Café Colombo

341 – A cabeça do brasileiro – 2

domingo, abril 12th, 2009

O sociólogo e cientista político Alberto Carlos Almeida fala ao Café Colombo sobre duas de suas obras: o livro “A cabeça do brasileiro” e “A cabeça do eleitor”. Alberto empreendeu ampla pesquisa quantitativa sobre o que pensa o brasileiro em diversos temas como economia, comportamento sexual, preconceito entre outros.


Escola sem partido

sexta-feira, abril 10th, 2009

Pode a escola fazer proselitismo político em sala de aula? Deve o aluno ser constrangido a concordar com o professor, mesmo quando ele diz que Che Guevara é um santo como São Francisco de Assis? Muitos diriam que não, mas poucos teriam a coragem de bater de frente com essa deseducação, como é o caso de Miguel Nagib, coordenador do movimento Escola Sem Partido.

O Café Colombo conversou com Nagib sobre sua iniciativa. “As escolas passaram a ser utilizadas como se fossem palanques eleitorais para promover ideologias, políticos e partidos políticos”, reclama. Conheça mais sobre o Escola Sem Partido ouvindo essa entrevista e visitando o site.


Sobre Stálin e o valor humano

terça-feira, março 24th, 2009
Josef Stálin antes da Revolução de 1917

Josef Stálin antes da Revolução de 1917

Stálin, num de seus exílios na Sibéria no período pré-revolucionário, passou quase 4 anos numa pequena aldeia chamada Kureika. A princípio, ele vivia obcecado em voltar para a agitação revolucionária, mas com o tempo ele se adaptou muito bem à vida rude, ao frio intenso e aos hábitos quase primitivos dos habitantes (os tungues) do local. Um dos costumes que ele adquiriu foi a pescaria, que funcionava, como nos desenhos animados, fazendo-se um furo no gelo para se alcançar a água. Outro hábito era sair para pescar e caçar em grupo, numa expedição que podia durar dias e era bastante perigosa devido às tempestades de neve. Numa dessas caçadas, um dos nativos ficou para trás e provavelmente morreu sem auxílio dos demais. Stálin, que no princípio estranhou a indiferença do grupo, perguntou se era normal deixar um amigo abandonado à morte. A explicação dos tungues foi racional e pragmática (e tão fria quanto o inverno siberiano): “Por que deveríamos ter pena dos homens? Sempre podemos fazer mais deles; mas um cavalo, tente fazer um cavalo!”.

Stálin aprendeu muito bem a lição e a levaria ao extremo no período de 30 anos em que esteve no poder.

Essa e outras história que compreendem o período de infância e juventude do Czar vermelho estão no livro O jovem Stálin, de Simon Sebag Montefiore.

(Eduardo Cesar Maia)

A formação de um líder assassino e totalitário

segunda-feira, março 23rd, 2009

Eduardo Maia comenta o livro “O jovem Stálin” de Simon Sebag Montefiori. Nesta obra, com acesso a documentos inéditos, Montefiori traça um perfil de Stálin e sua formação, com o período na Sibéria e os estudos de grego e latim no seminário. Ao contrário da imagem traçada por Trotsky, Stálin era inteligente e poeta refinado, o que, claro, não muda o seu caráter totalitário e assassino.

Arroz colorido

quarta-feira, março 11th, 2009

Do meu artigo lá no Ordem Livre

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Arroz colorido

por Renato Lima

O governo Chávez, na Venezuela, expropriou fábricas de arroz, acusando-as de não cumprir com a oferta de arroz branco conforme o tabelamento imposto pelo governo. Estariam produzindo só “arroz colorido”, que está fora do regime de preço estatal. Uma fábrica finlandesa de papel também foi expropriada para que se aumente a produção de alimentos, visto o desabastecimento crônico que o país vive.

Nenhuma grande novidade, em se tratando do regime bolivariano. Mas o fato pode ser visto dentro de algo maior, compartilhado por quase toda a América Latina. É um fantasma que parece não nos deixar: o de insistir nos velhos remédios que, em vez de curar, provocam mais doenças. E são os seguintes: controle de preço, inflação, populismo, protecionismo.

Alguns países se libertam de um ou outro, ou mesmo de todos, mas depois dão uma recaída, como é o caso da Venezuela, afetada pela lista completa. O Brasil se livrou da inflação e do controle de preço (embora ainda tenha muita coisa indexada), mas sofre de um perigoso culto ao presidente, alta carga tributária e pressões protecionistas, como a exigência de licença prévia nas importações por parte do Ministério do Desenvolvimento, que felizmente chegou a ser eliminada. A Argentina, nesse momento, está na lista cheia. O Chile é uma das poucas esperanças de que seja possível escapar a esse atraso crônico.

Jeffrey Sachs, da Universidade de Columbia, conta em seu O fim da pobreza – como acabar com a miséria mundial nos próximos 20 anos (2005) a sua experiência de trabalho em vários países em desenvolvimento, inclusive na América Latina, mais precisamente na Bolívia. Poderia ter-se estendido mais, já que esteve várias vezes no prédio da Sudene, no Recife, por exemplo. Mas o caso da Bolívia é emblemático.

Sachs defende uma abordagem clínica a quem estuda o desenvolvimento econômico. Não tratar apenas de fatores financeiros, mas também geográficos, sanitários e culturais. É nesse sentido que ele é bastante crítico dos pacotes do FMI e Banco Mundial, que acusa de serem superficiais, vinculados aos interesses dos cotistas maiores das duas instituições e com conseqüências drásticas sobre a população dos países que sofrem suas receitas.

Mas Sachs também mostra o erro de políticas de autarquia, em que os países se fecham para tentar estratégias de desenvolvimento econômico autônomas. Ou mesmo as intervenções artificiais no mercado, como o tabelamento de preço. O próprio Sachs trabalhou no desmantelamento dos preços fixos na Polônia e no acesso aos mercados externos em países como Índia e China. Sua preocupação maior hoje é em acabar com a miséria absoluta na África.

Para ele, ainda mais intrigante do que a “armadilha da pobreza” da África, é “a estagnação que dominou vários países das Américas do Sul e Central nas décadas de 1980 e 1990”. O acadêmico relata com muito orgulho a sua participação no fim da hiperinflação da Bolívia e na tentativa de diversificação de sua economia, então concentrada no estanho. “A Bolívia melhorou significativamente desde 1985, com estabilidade social e política, obediência à Constituição, inflação baixa e crescimento econômico per capita positivo (…)”, dizia no livro de 2005.

Mas, com Evo, o país voltou a se fechar, expulsando empresas estrangeiras, mudando a Constituição e entrando em conflito político com vários governadores. A política bolivariana (?) de Chávez aumentou o principal problema da economia da Venezuela: a dependência do petróleo. E também mudou a Constituição, a direção em que o cavalo que está no escudo nacional cavalga (o cavalinho estava virado para a direita, pois Chávez mudou para a esquerda) e toda a vida do seu próprio país, sendo hoje difícil saber o que é o Estado Venezuelano e o que é o desejo de Chávez pelo poder.

Uma das definições de loucura é fazer, repetidamente, a mesma coisa e esperar resultados diferentes. Pois é o que nós sempre tentamos. Toda a história do controle de preços mostra que isso resulta em mercados paralelos, desabastecimento, redirecionamento da produção, imposição de cotas e acusações contra as empresas produtoras ou de varejo. Tivemos a nossa própria cota durante o Plano Cruzado (1986). A única novidade, cada vez que isso acontece, é como as pessoas driblam as proibições governamentais. Como essa, do arroz colorido.


Marcelo Abreu fala ao Café Colombo sobre viagem à Coréia do Norte

domingo, agosto 4th, 2002

O professor e jornalista Marcelo Abreu fala sobre sua viagem a Coréia do Norte, país da mais fechada ditadura comunista e que agora produz bomba atômica. Primeira entrevista do Café Colombo, veiculada em 04 de agosto de 2002.

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