Café Colombo Indica: 6 filmes que você precisa assistir

Preparamos uma lista com recomendações de que vão do gênero dramático à comédia para te auxiliar nesse momento de isolamento social. Confira as indicações!

A lista de filme se adapta a vários gêneros com obras brasileiras à francesas

Nós, da equipe do Café Colombo, somos como você e também passamos horas para escolher um filme. Pensando nisso, preparamos uma lista com recomendações de que vão do gênero dramático à comédia para te auxiliar nesse momento de isolamento social. Confira as indicações:

A Cidade onde Envelheço (Marília Rocha, 2016)


O filme que traz as deleitações e as aflições das mudanças, além  da vivência longe de casa é a indicação da nossa editora e repórter Sarah Coutinho. “A Cidade Onde Envelheço”, para Sarah, é uma das melhores narrativas  já assistidas por ela. “Quando nos referimos à temática de pertencimento dentro de um contexto marcado por conexões entre as pessoas e, principalmente, a identificação entre o sujeito (o eu) e o externo; o mundo – o longa consegue reunir todos esses aspectos em torno de uma narrativa deliciosa, delicada, incisiva e poética”,menciona.

Clímax (Gaspar Noé, 2018)

Essa é a indicação da repórter Dayanne Jeniffer. O filme conta a história de um grupo de dançarinos urbanos que se isolam em um internato e ensaiam  para uma apresentação. Na festa de comemoração do término dos ensaios, acontece o uso de drogas e muitos dos dançarinos se veem no inferno enquanto outros passeiam pelo paraíso. “O filme é profunda loucura e admiração. Ele nos diverte nos primeiros trinta minutos com os ensaios de dança (principalmente, se você gosta de observar esses tipos de apresentação). Na segunda  parte do longa, você mergulha nas inúmeras conversas dos dançarinos sobre os ciúmes e as dores dos dançarinos. Os diálogos engatilham para o último “ato” que se desenvolve a partir de um plano sequência marcado pela euforia, perturbação e animação. Os nossos sentidos se perdem no conjunto de vários sentimentos que vão sendo levados através da câmera e do som. Em uma hora e trinta e sete minutos, mergulhamos em beleza e em ódio, nos colocando, de fato, em um mix de climaxes. Isso torna a narrativa muito mais interessante e instigante”, diz a repórter.

Jovens, Loucos e Rebeldes (Richard Linklater, 1993)

A repórter Laís Guedes optou por indicar o segundo filme do diretor de Boyhood (2014) e Escola de Rock (2003), “Jovens, loucos e rebeldes”. Laís menciona que, é um dos maiores clássicos dos filmes de colegial. “Dazed and Confused é divertido e despretensioso, perfeito para os dias de tanta tensão que vivemos. Podemos ver jovens atores como Matthew McConaughey, Mila Jovovich e Ben Affleck em ascensão, além da evolução do próprio Linklater, responsável pela fluidez dos diálogos e da narrativa, que é um retrato fiel da época. A trilha sonora escolhida a dedo é o toque final que nos faz imergir no ambiente do filme”, acrescenta. 

Noites de Lua Cheia (Éric Rohmer, 1984)

A indicação do colunista Thiago Muniz faz parte da série de filmes “Comédias e Provérbios” do diretor Éric Rohmer. “Noites de Lua Cheia” possui uma narrativa que acompanha uma jovem que mora no interior com seu namorado, mas que mantém um apartamento no subúrbio de Paris como um símbolo de sua liberdade. Thiago nos conta que o filme é leve, divertido e traz como tema principal o amor e as idiossincrasias humanas que causam conflitos ao lidar com ele. “Pode ser encontrado em plataformas de Streaming como o Belas Arte Á La Carte”, destaca.

Retrato de Uma Jovem em Chamas (Céline Sciamma, 2019)

A obra da diretora francesa, “Retrato de Uma Jovem Chamas”, é a indicação de Bianca Torres, nossa editora de vídeos. “Marianne é contratada para fazer uma pintura de Héloïse sem que ela saiba. Ao ter que analisar cada detalhe da mulher, a pintora e sua musa se veem cada vez mais próximas de um vínculo profundo e romântico. O longa-metragem segue um ritmo calmo e poético, algo que o roteiro e a direção de Sciamma se destaca por completo com sua delicadeza e unicidade ao retratar um relacionamento lésbico com legitimidade e sem fetiches. É uma obra necessária em que conseguimos admirar toda a beleza cinematográfica e poética além de analisar todo o cenário de representações dentro do cinema”, expõe Bianca.

Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo (Marcelo Gomes e Karim Aïnouz, 2009)

O filme indicado pelo colunista Gabriel Vila Nova retrata a viagem de um geólogo que precisa atravessar o sertão nordestino e desenvolve sensações de vazio, abandono e até mesmo de solidão, que tornam sua viagem cada vez mais difícil. “Como narrativa do filme os diretores optaram pelo espectador enxergar pelos olhos do próprio protagonista, que não aparece fisicamente no filme. Dessa forma, toda a atuação é realizada tendo como ferramenta apenas a voz. Mas não se engane com o título, não é uma história de amor tradicional, o filme tem uma grande carga melancólica e de saudade e é nisso que reside a sua beleza. Lembrando que a Cinemateca Pernambucana disponibiliza esse filme em seu acervo”, comenta.

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