Café Colombo indica: 7 artistas para conhecer durante a quarentena

De performers à ilustradores, conheça os artistas selecionados para a indicação dessa semana

Nessa semana, separamos para você alguns trabalhos ligado às artes visuais brasileira. Além de conhecer as obras de grandes artistas das áreas do cinema, literatura e da música, que foram destacados nas listas anteriores do Café Colombo, também é importante observar e se aprofundar no trabalho de outros artistas de diferentes áreas. Confira as nossas indicações:


Humberto Botão (Artista Visual)

Humberto Botão realizou a exposição ”Caminhos de amor e fé” que ocorreu durante a Semana Santa de Caruaru em 2019.
Foto: Divulgação

Humberto é artista visual que se dedica profissionalmente à arte há 20 anos. É no barro e na cerâmica, seus principais suportes de criação, que ele produz obras contemporâneas. Além disso, é diretor artístico do Núcleo de Incentivo e Produção Cultural de Artes Visuais de Pernambuco, denominado Circullus de Ideias. A indicação é do colunista Gabriel Vila Nova, que para ele “Humberto é um exemplo de que se pode ser um artista contemporâneo, mesmo ao trabalhar com uma matéria prima tida como tradicional. Além disso, também o tomo como exemplo – inclusive, está na minha primeira coluna para o Café Colombo –, de que o Alto do Moura não se restringe ao artesanato tradicional, mas também há uma produção de arte contemporânea” afirma.

Flávia Pinheiro (Performer)

Ensaio fotográfico da performance ”Ruínas de um Futuro em Desaparecimento”, que reflete sobre a violência no cenário atual.
Foto: Instagram

Flávia Pinheiro é performer, atriz e dançarina Pernambucana. Suas intervenções contemplam a exploração do corpo como fonte do instinto e da libertação. Para o editor e colunista Luiz Ribeiro, a performer provoca alguns questionamentos nas suas expressões artísticas: “Quais são os nossos limites? O que nos faz criar uma realidade paralela à natureza crua?”. Além disso, Luiz enxerga “uma forte influência de Pina Bausch e Marina Abramović, no que concerne a uma exploração das possibilidades da dança contemporânea que seria impossível sem as escolas e correntes anteriores”. Ele destaca as produções “Enchente” e “Abismos de um corpo que falha” da performer.

Willian Santiago (Ilustrador)

Em entrevista ao WePresent, Willian Santiago fala que suas inspirações são as mulheres fortes que ele conviveu durante sua vida.
Foto: Instagram

Natural do Paraná, Willian Santiago é ilustrador e suas marcas registradas são as cores fortes e as linhas curvas que estampam a fauna, a flora e as cenas brasileiras de forma original e criativa. Para a repórter Laís Guedes “as figuras femininas de Willian expressam delicadeza e ao mesmo tempo força”.

Mari Souza (Ilustradora)

Com publicações semanais no Instagram, Mari Silva é a protagonista das suas ilustrações.
Foto: Mari Souza/Instagram

A ilustradora recifense Mari Souza é a indicação da nossa editora e repórter Sarah Coutinho. “É uma quadrinista que admiro bastante. Já a acompanho há alguns anos, e vale a pena conferir, dar uma olhada nas discussões que vão de política a situações rotineiras em suas ilustrações. Além de ser daqui, de pertinho, os questionamentos que ela traz à tona são pertinentes e sempre recentes. Suas convicções e posicionamentos também são muito claros e incisivos. É dona de um talento incrível e de um humor inconfundível”, menciona.

Renna Costa (Performer)

Renna é graduada no curso de Licenciatura e Bacharel em Teatro pela Universidade do Estado de Santa Catarina, desde 2017.
Foto: Instagram

Ativista e performer, a pernambucana Renna Costa usa da poesia, da arte plástica e do audiovisual para criar suas expressões artísticas. Mistura a temática nordestina ao corpo trans, ao desbravar um e outro. A indicação é da repórter Dayane Jeniffer, que nota a mais significativa representação do moderno e popular, dado que contraria e questiona as identidades já estabelecidas sobre o nordeste e a transexualidade. Para a repórter “a dor, a liberdade e os sentidos são indagados em suas performances. Ao ver seus vídeos e escutar seus poemas, a artista coloca em uma perfeita mistura psicodélica as questões de corpo, alma e região, observando os nossos limites e sentimentos humanos”. A série ExPele possui oito vídeos e sintetiza várias das questões tratadas pela performer.

Gilvan Barreto (Fotógrafo)

Além do ”O Livro do Sol”, Gilvan Barreto publicou o fotolivro ”Sobremarinhos-Capitanias e tiranias”.
Foto: Divulgação

O fotógrafo e artista plástico pernambucano Gilvan Barreto, é fortemente influenciado pela literatura e costuma tratar de questões sociais e políticas em suas fotografias. A indicação partiu do nosso editor e colunista Dyego Mendes, que destaca “O Livro do Sol” como uma importante obra do fotógrafo. O fotolivro é ”resultado de uma empreitada bem sucedida do artista. Em 2013, Barreto empreendeu em uma viagem para o semiárido pernambucano, que padecia de uma das maiores estiagens sofridas nos últimos 60 anos”. Para o editor, “as imagens percorrem entre símbolos que representam metaforicamente a falta d’água e as cores aludem ao céu azul e o vermelho da terra sertaneja. O livro diz muito sobre o rastro deixado pelo sol e pela água, as sobras e as faltas, mas com um caráter que caminha menos para lamentação e segue numa poesia que o artista diz ser ancorada na obra do grande João Cabral de Melo Neto”, menciona.

Plínio Moura (Ilustrador)

Plínio utiliza em seus desenhos crossover entre o Pequeno Príncipe e outros diversos personagens como a Anne da série ”Anne with E” e o Pinóquio.
Foto: Acervo pessoal

A indicação da nossa social media Hellen Gouveia é o ilustrador Plínio Moura. “Minha indicação é o artista “Plínio Moura” que talvez você conheça pelas ilustrações de “O grande rei” no Instagram. Plínio é de Salvador, tem 30 anos e trabalha como arquiteto. Há 5 anos, o artista dá vida ao projeto – que é uma versão crescida do Pequeno Príncipe – através de aquarelas e escritos. O que mais me encanta em seu trabalho, é a delicadeza e inteligência das reflexões no qual trazem questões do nosso dia a dia, do convívio coletivo e consigo mesmo, em mente e coração. São ilustrações transmitem o melhor da arte, a arte de ajudar o outro a conhecer si mesmo”, afirma.