Café Colombo Indica: 7 álbuns para ouvir na quarentena

Do samba ao Manguebeat, da dramaturgia voraz à cena independente pernambucana, a segunda lista do Café Colombo indica é voltada ao âmbito musical e reúne álbuns de artistas nacionais e estrangeiros espalhados pelo mundo. Confira as indicações:

Abolerado Blues
(Cida Moreira, 1983)

Dist. Lira Paulistana/Continental

A indicação do nosso editor e colunista Luiz Ribeiro é Cida Moreira. “Abolerado Blues é um disco de 1983, da cantora, compositora, pianista, atriz e dramaturga Cida Moreira. Conhecida por uma obra consistente e por uma performance crua e sincera, que não deixa nada a desejar a nomes que vão de Belchior à Chavela Vargas e Edith Piaf, Moreira lança, com o “Blues”, o seu LP mais bem gravado e coeso: dele, vale a pena destacar “Surabaya Johnny”, faixa de abertura que marca o seu trabalho como tradutora do dramaturgo alemão Bertolt Brecht e precede o “Cida Moreira Interpreta Brecht”, de 1988; e “Traçado”, de Tico Terpins e Zé Rodrix: com sua letra dramática e nostálgica, introdução e andamento jazzísticos, toma como música incidental “Take Five”, do saxofonista Paul Desmond. Um dos melhores álbuns dos anos 1980, “Abolerado Blues” segue, apesar do seu apelo impavidamente pop, desconhecido do grande público”, comenta. 

Caixinha de Música
(Vanessa da Mata, 2017) 

Dist. Sony Music

Do romântico ao sofisticado, o álbum indicado por nossa editora Sarah Coutinho, “Caixinha de música”, lançado em 2017, da escritora, compositora e cantora brasileira Vanessa da Mata reúne alguns dos seus maiores sucessos: Amado, Segue o Som, Boa sorte/Good Luck e Vermelho. Além dos Hits, as composições Gente feliz e Caixinha de Música incorporam à singularidade ao restante das outras faixas. “Fui ao show dessa grande artista no Festival de Inverno de Garanhuns. O disco, na época, estava saindo do forno. A nova roupagem dada à ‘Vá para o Inferno com o seu amor’, música gravada por José Rico e Milionário e também por Chitãozinho e Xororó, reflete o brilhantismo presente no disco. Todas as músicas, as novas e as mais antigas, possuem um toque especial “à la Vanessa”. Vale a pena dar uma conferida!”, pontua.

Carnaval na Obra 
(Mundo Livre S/A, 1998)

Dist. Abril Music

A banda recifense Mundo Livre S/A formada por Fred Zero Quatro, Pedro Diniz, Xef Tony, Léo D e Pedro Santana, publica o disco “Carnaval na Obra” em 1998. Disco de teor político, com problemáticas vívidas e recentes referentes ao Brasil e aos seus preconceitos, também representa um ponto de transição entre o analógico para o digital na época. A indicação é da repórter Laís Guedes, que afirma: “Em Carnaval na Obra, meu álbum favorito da icônica banda pernambucana, encontramos a mistura de ritmos e a originalidade do manguebeat aliados à temáticas sociais da conturbada década de 1990. Entre hits, experimentalismo e discussões acerca da globalização e da tecnologia, o álbum é uma joia rara da música brasileira.”

Desempena
(Almério, 2017)

Dist. Biscoito Fino

Lançado em 2017, o disco Desempena foi vencedor do Prêmio Música Brasileira  em 2018 e é a recomendação da nossa repórter Dayane Jeniffer. “O segundo álbum do cantor e compositor Almério é a descoberta da melancolia com tons de saudade. O disco vem de forma bruta, como um sentimento incubado que precisa ser descoberto e demonstrado, já na primeira música título do álbum.” A respeito da intensidade das emoções do cantor no disco, Dayane pontua: “Almério mergulha com um violão forte e com uma voz potente que nos força a se identificar em várias canções, entre elas, e a minha preferida, a faixa Segredo. O álbum também é recheado da produção e dos toques do baixo de Juliano Holanda e composição de Isabela Moraes e Valdir Santos.”

Matriz  
(Pitty, 2019) 

Dist. DeckDisc

Pitty se reconecta às origens para celebrar a metamorfose em “Matriz”, álbum lançado em 2019. Indicação da nossa colunista Ana Karoline Nascimento, ela diz que “a cantora baiana abre as portas para uma nova fase que pode soar distante para alguns, mas cristaliza algo que fez parte de toda sua carreira: a coerência mesmo na hora de arriscar”, e finaliza “Pitty voltou-se à Bahia e às suas convicções para fazer algo que sempre deixou claro que é tão forte: a vontade de mostrar coisas novas ao seu público. O álbum conta com participações de outros artistas como Baiana System, Larissa Luz e Lazzo Matumbi, além de um lindo cover da banda Maglore.”

Quando o Canto é Reza
(Roberta Sá e Trio Madeira Brasil, 2010)

Dist. Universal Music Group

Lançado em 2010, “Quando o Canto é Reza é resultado da imersão de Roberta Sá e do Trio Madeira Brasil na obra do cantador e compositor baiano Roque Ferreira. Do recôncavo baiano, Roque é considerado um dos grandes mestres atuais do samba-de-roda. Com uma musicalidade madura, o álbum contempla referências do coco, ijexá e ritmos afro-brasileiros. Além disso, conta com uma atmosfera que muito se assemelha a do grandioso Caymmi, aquela da Bahia de todos os santos. Potente, o álbum nós traz narrativas do amor e de uma cultura que nos é muito íntima – ou ao menos deveria. Sons e imagens que passeiam pelo imaginário de uma possível cultura brasileira”, pontua nosso editor e colunista Dyego Mendes. 

Revoredo
(Alexandre Revoredo, 2020)

Dist. Tratore

O disco acabado de sair do forno para o mundo: Revoredo, é a indicação do nosso colunista Gabriel Vila Nova. “O álbum “Revoredo”, de Alexandre Revoredo, lançado na última sexta-feira (27) é uma bela rima entre a poesia e a música. O artista, que é de Garanhuns, já pode ser considerado um veterano no universo das artes. O álbum é o passo (de pé direito) em sua carreira solo. O disco é repleto de delicadeza e poder e tem produção musical de Juliano Holanda, outro músico e poeta envolvido na produção musical de outros belos trabalhos da música popular pernambucana. O disco ainda conta com a participação de Stephany Metódio, Jr. Black, Rubi, Antônio Marinho e Gabi da Pele Preta”, destaca. 

Curtiu a lista? A equipe do Café Colombo produziu uma playlist, exclusivamente, para você com algumas músicas dos nossos discos selecionados. Aproveita! Clica no nome “playlist” e se delicie!

(Produção das imagens: Laís Guedes)

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