Sarah Coutinho

Graduanda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Pernambuco, Campus Agreste. Aspirante das palavras e pela escrita, tenho o desejo de trabalhar com jornalismo.

Café Colombo Indica: 7 álbuns para ouvir na quarentena

Produção das imagens: Laís Guedes

A equipe recomenda artistas de Cida Moreira à Alexandre Revoredo


Do samba ao Manguebeat, da dramaturgia voraz à cena independente pernambucana, a segunda lista do Café Colombo indica é voltada ao âmbito musical e reúne álbuns de artistas nacionais e estrangeiros espalhados pelo mundo. Confira as indicações:

Abolerado Blues
(Cida Moreira, 1983)

Dist. Lira Paulistana/Continental

A indicação do nosso editor e colunista Luiz Ribeiro é Cida Moreira. “Abolerado Blues é um disco de 1983, da cantora, compositora, pianista, atriz e dramaturga Cida Moreira. Conhecida por uma obra consistente e por uma performance crua e sincera, que não deixa nada a desejar a nomes que vão de Belchior à Chavela Vargas e Edith Piaf, Moreira lança, com o “Blues”, o seu LP mais bem gravado e coeso: dele, vale a pena destacar “Surabaya Johnny”, faixa de abertura que marca o seu trabalho como tradutora do dramaturgo alemão Bertolt Brecht e precede o “Cida Moreira Interpreta Brecht”, de 1988; e “Traçado”, de Tico Terpins e Zé Rodrix: com sua letra dramática e nostálgica, introdução e andamento jazzísticos, toma como música incidental “Take Five”, do saxofonista Paul Desmond. Um dos melhores álbuns dos anos 1980, “Abolerado Blues” segue, apesar do seu apelo impavidamente pop, desconhecido do grande público”, comenta. 

Caixinha de Música
(Vanessa da Mata, 2017) 

Dist. Sony Music

Do romântico ao sofisticado, o álbum indicado por nossa editora Sarah Coutinho, “Caixinha de música”, lançado em 2017, da escritora, compositora e cantora brasileira Vanessa da Mata reúne alguns dos seus maiores sucessos: Amado, Segue o Som, Boa sorte/Good Luck e Vermelho. Além dos Hits, as composições Gente feliz e Caixinha de Música incorporam à singularidade ao restante das outras faixas. “Fui ao show dessa grande artista no Festival de Inverno de Garanhuns. O disco, na época, estava saindo do forno. A nova roupagem dada à ‘Vá para o Inferno com o seu amor’, música gravada por José Rico e Milionário e também por Chitãozinho e Xororó, reflete o brilhantismo presente no disco. Todas as músicas, as novas e as mais antigas, possuem um toque especial “à la Vanessa”. Vale a pena dar uma conferida!”, pontua.

Carnaval na Obra 
(Mundo Livre S/A, 1998)

Dist. Abril Music

A banda recifense Mundo Livre S/A formada por Fred Zero Quatro, Pedro Diniz, Xef Tony, Léo D e Pedro Santana, publica o disco “Carnaval na Obra” em 1998. Disco de teor político, com problemáticas vívidas e recentes referentes ao Brasil e aos seus preconceitos, também representa um ponto de transição entre o analógico para o digital na época. A indicação é da repórter Laís Guedes, que afirma: “Em Carnaval na Obra, meu álbum favorito da icônica banda pernambucana, encontramos a mistura de ritmos e a originalidade do manguebeat aliados à temáticas sociais da conturbada década de 1990. Entre hits, experimentalismo e discussões acerca da globalização e da tecnologia, o álbum é uma joia rara da música brasileira.”

Desempena
(Almério, 2017)

Dist. Biscoito Fino

Lançado em 2017, o disco Desempena foi vencedor do Prêmio Música Brasileira  em 2018 e é a recomendação da nossa repórter Dayane Jeniffer. “O segundo álbum do cantor e compositor Almério é a descoberta da melancolia com tons de saudade. O disco vem de forma bruta, como um sentimento incubado que precisa ser descoberto e demonstrado, já na primeira música título do álbum.” A respeito da intensidade das emoções do cantor no disco, Dayane pontua: “Almério mergulha com um violão forte e com uma voz potente que nos força a se identificar em várias canções, entre elas, e a minha preferida, a faixa Segredo. O álbum também é recheado da produção e dos toques do baixo de Juliano Holanda e composição de Isabela Moraes e Valdir Santos.”

Matriz  
(Pitty, 2019) 

Dist. DeckDisc

Pitty se reconecta às origens para celebrar a metamorfose em “Matriz”, álbum lançado em 2019. Indicação da nossa colunista Ana Karoline Nascimento, ela diz que “a cantora baiana abre as portas para uma nova fase que pode soar distante para alguns, mas cristaliza algo que fez parte de toda sua carreira: a coerência mesmo na hora de arriscar”, e finaliza “Pitty voltou-se à Bahia e às suas convicções para fazer algo que sempre deixou claro que é tão forte: a vontade de mostrar coisas novas ao seu público. O álbum conta com participações de outros artistas como Baiana System, Larissa Luz e Lazzo Matumbi, além de um lindo cover da banda Maglore.”

Quando o Canto é Reza
(Roberta Sá e Trio Madeira Brasil, 2010)

Dist. Universal Music Group

Lançado em 2010, “Quando o Canto é Reza é resultado da imersão de Roberta Sá e do Trio Madeira Brasil na obra do cantador e compositor baiano Roque Ferreira. Do recôncavo baiano, Roque é considerado um dos grandes mestres atuais do samba-de-roda. Com uma musicalidade madura, o álbum contempla referências do coco, ijexá e ritmos afro-brasileiros. Além disso, conta com uma atmosfera que muito se assemelha a do grandioso Caymmi, aquela da Bahia de todos os santos. Potente, o álbum nós traz narrativas do amor e de uma cultura que nos é muito íntima – ou ao menos deveria. Sons e imagens que passeiam pelo imaginário de uma possível cultura brasileira”, pontua nosso editor e colunista Dyego Mendes. 

Revoredo
(Alexandre Revoredo, 2020)

Dist. Tratore

O disco acabado de sair do forno para o mundo: Revoredo, é a indicação do nosso colunista Gabriel Vila Nova. “O álbum “Revoredo”, de Alexandre Revoredo, lançado na última sexta-feira (27) é uma bela rima entre a poesia e a música. O artista, que é de Garanhuns, já pode ser considerado um veterano no universo das artes. O álbum é o passo (de pé direito) em sua carreira solo. O disco é repleto de delicadeza e poder e tem produção musical de Juliano Holanda, outro músico e poeta envolvido na produção musical de outros belos trabalhos da música popular pernambucana. O disco ainda conta com a participação de Stephany Metódio, Jr. Black, Rubi, Antônio Marinho e Gabi da Pele Preta”, destaca. 

Curtiu a lista? A equipe do Café Colombo produziu uma playlist, exclusivamente, para você com algumas músicas dos nossos discos selecionados. Aproveita! Clica no nome “playlist” e se delicie!

11° edição do Prêmio Pipa divulga os indicados à premiação a partir de segunda-feira

70 artistas brasileiros já foram selecionados pelo Comitê de Indicação para participar da premiação


Imagem: Divulgação.

A partir de segunda-feira (30) até o dia 03 de abril, o resultado dos artistas indicados à 11° edição do Prêmio PIPA serão divulgados. Durante a semana serão anunciados os 70 artistas indicados à premiação em três boletins diários que sairão às 10h, 14h e às 18h. Ontem (29), também foram divulgados os 26 membros que participarão do Comitê de Indicação. Entre eles, destacam-se curadores, críticos, artistas, colecionadores e galeristas com formação em arte contemporânea. Desde nomes como a crítica e curadora de Brasília Ana Cândida de Avelar, a colecionadora francesa Sandra Hegedüs até o artista carioca Matias Mesquita farão parte dessa bancada. 

Os competidores escolhidos pelo Comitê concorrerão em duas áreas: o Prêmio PIPA que beneficia quatro finalistas com um valor de R$ 30.000 (trinta mil reais) cada. Além dos trinta mil ganhos, o vencedor será contemplado com mais 30 mil reais adicionais para o desenvolvimento de um projeto seu dentro do Instituto PIPA. Já o vencedor do Prêmio PIPA Online, receberá uma premiação de R$ 15.000 (quinze mil reais). Vale ressaltar que o mesmo artista pode vencer em ambas premiações.

O Instituto PIPA é responsável pela criação da premiação surge com o intuito de promover o estímulo à produção e à divulgação da arte contemporânea no Brasil. Um dos prêmios mais relevantes no campo das artes visuais é voltado aos artistas brasileiros com mais de 15 anos de carreira. Enquanto a isso, o Instituto pontua “Premiar e consagrar artistas já conhecidos no mercado de arte brasileiro que vêm se destacando por seus trabalhos. O Prêmio PIPA não busca descobrir novos talentos totalmente desconhecidos. É uma premiação.”

Segue o cronograma da próxima semana:
(Dados disponibilizados pelo site do Prêmio PIPA 2020)

* 30 de março a 03 de abril – Boletins dos artistas indicados
* 19 de junho – Anúncio dos finalistas
* 26 de julho a 02 de agosto – 1º turno PIPA Online
* 16 de agosto a 23 de agosto –  2º turno PIPA Online
* 24 de agosto – Anúncio do Vencedor do PIPA Online 2020
* 12 de setembro – Abertura da Exposição do PIPA 2020  no Paço Imperial, Centro, Rio de Janeiro
* 25 de setembro – Anúncio do Júri de Premiação
* 06 de novembro –  Anúncio do vencedor do Prêmio PIPA 2020
* 14 de novembro – Lançamento do catálogo
* 15 de novembro –  Término da exposição

Após a divulgação dos resultados, os artistas selecionados e interessados devem anexar o material completo solicitado pela coordenação endereçado ao e-mail: premiopipa@premiopipa.com e, para mais informações, acesse o site do Prêmio: https://www.premiopipa.com/


Festival “Palco em Casa” é promovido por grupo de turismo em Pernambuco

O grupo de turismo pernambucano, o Descubra Pernambuco, realiza nos dias 27 e 29 apresentações de fomentação cultural 


Artistas pernambucanos se apresentam durante as noites do evento. Imagem: Divulgação.

Nos dias 27 a 29 de março, das 19h às 23h, o Festival Palco em Casa marcará presença nas telas dos internautas. O evento receberá convidados diversos desde o forró “pegado” da cantora Elba Ramalho até o forró pé de serra do cantor Santanna, O cantador durante as transmissões ao vivo e gratuitas. O conjunto instrumental Quinteto Violado e a compositora Nena Queiroga também estarão presentes nesse encontro. 

A iniciativa do grupo governamental Descubra Pernambuco, com o festival, tem como finalidade dar destaque a importância e a valorização dos artistas pernambucanos. E para além disso, em períodos de cancelamento constante dos eventos culturais no Brasil devido o aumento e as precauções com o vírus COVID-19, o Coronavírus, promover apresentações de incentivo à produção artística torna-se essencial. 

Nota: Segunda exibição do filme Palavras de rua é cancelada temporariamente


Um dos diretores do filme, Léo Batista, divulgou uma nota por volta das 14h50 que em decorrência das complicações do vírus COVID-19, o coronavírus, a exibição do longa que ocorreria nos dias 18 e 25 foi cancelada. Caso haja a possibilidade de retorno do evento, o Café Colombo noticiará as novas informações.

Abraço,

Equipe Café Colombo.

Palavras de Rua já tem data marcada para sua segunda exibição em Caruaru

O elenco e a direção do longa discutirão sobre a experiência do filme e as questões que o envolvem 


O ator Gilson Alves precisou passar por um processo de imersão dentro da realidade de um morador de rua para o personagem. Foto: Divulgação.


Nos dias 18 e 25 (duas quartas-feiras),“Palavras de Rua”, filme gravado em Caruaru e dirigido por Paula Monteiro e Léo Batista, também produtor do longa, será exibido  no teatro Rui Limeira Rosal, às 19h30. Uma conversa com Gilson Alves, Ed Gomes, Erika Vasconcelos e Nando Silva, elenco do filme, e com a direção será realizada. Além disso, os processos iniciais desde a montagem à execução do filme vão ser discutidos.  

O filme homônimo do livro do autor carioca Felipe Saraiça lançado em 2017 no Rio de Janeiro conta a história do morador de rua, João, interpretado pelo autor Gilson Alves, e os seus desafios enfrentados diariamente. Invisibilidade, sensibilidade e realidade podem ser encontradas no longa-metragem que tem o objetivo de trazer essa pauta à tona. A segunda exibição do “Palavras de Rua” também será voltada para a campanha de arrecadação de alimentos não perecíveis para as pessoas em estado de vulnerabilidade social. 

Ação em homenagem ao dia mundial da mulher é realizada em Caruaru

Por Anna Clara e Sarah Coutinho

Organizado pela primeira vez, o Estação Mulher movimenta a Estação Ferroviária com reflexões e atividades de lazer ligadas ao empoderamento feminino


Mariana Teles recita poesia com teor de protesto antes da entrada das repentistas. Imagem: Anna Clara.

O evento “Estação Mulher”, uma iniciativa organizada pela Prefeitura de Caruaru, foi realizado neste domingo (8) na Estação Ferroviária. A comemoração foi em homenagem ao dia internacional da mulher, o 8 de março. O momento foi voltado às mulheres e contou com exposições de artes plásticas, shows, rodas de capoeira, apresentações de danças, poetas e repentistas no Palco Itinerante, além de uma feirinha dedicada ao empreendedorismo feminino.

Para a artesã do barro Cleonice Otilia, conhecida popularmente por Nicinha, é a primeira vez que um evento foi criado com o enfoque direcionado à mulher. Ela destacou a importância de sermos lembradas todos os dias para além dessa data comemorativa. Outro destaque no evento foi a poetisa do Sertão do Pajeú Mariana Teles, que em sua fala enfatizou a relevância da mulher dentro do âmbito cultural apesar das dificuldades (misóginas, salariais, acúmulo de funções) de se estar inserida dentro dele.

A secretária de políticas para mulheres Juliana Gouveia esteve presente no Estação Mulher e levantou reflexões a respeito da representatividade feminina. Em sua fala, ela reafirma o empoderamento e o lugar da mulher nos mais diversos segmentos da sociedade, sejam eles privados ou públicos, institucionais ou comunitários. 

Espaços direcionados à saúde e ao bem-estar da mulher, entre eles, estandes com atendimento farmacêutico, vacinação, tratamento odontológico, prevenção ao câncer de mama e massagens estiveram abertos ao público durante toda a ação. A população poderia utilizar de todos os recursos oferecidos gratuitamente para o relaxamento pessoal.