Café Colombo indica: 6 filmes de Alfred Hitchcock

No aniversário de um dos grandes mestres do cinema, o Café Colombo preparou uma lista com algumas de suas grandes obras. Confira:

Rebecca, a Mulher Inesquecível (1940)

O primeiro filme de Hitchcock em Hollywood foi o único do diretor a receber o Oscar de Melhor Filme. A trama conta a história de uma jovem, vivida por Joan Fontaine, que casa com um rico aristocrata (Laurence Olivier) e, aos poucos, descobre os segredos do passado do marido relacionados à sua antiga esposa. 

Olivier ficou ressentido por sua namorada, a atriz Vivien Leigh, não ter sido contratada para o papel principal, passando a tratar a colega de cena, a estreante Fontaine, friamente. Ela começou a se sentir deslocada no set de filmagem — o que Hitchcock achou bastante conveniente. Assim, o diretor estimulou a equipe a tratá-la da mesma forma, pois esse era o sentimento que a personagem dela deveria passar.

Festim Diabólico (1948)

Este foi o primeiro longa-metragem em cores do diretor. Construído como um plano-sequência, o filme conta a história de dois jovens, vividos por John Dall e Farley Granger, que buscam provar que conseguem realizar o assassinato perfeito. 

O elenco e os técnicos que trabalhavam no set trabalharam duro para que não fosse cometido nenhum erro — do contrário, teriam que gravar as longas cenas novamente. Por isso, quando o dolly da câmera (uma espécie de carrinho que suaviza os movimentos) passou por cima e quebrou o pé de um dos cinegrafistas, ele foi amarrado e levado para fora do set, para não gritar durante a gravação.

Disque M para Matar (1954)

O ex-tenista Tony Wendice (Ray Milland) decide matar sua esposa Margot (Grace Kelly), para ficar com o dinheiro e se vingar de um antigo affair dela. Assim, ele chantageia um antigo colega de faculdade a cometer o crime e fingir que o assassino é um ladrão. Esta foi a primeira parceria de Hitchcock com Grace.

Janela Indiscreta (1954)

Alguns consideram este o melhor trabalho do diretor britânico. L. B. Jeffries (James Stewart) é um fotógrafo preso em casa, devido a um acidente. Entediado, ele passa a espionar a vida de seus vizinhos do prédio em frente. Quando observa a briga entre um casal e o conseguinte sumiço da esposa, Jeffries começa a suspeitar de assassinato.

Janela Indiscreta funciona como uma alegoria para o próprio cinema, onde o espectador se torna voyeur. O elenco, além de Stewart, conta com Grace Kelly, que vive a namorada Lisa, e Thelma Ritter, que vive Stella, empregada de Jeff.

Um Corpo que Cai (1958)

O filme conta a história do detetive aposentado John Ferguson (James Stewart), que deve perseguir a esposa de um amigo, vivida por Kim Novak. Ela parece ter uma certa obsessão com lugares altos, que são o maior medo do detetive. 

Esta foi a última das quatro parcerias com o ator James Stewart. Hitchcock, frustrado com as críticas medianas e o fracasso nas bilheterias, culpou a idade do ator, na época com 50 anos, dizendo que a diferença de idade entre ele e Novak afastou o público. Anos depois, o filme foi reconhecido como uma das maiores obras do cinema.

Psicose (1960)

Em 2020, Psicose completou 60 anos de um importante legado para o cinema de suspense e terror, influenciando gerações de cineastas. Janet Leigh vive a secretária Marion Crane, que rouba 40 mil dólares do patrão e foge, se hospedando em um hotel de beira de estrada. O dono é Norman Bates (Anthony Perkins), um homem obcecado pela mãe.

Junto com Janela Indiscreta e Um Corpo que Cai, é considerado o maior filme de Hitchcock e um dos melhores da história. O diretor decidiu rodá-lo em preto e branco, para que fosse menos sangrento; e, para economizar, utilizou o elenco e a equipe técnica de televisão. O orçamento de US$ 800 mil era bem menor do que em trabalhos anteriores, o que não impediu Psicose de ser um sucesso de público, alcançado um lucro de US$ 40 milhões. Além da clássica cena do chuveiro, outras já foram referenciadas, como esta, em Pulp Fiction (1994, dir. Quentin Tarantino)

E você? Já viu algum desses? Tem algum pra indicar? Deixe um comentário!

alfred hitchcock

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