Café Colombo indica: 6 escritores pernambucanos que você precisa conhecer

Equipe do site traz novas indicações literárias de clássicos e contemporâneos.

Para encerrar nossa semana de literatura, o Café Colombo reuniu uma seleção de escritores, entre clássicos e contemporâneos, de poetas a jornalistas. Confira abaixo:

Fabiana Moraes

fabiana moraes
Imagem: Reprodução

Fabiana Moraes, jornalista, escritora e professora universitária, é indicação de nossa editora de vídeos Bianca Torres. “Fabiana possui um olhar único ao observar o nosso estado, nossa nação. Sua preocupação de fugir dos estereótipos regionalistas é sua principal marca, sempre se esforçando para mostrar que nossa visão acaba sendo rasa comparada ao conteúdo imensurável que temos no Sertão, por exemplo.”

Os Sertões, publicado em 2010, é a indicação de Bianca, que comenta: “Nesse livro-reportagem, ela revisita Os Sertões de Euclides da Cunha, indo além e nos mostrando personagens que uma vez nunca passariam percebidos na nossa mente antes recheada de estereótipos. A leitura é extremamente necessária para abrir os horizontes da nossa mente, escapando de qualquer tentativa de caracterizar uma narrativa que a mídia padronizada sempre busca dentro do sertão. A escrita de Fabiana também é algo que nos prende, nos cativa e nos instiga a ir para a próxima página rapidamente. Ao ler suas palavras e analisar as fotografias de Alexandre Severo e Heudes Régis, você é convidado a viajar pelas estradas alaranjadas em suas companhias. Os Sertões é uma aula excepcional na qual todos deveriam ter uma vez na vida.”

Helder Herik

helder herik
“Não sei 
mas adivinho 
 se não existe 
 invento 
 se chover 
 eu sol” 
Hh
Imagem: Acervo pessoal

Poeta, autor de livros infantis e professor, Helder Herik é a indicação de Hellen Gouveia, social media do Café. “O conheci em aulas de filosofia e logo conheci seus poemas, em Garanhuns, interior do Agreste. Helder e sua barba, que marca seu visual característico e suas frases e aforismos, levam a mente à diferentes pontos de inflexão. O autor é minha indicação, juntamente com seu sexto livro, ‘A loucura como estratégia de sobrevivência’, ilustrado por Lorrayne Johanson, que tem previsão de lançamento para o 2° semestre de 2020.” 

Sobre sua nova obra, Helder comentou: “São textos que exaltam a loucura libertadora de artistas rebeldes e pensadores livres. Os textos mais reflexivos têm influência em Erasmo de Roterdã com o seu Elogio da loucura. Já os textos mais humorados trazem a influência da Bíblia do caos, do Millôr Fernandes.” Seu livro O menino mais estranho do mundo está disponível para download gratuito.


Manuel Bandeira

manuel bandeira
Imagem: Reprodução

“Manuel Bandeira é um dentre os tantos escritores que marcaram a literatura brasileira, tendo ocupado a cadeira de número 24 da Academia Brasileira de Letras. É Recifense e sua infância na capital pernambucana é algo bastante presente na sua poesia, o que também permeia sua obra de certa melancolia. Embora seja visto como figura importante no modernismo e na Semana de Arte Moderna de 22, discordava da atitude de rejeição generalizada à literatura mais clássica. Portanto não desprezou o soneto, nem a rima, embora também tenha tomado como forma poética o verso livre e a linguagem do cotidiano.”

A indicação é do colunista Gabriel Vila Nova, que também acrescenta: “Além do lirismo, da melancolia e da sensualidade de seus versos, o que gosto de Bandeira é que não se restringiu a um só movimento poético. Sua obra tem influências simbolistas e até românticas, mas também modernas e livres. Ele transitou entre a originalidade moderna e a métrica lírica, entre o cotidiano irônico e o passado melancólico. Ao meu ver, um poeta completo, diverso e único.”

Matheus Rocha

matheus rocha
Imagem: Reprodução/Facebook

“Nascer é outro modo de Ulisses enfurecer Polifemo: também aqui, Ninguém cegou um mundo inteiro. Era ninguém, e era desesperador ser ninguém: sem rosto, só grito”. Matheus Rocha, escritor natural de Garanhuns, é a indicação de Luiz Ribeiro, editor do Café Colombo: “Seu segundo livro, “a vida útil do fim do mundo” – assim mesmo, sem maiúsculas -, lançado em 2017, é uma dessas pérolas que temos a sorte de encontrar no mundo da literatura.

Bastante influenciado por Raimundo Carrero, Clarice Lispector e Caio Fernando Abreu, Rocha nos presenteia com onze contos sobre os enigmas da existência. Em 2018, escrevi uma coluna sobre seu livro para o antigo portal do Café. Eis um trecho: “A dor, aliás, permeia a obra do começo até o fim, em formas e impressões bem diferentes: observamos a dor do nascimento, a dor de não ser quem se pretende ser, de estar só em um país que não o seu, a frustração da rotina e, por último, a dor e a estranheza da melancolia carnavalesca”. A entrevista com o escritor para o Café Colombo, veiculada em 2018, está disponível aqui.

Miró da Muribeca

miró da muribeca
Imagem: Priscila Buhr/Facebook

O poeta recifense João Flávio Cordeiro da Silva, conhecido como Miró da Muribeca, é a indicação da editora Sarah Coutinho. “Todos nós precisamos passar por uma experiência com esse poeta. Uma experiência de imersão em suas narrativas mesmo. Posso afirmar que ele é um dos principais poetas independentes da contemporaneidade e lembro-me exatamente do momento em que o conheci. Ele recitava a poesia: “Janela de ônibus” em um vídeo criado pela Asa Amiga Filmes, uma produtora de Recife. Para mim, Miró não é só texto. É alma, é interpretação, é sentido. Suas poesias transcendem as palavras, mexem com você e com os seus pensamentos. Talvez, em uma oportunidade de conversa com o mesmo, poderia até lhe dizer: Miró, você “[…] é danado pra colocar a gente pra pensar, ainda mais quando a viagem é longa.”

Pedro Irineu Neto

Imagem: Divulgação/Facebook

A repórter Anna Clara Oliveira indicou o escritor recifense que é fã dos clássicos da literatura. “Pedro Irineu Neto ganhou meu coração quando li seu primeiro livro “Pelas mãos das suas Amadas”. Ele concorreu ao prêmio Machado de Assis de Literatura, no ano de 2013. Entre os romances policiais escritos por Agatha Christie, Georges Simenon, Arthur Doyle e outros, o Pedro sempre será o que mais gosto”.

miró da muribeca

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