador e eficiente em favor do grande, lento e incompetente. Quem acha que nesta ação está a imagem de um bom governo em defesa da sua economia e do capitalismo encontra-se na mais distorcida Sala de Espelhos da história econômica. Seja aqui ou nos Estados Unidos.</p>
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		<title>Um bom artigo de Nelson Motta, com um título infeliz&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 20:56:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Cesar Maia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olha o novo socialismo aí Nelson Motta O Globo &#8211; 05/06/2009 Pena que os velhos anarquistas mais libertários não viveram para ver um instrumento tão livre, poderoso e igualitário como a internet, que justamente por isso é tão temida pelas tiranias de esquerda ou de direita. Cada vez mais acessível a mais gente, ela nivela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha o novo socialismo aí<br />
Nelson Motta<br />
O Globo &#8211; 05/06/2009</p>
<p>Pena que os velhos anarquistas mais libertários não viveram para ver um instrumento tão livre, poderoso e igualitário como a internet, que justamente por isso é tão temida pelas tiranias de esquerda ou de direita. Cada vez mais acessível a mais gente, ela nivela e aproxima, dá voz e imagem a todos e a qualquer um, é um espaço de liberdade e independência que cresce em proporção aos avanços tecnológicos que tornam as máquinas mais rápidas e potentes, mais leves e baratas.</p>
<p>É nesse território livre que surgem as primeiras evidências do que Chris Anderson chama de &#8211; whaall! &#8211; &#8220;Novo Socialismo&#8221; em texto-bomba na revista &#8220;Wired&#8221;. A Wikipedia é um exemplo da socialização da informação, gratuita e mantida por contribuições voluntárias. Sem nenhuma interferência do Estado. Assim como as novas formas de compartilhamento, de troca de arquivos, os sites de buscas, o You Tube, significam uma inédita socialização da informação, do lazer, da arte e da opinião.</p>
<p>A diferença é que não são conquistas feitas pelos métodos totalitários e repressivos de Estados fortes, mas pela liberdade e o empreendedorismo só possíveis em sociedades abertas. Nenhum Estado comunista investiria nessas tecnologias de informação e comunicação, só para fins militares ou de propaganda. Se alguém ler para Hugo Chávez o texto da &#8220;Wired&#8221;, o Beiçola vai levar um susto ao descobrir que o que ele chama de socialismo do século XXI é do XIX: o do terceiro milênio está na internet. Bytes o muerte, compañero!</p>
<p>Enquanto isso, em Brasília, anuncia-se mais um &#8220;fórum&#8221; para tentar encontrar instrumentos da democracia para instituir controles e limitações à imprensa, com o objetivo de &#8220;democratizar a informação&#8221;, como se nossos jornais, rádios e televisões já não disputassem ferozmente a preferência do público e dos anunciantes, todos competindo pelas melhores produções, para todos os gostos.</p>
<p>Mas, com as lan houses se espalhando pelas cidades, computadores cada vez mais baratos e redes sem fio por toda parte, como é que eles vão fazer o &#8220;controle social&#8221; de 65 milhões de brasileiros on-line? Estão atrasados, mais uma vez.</p>
<p>NELSON MOTTA é jornalista. </p>
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		<title>A democracia de Tocqueville e a nossa</title>
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		<pubDate>Wed, 20 May 2009 22:18:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Do meu artigo ao Ordem Livre: &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212; A democracia de Tocqueville e a nossa 20 de Maio de 2009 por Renato Lima Não só pelo tema, Democracia na América, de Alexis de Tocqueville, é um livro fabuloso. Às reflexões profundas o francês acrescentou também um estilo belo, cativante de ler. Entretanto, o prazer que se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do meu artigo ao <a href="http://www.ordemlivre.org/textos/597" target="_blank">Ordem Livre</a>:</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>A democracia de Tocqueville e a nossa<br />
20 de Maio de 2009<br />
por Renato Lima</p>
<p>Não só pelo tema, <em>Democracia na América</em>, de Alexis de Tocqueville, é um livro fabuloso. Às reflexões profundas o francês acrescentou também um estilo belo, cativante de ler. Entretanto, o prazer que se sente com suas observações pode ser superado pela decepção da comparação com o Brasil de hoje. Tem-se a estranha sensação de que quase tudo o que é apontado como risco para a democracia e o bom governo é assunto corriqueiro no Brasil. Especialmente agora, quando estamos na véspera de um ano eleitoral.</p>
<p>No Brasil temos um executivo fortíssimo, que comanda uma arrecadação próxima a 40% do PIB, capaz de, em uma única canetada, alterar completamente leis e criar novas (através das Medidas Provisórias). Com uma imensa máquina administrativa, só de ministros são quase quatro dezenas, acompanhado de outros milhares de cargos de confiança e gratificações a serem distribuídas por todo o Brasil.</p>
<p>Nesse estado de coisas, o Congresso é muito fraco. Raramente pauta discussões e mesmo os legisladores que propõem algo têm o seu projeto substituído por algum do interesse (e iniciativa) do governo. O orçamento, que seria uma prerrogativa do Congresso, é feito pelo Executivo, negociado com o Congresso e gasto, da forma que convier, pelo Executivo, que tem o poder de contingenciar os gastos. A força de um parlamentar está em ter prestígio no governo para conseguir liberar verbas e indicar apadrinhados para cargos.</p>
<p>O judiciário é o poder mais rico. Possui média salarial de R$ 16,8 mil (contra R$ 6.691 do Executivo e R$ 12,5 mil do Legislativo). Tem operador de máquina de fotocópia ganhando mais do que engenheiro. Possui também as melhores instalações físicas de trabalho. Mas simplesmente não funciona. É lento, perdulário, corrupto e incerto.</p>
<p>Mas vejamos o que dizia o francês Tocqueville, visitando os EUA no século XIX. O poder executivo era dividido, com total princípio de subsidiariedade. A cidadania se construía na base, especialmente nos municípios, onde a maior parte das coisas eram decididas. Como o poder do presidente da União era limitado, ele podia conviver tranquilamente com um Congresso oposicionista. “Ninguém, até o momento, foi encontrado para arriscar a sua honra e vida para se transformar em presidente dos Estados Unidos, pois o presidente tem apenas um poder temporário, limitado e dependente”, notava.</p>
<p>E continua: “A razão para isso é simples: chegando ao topo da administração, ele não pode distribuir aos amigos nem muito poder nem muita riqueza ou glória, e sua influência sobre o Estado é muito tênue para as facções acharem sucesso ou ruína em sua ascensão ao poder.”</p>
<p>Por aqui, nada mais distante (e, infelizmente, os próprios Estados Unidos também já não são assim, embora num grau deveras menor do que o Brasil). Com a ascensão do PT ao governo, o que era feito de forma ocasional e envergonhada foi elevado à prática curricular. Este é o caso do loteamento total de cargos e comandos, de estatais a fundos de pensão. Vejamos o exemplo mais recente. Para barrar a CPI da Petrobras – mais do que necessária, diga-se de passagem – uma tropa de choque do fisiologismo foi acionada, comandada pelo ministro das Relações Institucionais (que bem poderia se chamar de Ministério do Toma-Lá-Dá-Cá) José Múcio Monteiro (PTB-PE). Ele não escondeu que detonou uma série de ligações para os senadores que colocaram a assinatura mas lamentou ter conseguido reverter apenas dois nomes. Em outros momentos ele foi mais persuasivo ($$).</p>
<p>No governo anterior foram noticiados caso semelhante na tentativa de barrar CPIs, o que rendeu manchete dos principais jornais e negativas do governo (pouco críveis) – acompanhada por rígida fiscalização da imprensa das liberações de emendas orçamentárias. Agora, isso não causou nenhum espanto nem recriminação. É como chegar à casa de um conhecido pela primeira vez e fazer xixi de porta aberta, com toda a família presente. Os maus modos não escondem nem mais a aparência. É de dar muito medo perguntar quais outras práticas serão entronizadas.</p>
<p>E o que dizia Tocqueville de uma nação se aproximando de uma eleição e com possibilidade de distribuição de cargos e favores por alguém que deseja se reeleger? “Negociações, como leis, viram apenas esquemas eleitorais; cargos se tornam recompensas por serviços prestados, não à nação, mas ao chefe do governo. Apesar de atos do governo nem sempre serem contrários ao País, eles não serviriam, a todo caso, à nação”, advertia.</p>
<p>A impressão é que nossos poderes estão dissociados da sociedade. Como já exprimiu um deputado, estão se lixando para a opinião pública.</p>
<p><script type="text/javascript"><!--
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// --></script><br />
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		<title>Susan Boyle e Lula</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 14:35:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Do meu artigo lá para o Ordemlivre: &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212; Susan Boyle e Lula por Renato Lima Susan Boyle é uma desengonçada dona de casa escocesa com 47 anos, que não saía do seu vilarejo e confessou nunca ter beijado um homem. Sua vida teve uma reviravolta ao participar, em 11 de abril deste ano, de um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do meu artigo lá para o <a href="http://www.ordemlivre.org/textos/569" target="_blank">Ordemlivre</a>:</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p><img class="alignnone" src="http://image.examiner.com/images/blog/wysiwyg/image/boyle(7).jpg" alt="" width="450" height="342" /></p>
<p>Susan Boyle e Lula</p>
<p>por Renato Lima</p>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Susan_Boyle" target="_blank">Susan Boyle</a> é uma desengonçada dona de casa escocesa com 47 anos, que não saía do seu vilarejo e confessou nunca ter beijado um homem. Sua vida teve uma reviravolta ao participar, em 11 de abril deste ano, de um programa de TV chamado “Britain’s got talent” e cantado maravilhosamente uma música de “Os miseráveis” (provavelmente você, leitor, faz parte dos milhões de pessoas que viram <a href="http://www.youtube.com/watch?v=j15caPf1FRk" target="_blank">o vídeo no YouTube</a>).</p>
<p>Lula também teve seu dia de Susan Boyle. Foi quando Obama, líder carismático do momento e presidente do “império” americano,<a href="http://www.youtube.com/watch?v=XwseO4eJn3w" target="_blank"> chamou Lula de “o cara” durante a reunião do G-20</a>. Um gracejo, mas que deixou Lula deslumbrado. Ele estava lá como um dos líderes dos países em desenvolvimento, aqueles que ainda são cheios de miseráveis (de verdade).</p>
<p>O resto do mundo acha graça naquela mística de operário (inclusive com marcas), líder sindical, fundador de um partido de massas, monoglota e presidente da maior nação da América do Sul. De longe, a vida de Lula se passou mais em comitês de partido e às custas do imposto sindical do que no chão da fábrica. O partido por ele fundado é protagonista e continuador das piores práticas da política brasileira. E sua fixação na língua de Camões (ou alguma coisa derivada dela) é mais por falta de vontade de aprender um inglês básico que seja do que falta de condições.</p>
<p>Isso são detalhes para consumo interno. Externamente, Lula encara uma imagem idealizada do Brasil. E num momento em que a economia mundial se entrelaça e países em desenvolvimento ganham maior protagonismo mundial, como mostra a já célebre criação da sigla BRICS. Nosso Lula Boyle é visto com essa compaixão e vontade que dê certo pelo resto do mundo.</p>
<p>Ruth Richardson, ex-ministra das Finanças da Nova Zelândia e uma das palestrantes do Fórum da Liberdade, ocorrido no início do mês em Porto Alegre, conclamou o presidente Lula a aproveitar seus minutos de fama. “Não é todo o momento em que os holofotes estão sobre você. Aproveite!”, disse a ex-ministra, pedindo que ele destravasse, em nome dos países em desenvolvimento, a Rodada de Doha. Eu iria além. Lula é o cara, tem popularidade interna ainda beirando os 70% e uma sólida maioria no Congresso. Tudo isso para quê? As únicas notícias do Congresso são de corrupção miúda e não pauta de votação. O país precisa urgentemente de reformas como a tributária e leis que acelerem a tramitação de negócios e a própria atuação do Estado (como a mudança na 8.666/93, a lei de licitações), mas simplesmente não andam. O PAC não sai do papel por essas razões, como entraves em licitações e conflito de competências na área ambiental e com o Tribunal de Contas. E o que está sendo feito para resolver essas questões de fundo, que não desaparecem apenas com discursos? Em suma, se não era para conseguir alguns avanços para o País, para que ajudar a trazer José Sarney para a presidência do Senado e o PMDB para o governo?</p>
<p>Susan Boyle, desempregada e desconhecida, virou notícia em jornais por todo o mundo e negocia grandes contratos para gravar discos. E Lula? Nesses sete anos, o Brasil se tornou mais competitivo, ou seja, ganhou capacidade real de gerar mais empregos e não apenas quando a economia vai bem porque o resto do mundo crescia como nunca? Ser “o cara” para o resto do mundo vai conseguir aumentar o acesso a nossos produtos?</p>
<p>Que Lula veja o exemplo de Susan Boyle e faça alguma agenda produtiva neste final de mandato, ou então o resto do governo vai ser apagar fogueira em tempos de crise. Primeiro a indústria automobilística, depois as prefeituras, seguindo pelos Estados, fabricantes de geladeiras etc. Espero que os brasileiros não tenham que chorar uma grande oportunidade perdida de reforma ouvindo um CD com músicas de Susan Boyle, que esta sim está sabendo não desperdiçar uma chance.</p>
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