Feminino(s), visualidades, ações e afetos é o tema da 12° Bienal do Mercosul

A 12° edição da Bienal possui 80% do total das obras produzidas por mulheres. Foto: Divulgação/Facebook

A Bienal de Artes Visuais do Mercosul realiza, até o dia 5 de julho, sua 12° edição sobre o tema “Feminino(s): visualidades, ações e afetos”. No site do evento é disponibilizado gratuitamente o acesso a obras de 75 artistas de 27 países. O evento terá lives realizadas nas próximas seis semanas durante às quintas-feiras, às 19h, disponíveis no Youtube, Instagram e Facebook do evento. Segundo o Jornal do Commercio, em entrevista concedida com a curadora-geral Andrea Giunta, o objetivo do projeto é disponibilizar para o público “expressões culturais que não tem presença equivalente nos circuitos da arte latino-americana contemporânea”.

Uma das inspirações temáticas para a 12° edição da Bienal foi a obra “Quarto de Despejo” (1958) da autora brasileira Carolina Maria de Jesus. O livro, produzido enquanto Carolina sobrevivia como catadora de lixo em São Paulo,  já foi traduzido para 14 idiomas. O evento também busca valorizar técnicas têxtil, como a tecelagem, a tapeçaria e o artesanato produzidas por mulheres latino-americanas. 

As conversas realizadas pela Bienal terão como foco questões ligadas à arte e a educação inseridas no contexto da pandemia do novo coronavírus. A programação da live semanal será divulgadas nas segundas-feiras pelas redes sociais do evento. A primeira live disponível foi realizada com o curador educacional Igor Simões e a artista pioneira na discussão de raça e gênero no Brasil, Rosana Paulino.

Foram disponibilizados de forma gratuita pela Bienal a série ”Território Kehinde”, com debates realizados entre outubro e novembro de 2019 nas cidades Porto Alegre, Caxias do Sul e Pelotas no Rio Grande do Sul. Os encontros debateram sobre arte, cultura e femininos.

O site também disponibiliza mostras de artistas latino americanos. Entre eles está a artista visual, fotógrafa e cineasta brasileira Aline Motta. Seu trabalho reúne arquivos documentais a fim de investigar sua relação com a ancestralidade negra e africana. O livro “Escravos de Jó” (2016) e a obra cinematográfica “(Outros) Fundamentos” (2019) estão disponíveis no site.