Dia: 15 de julho de 2020

Escritor Diogo M. de Almeida inaugura Coleção Solidária da editora Vacatussa

Diogo M. de Almeida é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e autopublicou seu primeiro livro de contos, Eu ando só, em 2012. Foto: Divulgação.

O livro de contos Restos de Família (2020), do escritor Diogo M. de Almeida, é o volume que estreia a Coleção Solidária criada pela editora Vacatussa. Idealizada pelo próprio autor, a ação busca transformar ideias e arrecadar fundos que serão doados a grupos e iniciativas sociais que atuam em Pernambuco e buscam amenizar as consequências da pandemia entre moradores de rua.

Outros autores já estão confirmados dentro do projeto, envolvendo obras de nomes como Cristhiano Aguiar, Gilvan Lemos, Carol Rodrigues, Marcelino Freire, Nathalie Lourenço, Diogo Monteiro, Joana Rozowykwiat e Sidney Rocha, em edições solo e coletâneas.

Restos de Família, do escritor Diogo M. de Almeida, é composto por uma seleção de 15 contos escritos entre 2018 e 2020 e publicados nas redes sociais do autor. Após tratamento editorial, revisão, padronização de formatação e diagramação o livro passa a  fazer parte da editora Vacatussa.

Devido ao isolamento social imposto pela  Covid-19, o livro está disponível apenas em versão e-book, e pode ser encontrado na plataforma da Amazon. O livro é vendido pelo preço simbólico de R$ 9,90 e toda a renda obtida com os royalties das vendas serão convertidas em doações.

Sobre o livro “Restos de Família”

Capa do livro Restos de Família do escritor Diogo M. de Almeida

Com um senso de humor peculiar, o autor apresenta neste volume histórias curtas e diálogos inteligentes que nos fazem refletir sobre questões sociais, relações afetivas e a conveniência de caminhar sobre os próprios pés. As histórias reunidas têm como eixo temático  a família, sendo abordada por diferentes perspectivas e gêneros literários, como fantasia, horror e ficção científica. O livro também conta com histórias de relacionamentos amorosos, conflitos de gerações e o impacto da tecnologia nas relações familiares. 

Melancolia e religiosidade na obra do poeta Alphonsus de Guimarães

Alphonsus de Guimaraens: biografia, obras e poemas - Toda Matéria

Aphonsus de Guimarães é autor das obras ” Setenário das Dores de Nossa Senhora”(1899), “Dona Mística” (1899) e “Câmera Ardente” (1899). Foto: Divulgação

No dia 15 de julho de 1921, o escritor simbolista brasileiro Afonso Henrique da Costa Guimarães, com pseudônimo de Alphonsus Guimarães, faleceu na cidade de Mariana, em Minas Gerais. Com temas que envolviam a melancolia da morte da mulher amada e sua adoração ao catolicismo, o poeta criava sonetos rítmicos, no qual marcaram grandes obras literárias do Movimento Simbolista Brasileiro.

Filho dos comerciantes portugueses Albino da Costa Guimarães e Francisca de Paula Guimarães Alvim, Alphonsus nasceu no dia 24 de julho de 1870. Aos 17 anos se apaixona por sua prima Constança, filha do seu tio-avô,  escritor romântico do título “A Escrava Isaura”, Bernardo Guimarães. Com a morte da prima, vítima de tuberculose, ele acende uma amargura que logo mais é colocada em seus poemas. 

Em 1891, viaja para São Paulo e inicia a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Após isso, vai ao Rio de Janeiro para conhecer os poetas Cruz e Souza e Augusto dos Anjos, no qual se tornaram, também, os principais representantes do Simbolismo. 

Como reflexo de suas vivências, entre elas a perda de sua prima Constança e sua vivência religiosa nas cidades barrocas de Minas Gerais, modela seus textos de forma envolvente e musical. O poema “Ismália” é o principal da sua obra e também da escola literária no Brasil. A amargura, perda, devoção a símbolos religiosos e seu canto sereno, estão reunidos nos seus sonetos.

“Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.
No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar
E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar
Estava perto do céu,
Estava longe do mar
E como um anjo perdeu
As asas para voar
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar
As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar”

No ano de 1897, casa-se com Zenaide de Oliveira, com quem teve 14 filhos. Em 1906, ocupa o cargo de Promotor de Conceição do Ferro e em seguida o cargo de Juiz Municipal na cidade de Mariana em Minas Gerais. Alphonsus de Guimarães faleceu aos 50 anos, mas deixou grande legado para o movimento simbolista e grandes frutos com seus filhos Alphonsus de Guimarães Filho e João Alphonsus, também escritores.