Laís Guedes

Estudante de Comunicação Social, interessada em jornalismo e apaixonada por música, cinema e artes.

Festival Fica em Casa Caruaru é anunciado; confira as atrações

Artistas locais se apresentarão online nas noites de quinta a domingo


Entre os dias 2 e 5 de abril, Caruaru terá sua própria edição do festival Fica em Casa. Por meio de lives no Instagram, artistas como Ciel Santos, Bia Mota, Valdir Santos e as bandas Rasga Mortalha e Vimana participarão da programação, que será das 20h às 22h.

Ações como esta se popularizam cada vez mais no últimos dias, dado o isolamento social relacionado ao enfrentamento da pandemia do coronavírus. Além de entreter o público, os shows online proporcionam visibilidade à classe artística. Acompanhe o evento pelo Instagram oficial e confira a programação abaixo:

Quinta (02/04):
Do Carmo – 20h às 20h30
Gael – 20h40 às 21h10
Fever Trio – 21h20 às 21h50

Sexta (03/04):
Vimana – 20h às 20h30
Matheus Ferraz – 20h40 às 21h10
Midnight Booze Express – 21h20 às 21h50

Sábado (04/04):
Ciel Santos – 20h às 20h30
70 MG – 20h40 às 21h10
Murilo Carmo – 21h20 às 21h50

Domingo (05/04):
Rasga Mortalha – 20h às 20h30
Valdir Santos – 20h40 às 21h10 
Bia Mota – 21h20 às 21h50

1º Salão Nacional de Artes Visuais da Quarentena abre inscrições

Entre os dias 28 de abril a 5 de junho, o evento, promovido pelo grupo Artes Visuais Sanca, será realizado online


Imagem: Divulgação/Artes Visuais Sanca

As inscrições para o 1º Salão Nacional de Artes Visuais estão abertas até o dia 10 de abril. Os artistas interessados devem conferir o edital (disponível aqui) e enviar um email para salaodaquarentena@gmail.com. O salão será aberto entre 28 de abril a 5 de junho e exibirá pintura, fotografia, desenho, arte digital, colagem, entre outros.

O evento, organizado pelo grupo Artes Visuais Sanca, de São Carlos – SP, selecionará 40 artistas; o resultado será liberado no dia 23 de abril. Com o tema “O artista se engaiola enquanto a arte voa”, todo o processo da exibição, desde as inscrições até a mostra, será realizado online e gratuito, já que o salão tem o intuito de promover a arte em meio à pandemia do COVID-19, cuja maior recomendação é o regime de quarentena.

Café Colombo indica: 6 escritores pernambucanos que você precisa conhecer

Equipe do site traz novas indicações literárias de clássicos e contemporâneos


Para encerrar nossa semana de literatura, o Café Colombo reuniu uma seleção de escritores, entre clássicos e contemporâneos, de poetas a jornalistas. Confira abaixo:

Fabiana Moraes

Imagem: Reprodução

Fabiana Moraes, jornalista, escritora e professora universitária, é indicação de nossa editora de vídeos Bianca Torres. “Fabiana possui um olhar único ao observar o nosso estado, nossa nação. Sua preocupação de fugir dos estereótipos regionalistas é sua principal marca, sempre se esforçando para mostrar que nossa visão acaba sendo rasa comparada ao conteúdo imensurável que temos no Sertão, por exemplo.” Os Sertões, publicado em 2010, é a indicação de Bianca, que comenta: “Nesse livro-reportagem, ela revisita Os Sertões de Euclides da Cunha, indo além e nos mostrando personagens que uma vez nunca passariam percebidos na nossa mente antes recheada de estereótipos. A leitura é extremamente necessária para abrir os horizontes da nossa mente, escapando de qualquer tentativa de caracterizar uma narrativa que a mídia padronizada sempre busca dentro do sertão. A escrita de Fabiana também é algo que nos prende, nos cativa e nos instiga a ir para a próxima página rapidamente. Ao ler suas palavras e analisar as fotografias de Alexandre Severo e Heudes Régis, você é convidado a viajar pelas estradas alaranjadas em suas companhias. Os Sertões é uma aula excepcional na qual todos deveriam ter uma vez na vida.”

Helder Herik

“Não sei 
mas adivinho 
 se não existe 
 invento 
 se chover 
 eu sol” 
Hh
Imagem: Acervo pessoal

Poeta, autor de livros infantis e professor, Helder Herik é a indicação de Hellen Gouveia, social media do Café. “O conheci em aulas de filosofia e logo conheci seus poemas, em Garanhuns, interior do Agreste. Helder e sua barba, que marca seu visual característico e suas frases e aforismos, levam a mente à diferentes pontos de inflexão. O autor é minha indicação, juntamente com seu sexto livro, ‘A loucura como estratégia de sobrevivência’, ilustrado por Lorrayne Johanson, que tem previsão de lançamento para o 2° semestre de 2020.” 

Sobre sua nova obra, Helder comentou: “São textos que exaltam a loucura libertadora de artistas rebeldes e pensadores livres. Os textos mais reflexivos têm influência em Erasmo de Roterdã com o seu Elogio da loucura. Já os textos mais humorados trazem a influência da Bíblia do caos, do Millôr Fernandes.” Seu livro O menino mais estranho do mundo está disponível para download gratuito.


Manuel Bandeira

Imagem: Reprodução

“Manuel Bandeira é um dentre os tantos escritores que marcaram a literatura brasileira, tendo ocupado a cadeira de número 24 da Academia Brasileira de Letras. É Recifense e sua infância na capital pernambucana é algo bastante presente na sua poesia, o que também permeia sua obra de certa melancolia. Embora seja visto como figura importante no modernismo e na Semana de Arte Moderna de 22, discordava da atitude de rejeição generalizada à literatura mais clássica. Portanto não desprezou o soneto, nem a rima, embora também tenha tomado como forma poética o verso livre e a linguagem do cotidiano.” A indicação é do colunista Gabriel Vila Nova, que também acrescenta: “Além do lirismo, da melancolia e da sensualidade de seus versos, o que gosto de Bandeira é que não se restringiu a um só movimento poético. Sua obra tem influências simbolistas e até românticas, mas também modernas e livres. Ele transitou entre a originalidade moderna e a métrica lírica, entre o cotidiano irônico e o passado melancólico. Ao meu ver, um poeta completo, diverso e único.”

Matheus Rocha

Imagem: Reprodução/Facebook

“Nascer é outro modo de Ulisses enfurecer Polifemo: também aqui, Ninguém cegou um mundo inteiro. Era ninguém, e era desesperador ser ninguém: sem rosto, só grito”. Matheus Rocha, escritor natural de Garanhuns, é a indicação de Luiz Ribeiro, editor do Café Colombo: “Seu segundo livro, “a vida útil do fim do mundo” – assim mesmo, sem maiúsculas -, lançado em 2017, é uma dessas pérolas que temos a sorte de encontrar no mundo da literatura. Bastante influenciado por Raimundo Carrero, Clarice Lispector e Caio Fernando Abreu, Rocha nos presenteia com onze contos sobre os enigmas da existência. Em 2018, escrevi uma coluna sobre seu livro para o antigo portal do Café. Eis um trecho: “A dor, aliás, permeia a obra do começo até o fim, em formas e impressões bem diferentes: observamos a dor do nascimento, a dor de não ser quem se pretende ser, de estar só em um país que não o seu, a frustração da rotina e, por último, a dor e a estranheza da melancolia carnavalesca”. A entrevista com o escritor para o Café Colombo, veiculada em 2018, está disponível aqui.

Miró da Muribeca

Imagem: Priscila Buhr/Facebook

O poeta recifense João Flávio Cordeiro da Silva, conhecido como Miró da Muribeca, é a indicação da editora Sarah Coutinho. “Todos nós precisamos passar por uma experiência com esse poeta. Uma experiência de imersão em suas narrativas mesmo. Posso afirmar que ele é um dos principais poetas independentes da contemporaneidade e lembro-me exatamente do momento em que o conheci. Ele recitava a poesia: “Janela de ônibus” em um vídeo criado pela Asa Amiga Filmes, uma produtora de Recife. Para mim, Miró não é só texto. É alma, é interpretação, é sentido. Suas poesias transcendem as palavras, mexem com você e com os seus pensamentos. Talvez, em uma oportunidade de conversa com o mesmo, poderia até lhe dizer: Miró, você “[…] é danado pra colocar a gente pra pensar, ainda mais quando a viagem é longa.”

Pedro Irineu Neto

Imagem: Divulgação/Facebook

A repórter Anna Clara Oliveira indicou o escritor recifense que é fã dos clássicos da literatura. “Pedro Irineu Neto ganhou meu coração quando li seu primeiro livro “Pelas mãos das suas Amadas”. Ele concorreu ao prêmio Machado de Assis de Literatura, no ano de 2013. Entre os romances policiais escritos por Agatha Christie, Georges Simenon, Arthur Doyle e outros, o Pedro sempre será o que mais gosto”.

Cepe disponibiliza livros para download gratuito

Editora selecionou 14 títulos que podem ser acessados em plataformas como Amazon e Kobo


A Cepe (Companhia Editora de Pernambuco) liberou o download gratuito de 14 e-books de seu acervo. Até o dia 31 de março, os títulos, direcionados ao público adulto e infanto-juvenil, estarão disponíveis na Amazon, Apple, Kobo, Google Play Books e Livraria Cultura. O intuito é incentivar a leitura como atividade satisfatória e prazerosa nos dias atuais, marcados pela quarentena como forma de combate à transmissão do coronavírus.

Confira os títulos abaixo:

30 Entrevistas da revista Continente – Adriana Dória Matos (org.): “São trinta copos de chopp, são trinta homens sentados, trezentos desejos presos, trinta mil sonhos frustrados”, escreveu o poeta Carlos Pena Filho. Neste livro, são 30 entrevistas publicadas na revista Continente, selecionadas entre tantas outras, no intervalo de 10 anos. Aqui, o leitor terá o prazer do encontro com vozes potentes de artistas, músicos, cineastas, sociólogos, filósofos, entre outras ocupações nas áreas das Ciências Sociais e Humanas. Gente que, com suas ideias e experiências, é capaz de nos esclarecer e enternecer, a despeito das mudanças ocorridas, porque, assim como o poema de Carlos Pena, o que eles dizem desconhece limites de tempo e espaço.

Caminho áspero e outros poemas – Severino Filgueira: Normalmente associado à chamada Geração 65 da literatura pernambucana, Severino Filgueira é, na verdade, um poeta que escapa de classificações, que talvez se enquadrasse mais na famosa tradição de poetas “malditos”. Dono de uma dicção peculiar que, como fogo hermético, caminha entre o rigor formal e o mergulho libertário surrealista, sobrevoando o nonsense, é um poeta cujo perfil não convencional, beirando o enigmático, ajudou a construir em torno de si um grupo seleto, mas fiel, de admiradores e leitores. Caminho áspero e outros poemas é uma coletânea em que se percebem as múltiplas facetas deste artista singular, um grande esteta de formas fixas, em especial do soneto, gênero que ele renova em combinações desconcertantes, ao mesmo tempo em que explora o verso livre com maestria. “A linguagem é minha única armadura/ para assim merecer a deslembrança”, diz o poeta, e os antigos e novos leitores assim se vestem de poesia.

Os Casos Especiais de Osman Lins – Adriano Portela (org.): Nascido em Vitória de Santo Antão, Pernambuco, Osman Lins é autor de contos, romances, narrativas, ensaios e peças de teatro. O romance Avalovara (1973) é considerado sua obra-prima. No final da década de 1970, Osman Lins enveredou na aventura televisiva, escrevendo, roteirizando e adaptando para o programa Caso Especial, da Rede Globo, os episódios: A ilha no espaço, Quem era Shirley Temple? e Marcha Fúnebre. Estes são os invólucros de suas histórias, analisadas pelo crítico Adriano Portela em sua dissertação de mestrado – sob orientação da professora doutora Ermelinda Ferreira – e que agora propõe a reedição da obra osmaniana. Quarenta anos depois, o pesquisador, na oportunidade da publicação pela Cepe Editora, resgata os três roteiros finalizados pelo autor pernambucano; textos pouco conhecidos e divulgados, nos quais fica evidente a continuidade de sua incansável luta pela independência do país por meio do aprimoramento da capacidade crítica de seu povo.

Ficcionais – Scheneider Carpeggiani (org.): Organizado em comemoração aos cinco anos do suplemento Pernambuco, da Companhia Editora de Pernambuco, a obra reúne textos de 32 autores que colaboraram para a sessão “Bastidores”, falando sobre seus processos de criação, entre eles Rubens Figueiredo, conhecido tradutor do russo, a escritora de livros infantis Ana Maria Machado, o escritor e crítico literário José Castello, e outros.

O Filho das Viúvas – Pedro Veludo: A descoberta acidental de um livro num Sebo é o ponto de partida para esta história. Enquanto o texto relata a busca intensa de Catrônfilo, o protagonista, pela identidade da mãe, o narrador procura obsessivamente a identidade do autor do livro. Qual das quatro “mães” será a do protagonista e quem escreveu a história? A busca do autor passa a ser o mote da vida do narrador. Diversos enredos se desenvolvem e entrelaçam, neste livro, vencedor do Prêmio Cepe Nacional de Literatura de 2018, seguindo uma linha que tange o realismo mágico, levando a um surpreendente final.

O masscare da Granja São Bento – Luiz Felipe Campos: Num momento em que o Brasil revisita seu passado de histórico de luta e repressão através das Comissões de Verdade e Memória, O massacre na granja São Bento surge para nos lembrar de um dos muitos exemplos da violência brutal imposta aos militantes de oposição durante o período da ditadura. Na ocasião, seis componentes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) foram encontrados mortos na propriedade rural, em Pernambuco, com sinais claros de uma execução sumária. Este livro-reportagem e todo o seu trabalho de pesquisa tem a intenção de esclarecer o acontecimento, não no sentido de vingar suas vítimas, mas de manter o olhar no futuro e ajudar a fortalecer a democracia brasileira.

Mulher sob a influência de um algoritmo – Rita Isadora Pessoa: Uma mulher a cada página. Uma mulher como eu, uma mulher como você. Em Mulher sob a influência de um algoritmo, a autora percorre dezenas de possibilidades de existências femininas autônomas, relacionadas entre si ou arbitrárias, em busca de uma mulher que sempre escapa, fugidia. Nesse livro de poemas de Rita Isadora Pessoa, o algoritmo da linguagem tem a função de oráculo e a contingência dos números acompanha o gesto de desaparecimento de uma mulher que se recusa a ser escrita em linguagem java ou html. O livro foi vencedor da categoria Poesia na terceira edição do Prêmio Nacional Cepe de Literatura.

Os olhos de Diadorim e outros ensaios – Wander Melo Miranda: Neste conjunto de ensaios, o autor parte de uma indagação renovadora sobre as condições da própria crítica literária atual, a partir da qual testa hipóteses e soluções na tentativa de descrever e resolver impasses, reunindo textos dispersos, escritos e maturados em sua totalidade, no seu característico estilo dinâmico e enxuto que singulariza sua escrita.

Semblante: É de verdade ou de mentira? – Dulce Luna & Maria Teresa Padilha (orgs.): “Semblante: é de verdade ou de mentira?” reúne artigos que elaboram algumas questões teórico-clínicas dos autores com base no conceito lacaniano do semblante. O caminho escolhido pelos autores sobre as pontuações e conceituações essenciais a respeito do semblante, tanto na obra de Freud quanto na obra de Lacan, resultou em uma contribuição relevante, não só para os psicanalistas, mas para todos os nossos leitores que também se interessam pela Psicanálise.

Vácuos – Mbate Pedro: Em sete poemas que se alastram pelas 80 páginas do livro, Mbate Pedro empreende uma profunda busca de si mesmo, através da escrita. São poemas longos, que transportam cada leitor como sombras no vácuo, em uma leitura fluida, leve e ilimitada que passeia entre a dialética do amor e a morte, a perda e a vulnerabilidade, entre outros sentimentos e formas de sentir.

Contrato com Vampiros – Décio Teobaldo: Contrato com Vampiros retrata a curiosidade da personagem sobre a verdadeira identidade de um garoto que se apresenta como vampiro. No decorrer da história, a garota, ao lado de uma amiga, tenta descobrir se o jovem é o que realmente parece ser. Indicada principalmente para os amantes do sobrenatural, a obra foi escrita pelo mineiro Délcio Teobaldo e ganhou ilustrações do paraibano Shiko.

O Mar de Fiote – Mariângela Haddad: Vencedor do Concurso Cepe de Literatura Infantil e Juvenil/2011 na categoria Infantil. Ilustrado pela autora, fala de um menino que, com pai ausente e cercado de irmãs tagarelas, não consegue se expressar. Quando conhece um vizinho que o ajuda a sair de uma situação de conflito e lhe oferece um presente que lhe permite entrever o mar, sua personalidade começa finalmente a aflorar.

O menino mais estranho do mundo – Helder Herik: Curioso, inventivo e sonhador, Dário ama a natureza, cultiva a amizade de um sapo e é fascinado pelas letras do alfabeto. Em seu mundo de descobertas, fica feliz ao entender que é um poeta.

A valente princesa Valéria – João Paulo Vaz: A velha história do príncipe valente, que salva a loura donzela, é esquecida nesta obra, totalmente contrária à clichês, que obteve o segundo lugar juvenil no Concurso Cepe de Literatura Infantil e Juvenil de 2011. O autor homenageou as mulheres com a princesa corajosa, que vence bruxas e dragões e salva o príncipe da pasmaceira em que vivia. O ilustrador Laerte Silvino deu à obra um toque de HQ com humor.

Café Colombo indica: 10 livros para ler durante a quarentena

Autora: Laís Guedes
Coautora: Sarah Coutinho

Estreia da nova série da Café Colombo reúne as recomendações literárias da equipe


Para conter a pandemia do coronavírus, estamos passando mais tempo em casa. Por isso, colunistas e repórteres indicam alguns de seus livros favoritos na primeira edição do Café Colombo indica, que também abordará cinema, música e outras formas de arte. Confira a seleção abaixo:

Anjo Negro, de Nelson Rodrigues (1946)

Nova Fronteira, 2012

“”Ismael e Virgínia – ele negro, ela branca – parecem viver em desgraça: seus filhos morrem precocemente e de uma forma inexplicável”. Esse é o mote central para Anjo Negro, uma das peças mais polêmicas de Nelson Rodrigues, escrita em 1946 e montada, finalmente, em 1948, sob forte jugo da censura varguista. Nunca é demais descobrir e redescobrir um dos melhores escritores e dramaturgos do país”, define nosso editor Luiz Ribeiro.

Como a música ficou grátis, de Stephen Witt (2015)

Intrínseca, 2015

O jornalista Stephen Witt conta a história da música pirateada, desde os criadores do mp3, passando por uma fábrica de CDs e pelos grandes executivos da indústria da música. “A leitura é essencial para quem se interessa pela história da música e da internet, além de ser construída como uma trama divertida e envolvente”, comenta a repórter Laís Guedes.

O Conde de Monte-Cristo, de Alexandre Dumas (1844)

Clássicos Zahar, 2012

A trama narra as aventuras de Edmond Dantés, que é preso injustamente e busca vingança após dar a volta por cima. Para a colunista Thamara Amorim, “não há melhor hora para ler um livro de mais de 1000 páginas! Ainda que haja certa inquietação em estar de frente para um calhamaço de tamanho peso, a autoria de Dumas garante um romance completo, dos mais novelescos, sem jamais deixar de ser filosófico e esteticamente agradável. Os personagens, apesar de muitos, são extremamente bem construídos e há vários diálogos ímpares: o resultado disso é uma narrativa bastante imersiva e as inúmeras reviravoltas prendem o leitor até a última (memorável!) linha, a despeito do número de páginas. Perfeito para esses dias de tanta ansiedade! De fato, um livro para rir e chorar, além de ser, sem dúvidas, um dos maiores clássicos da literatura.”

Homo Deus: Uma breve história do amanhã, de Yuval Noah Harari (2015)

Companhia das Letras, 2015

Ciência, história e filosofia são componentes essenciais para entendermos a humanidade e os seus preceitos. O autor Harari foi indicado pela segunda vez dentro da nossa equipe e, dessa vez, pela colunista Ana Karoline Nascimento. “Homo Deus é permeado por muitas referências históricas, literárias e culturais. É de onde surgem muitas de suas indagações, porque dialogam com o mundo real e o passado ao invés de especular tão livremente, a ponto de parecer um mero devaneio. Harari parece estar bem mais preocupado em procurar entender as condições históricas do desenvolvimento humano futuro do que em propor um modelo de substituição do homem pela tecnologia”, afirma.

Maus, de Art Spiegelman (1986)

Quadrinhos na Cia., 2005

A graphic novel narra a história de Vladek Spiegelman, pai do autor, polonês sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz. “Um experiência de leitura incrível. Foi um dos melhores quadrinhos que tive a oportunidade de ler. Me arrematou desde o início. A história é 100% baseada na vivência e no relato do autor e, isso, por si só, torna a narrativa mais densa. Aprendi muito. Acredito que é uma leitura necessária e precisa para entendermos o contexto de épocas ditatoriais, como é o caso do livro, e para fazermos reflexões a respeito da dignidade humana em tempos obscuros, sejam eles recentes ou não”, analisa a editora Sarah Coutinho.

Memórias do Subsolo, de Fiódor Dostoiévski (1864)

Editora 34, 2009

O clássico do escritor russo apresenta um homem irônico e recluso que vive no subsolo e deprecia várias personalidades do seu século, pessoas que convive e a si mesmo. O colunista Thiago Henrique Muniz fala mais sobre sua indicação:  “Na primeira parte, o livro expõe uma prosa subjetiva, como se o personagem vomitasse seu pensamento e suas inquietações a respeito das ideias e teorias que predominam no em sua época, sejam filosóficas, políticas ou sociais. Ele coloca a si mesmo como um intelectual decadente, fruto dessa sociedade da decadência, e se autointitula “um camundongo de consciência amplificada”. Na segunda, o personagem narra os episódios de sua vida, esse homem paradoxal, como ele mesmo se diz. Aqui, todas aquelas teorias discutidas, e posturas frutos de zombarias irônicas, são expostas em forma de ações e situações vividas em seu passado. Um excelente, e curto, livro para se ler na quarentena, de um homem que vive um isolamento autoimposto.”

Pela Mão de Alice, de Boaventura de Sousa Santos (1994)

Almedina, 2013

Uma recomendação da nossa repórter Anna Clara, em Pela Mão de Alice, o professor Boaventura de Sousa analisa as questões mais ínfimas e as problemáticas da pós-modernidade. “É um livro que fala sobre os diferentes modos básicos de viver em sociedade em meio aos processos de transformações sociais. Na minha opinião, o livro faz uma breve leitura da sociedade que estamos inseridos e dos momentos que estamos vivendo. O livro trás temáticas como solidariedade, democracia, comércio justo, preservação ambiental, direitos humanos e outros temas importantes. É um livro pra aprender e crescer, como pessoa mesmo”, acredita. 

A Revolução dos Bichos, de George Orwell (1945)

Companhia das Letras, 2007

A fábula satírica conta a história da revolução dos animais contra as formas de exploração causadas pelo Sr. Jones e sua família. Porém, os mandamentos iniciais da Revolução acabam se perdendo e os porcos acabam tomando o lugar de opressor, que antes era humano. A repórter Dayane Jeniffer pontua: “O livro trás de forma lúdica uma abordagem sobre a Revolução Russa, a partir de uma metáfora muito bem conectada, envolvente e simplória. Além de mostrar como que rapidamente podemos ser traídos pelos nossos próprios ideais, uma vez que eles fundamentam o nosso ponto de vista e podem acabar nos fazendo seguir princípios alienadores. A Revolução dos Bichos ainda nos faz refletir sobre como pequenas coisas podem agravar um cenário político e como os dois lados da mesma moeda, ainda são parte da mesma moeda.”

Sapiens: Uma breve história da humanidade, de Yuval Noah Harari (2011)

L&PM, 2015

Nosso colunista Gabriel Vila Nova indica Sapiens: uma breve história da humanidade, de Yuval Noah Harari. “Foi um dos melhores livros que li em 2019. De fato é um livro sobre a história do Homem sob um olhar bem científico, mas a leitura é bem fluida e dinâmica, e analisa a história a partir de um olhar crítico. Leitura muito gostosa e ao mesmo tempo nos faz questionar sobre o Homem e o universo ao redor dele”, pontua.

Tia Julia e o Escrevinhador, de Mario Vargas Llosa (1977)

Alfaguara, 2007

Vencedor do do Nobel de Literatura, Vargas Llosa apresenta um romance cheio de nuances e contradições. Tia Júlia e o escrevinhador transita no Peru, na Lima dos anos 1950 onde um jovem aspirante a escritor vive duas experiências que determinam seu destino: a primeira é o contato com o escritor Pedro Camacho; a segunda é o encontro com sua tia Júlia. “Grande livro! Passeia sutilmente pelo mais íntimo do humano. Atitudes e acontecimentos vão expondo a dubiedade  das relações humanas, as trocas e acordos sociais, com um leve toque de crueza”, comenta nosso editor Dyego Mendes.

Paulo Freire é intitulado patrono da educação de Pernambuco

Freire detém legado de obras e método inovadores e reconhecidos em todo o mundo


Foto: Reprodução/Instituto Paulo Freire

Paulo Freire, filósofo e educador pernambucano, foi designado patrono da educação do estado por meio de lei assinada na segunda (16) pelo governador Paulo Câmara. O projeto foi apresentado pelo deputado Professor Paulo Dutra (PSB) no início do mês.

O pedagogo é considerado um dos mais importantes do mundo, devido ao seu método educacional que buscava aproximar o conteúdo acadêmico à realidade dos estudantes. Sua obra Pedagogia do Oprimido, escrita em 1968, foi considerada a terceira mais citada em trabalhos acadêmicos da área de humanidades.

Marcelino Freire, pernambucano vencedor do prêmio Jabuti, ministrará oficina de escrita em Garanhuns. Imagem: Reprodução/Jorge Filholini

Nota: Laboratório de Autoria Literária é cancelado

Na manhã de hoje, o Sesc Pernambuco confirmou por meio do Instagram o cancelamento do evento que ocorreria na quinta-feira (19), como medida preventiva ao contágio do COVID-19. Voltaremos com mais informações a qualquer momento.

Equipe Café Colombo

Marcelino Freire, pernambucano vencedor do prêmio Jabuti, ministrará oficina de escrita em Garanhuns. Imagem: Reprodução/Jorge Filholini

Laboratório de Autoria Literária é oferecido em Garanhuns

Nova edição contará com a presença do escritor Marcelino Freire, vencedor do prêmio Jabuti, e do músico garanhuense Alexandre Revoredo


Marcelino Freire, pernambucano vencedor do prêmio Jabuti, ministrará oficina de escrita em Garanhuns. Imagem: Reprodução/Jorge Filholini

Na próxima quinta-feira (19), Garanhuns receberá o Laboratório de Autoria Literária, evento promovido pelo Sesc (Serviço Social do Comércio). Duas etapas serão oferecidas: a primeira é a oficina de escrita oferecida pelo escritor Marcelino Freire, às 14h; às 20h, ele e o músico, compositor e poeta Alexandre Revoredo estarão na roda de conversa A Voz do Autor, com o tema Letra e Música.

As inscrições para a oficina vão até a quinta e custam R$ 20 para associados e R$ 40 para o público geral. O workshop será realizado no Centro de Produção Cultural, Tecnologia e Negócios (CPC) do Sesc Garanhuns, localizado na Rua Manoel Clemente, 136.

Conheça obra de Wilton de Souza, artista plástico pernambucano

Versatilidade é marca do recifense, morto aos 87 anos no último domingo (8)


O multiartista deixou imenso legado nas artes plásticas e visuais. Imagem: Maíra Gamarra/Divulgação

Wilton de Souza colecionou inúmeros talentos ao longo de sua experiência nas artes. Desde a pintura e escultura à cenografia e crônica de arte, sua obra se faz presente em mais de mil peças que estão espalhadas pelo Brasil e em outros países, como França, Argentina e Holanda.  Falecido no domingo (8) em decorrência do agravamento do quadro de isquemia pulmonar, Wilton deixa a esposa, Tânia Trindade Souza, quatro filhos e dez netos, além do legado inestimável para a arte pernambucana.

O artista capturava cenas do cotidiano e de festas populares. Imagem: Reprodução

Nascido em 1933, passou a atuar na cena local a partir dos anos 1950, período no qual fez parte da fundação do Ateliê Coletivo e do Clube de Gravura do Recife. Um dos expoentes da arte moderna pernambucana, foi membro da Academia de Artes e Letras no Recife e da Academia de Letras e Artes do Nordeste Brasileiro.

Wilton também trabalhou como ilustrador e designer na Editora Universitária e na Fábrica de Discos Rozenblit. Entre os livros, trabalhou nas capas de livros como Alma Boêmia, de Geraldo Granja Falcão, Viva o Cordão Encarnado, de Luiz Marinho, e Oliveira Lima, Dom Quixote Gordo, de Gilberto Freyre. Já nos LPs, estampava a essência e o ritmo do frevo. E foi na loja de móveis mantida pela Rozenblit que Souza começou a atuar como decorador, área em que também ganhou destaque.

Wilton também ilustrou livros da Editora Universitária. Imagem: Reprodução

Além disso, o multiartista se destacou também como gestor, sendo criador da Galeria Itinerário em 1979, vice-presidente da Escolinha de Arte do Recife em 1987 e diretor do Museu Murillo la Greca de 1987 a 1996. Dirigiu também a Galeria Metropolitana de Arte Aloísio Magalhães (atual Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, MAMAM) entre 1981 e 1987, onde trabalhou até seus últimos dias. 

Funcultura oferece capacitação a candidatos ao edital deste ano

O curso busca facilitar a elaboração de propostas culturais para concorrer ao recurso por meio de seleção pública

Programação divulgada pela Secretaria de Cultura inclui municípios de todas as regiões. Imagem: Costa Neto/Secult-PE.

 

Nesta semana será iniciado o Ciclo de Capacitação do Funcultura Geral e da Música, curso gratuito ofertado em diversas cidades do interior de Pernambuco. Não é necessária inscrição. A primeira rodada será realizada em Surubim, no dia 11, e a última em Petrolândia, no dia 25. A programação completa está disponível no final da matéria.

Destinado a artistas e produtores culturais, o Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura) tem como objetivo financiar projetos artísticos e culturais do estado. O ciclo, que ocorre em várias localidades, tem o intuito de regionalizar o acesso ao recurso para os realizadores culturais.

Confira a programação:

Surubim – 11 e 12/3

Centro Cultural Dr. José Nivaldo (Rua Cônego Benigno Lira, 197, Centro)

São Benedito do Sul – 16 e 17/3

Prefeitura Municipal de São Benedito do Sul – Sala da Cultura e Turismo (Rua Dr José Mariano, 218, Centro)

Santa Maria da Boa Vista – 16 e 17/3

Centro Comunitário (Rua Cardeal Arcoverde, S/N, Senador Nilo Cordeiro – Antiga Casa das Freiras)

São José da Coroa Grande – 18 e 19/3

CAEC (Rua Antônio Mendes, s/n)

Salgueiro – 18 e 19/3

Auditório do CVT – Centro de Vocação Técnica (Rua Ana Nunes de Carvalho Barros, ao lado do Museu Levino Nunes de Alencar Barros)

Aliança – 20 e 21/3

Auditório do colégio UEPA (Av. Dr. Genésio Gomes de Morais)

Petrolândia – 24 e 25/3

Centro Cultural (Av. dos Três Poderes, Centro)