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Artista plástico olindense Zé Som morre aos 69 anos

Segundo a filha de Zé Som Shiva Sarmento, o pai apenas usava um pincel para pintar o quadro de branco inicialmente, após esse processo, utilizava os dedos para criar as imagens. Foto: Maíra Corrreira/ PMO

José Carlos Sarmento, conhecido pelo seu nome artístico Zé Som, faleceu na última quinta-feira (2) no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) em Recife. O artista foi internado devido a complicações decorrentes de uma infecção, mas a causa da morte não foi divulgada pelos familiares. Durante 50 anos de carreira, Zé Som retratava sua terra natal, Olinda, com pinturas feitas com as mãos.

O Prefeito de Olinda, Professor Lupércio (Solidariedade) decretou luto de três dias, em razão da morte do artista. “Aos 69 anos, ele deixa um legado de 50 anos de trabalhos que refletiam a nossa gente, nossa região e a nossa cultura. Como olindense, Zé Som carregou essa essência desde o nascimento para as suas mais de 50 mil obras espalhadas por todos os continentes. Um artista plural, conhecido ainda por usar os dedos para expressar sua arte na pintura”, diz em nota divulgada pela Prefeitura Municipal de Olinda.

A filha do artista e assistente social Shiva Sarmento relata, em entrevista ao Jornal do Commercio,  o orgulho que sentia do pai. “É uma perda enquanto pai e, profissionalmente, enquanto artista. Ele era muito animado, positivo e reconhecido. Isso é muito gratificante para a gente, saber que ele produziu mais de 50 mil obras que estão espalhadas pelo mundo todo. Ele se reconhecia na arte”, conta Shiva. Além dela, Zé do Som deixa mais cinco filhos, sete netos e a esposa Maria da Conceição. Shiva Sarmento ainda relatou sobre ter estado esperançosa para uma melhora de Zé, que iria completar 70 anos no próximo dia 29 de julho.

Setor livreiro apresenta crescimento de 31% nas vendas

Na parede do sebo Padula Livros/RS o desenho retrata a escritora Virginia Woolf. Foto: Guilherme Santos.

Segundo a última pesquisa da Nielsen Company com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), o mercado editorial vem se recuperando com o crescimento nas vendas de livros no Brasil durante o período pandêmico da Covid-19. O valor acumulado das vendas ainda está abaixo do que foi registrado no ano de 2019. 

No ano passado, entre os meses de maio e junho, houve uma queda de 3,16% nas vendas. A pesquisa mostra que neste ano, no mesmo período, foi obtido o faturamento de R$ 109 milhões, com o crescimento de 31% das vendas em comparação ao mês anterior. No período da pesquisa, foram vendidos 2,7 milhões de livros, o que ainda representa uma queda de 5% comparado ao ano de 2019.

Em 2019, o faturamento na venda de livros subiu em 6% em relação a 2018, sendo este um dos fatores contribuintes para driblar a crise do mercado editorial. Essa ascensão tem ajudado na recuperação de grandes redes como a Cultura e a Saraiva em referência às ações judiciais que as envolvem.

A gestão do Sindicato Nacional dos Editores de Livros busca agora analisar a reabertura das lojas físicas para uma total clareza da situação no geral, visto que, o estudo apresenta o progresso do setor e torna visível o potencial de queda devido a pandemia do coronavírus.

Recife recebe cinema drive-in no dia 16 de julho

A pré-venda dos ingressos inicia no dia 9 de julho

Último cine drive-in reabre - Época

O cinema drive-in surge como novo formato de consumo para os produtos culturais no Recife. Foto: Divulgação.

A marca Planeta Drive-in irá inaugurar no dia 16 de julho um cinema a céu aberto entre as avenidas Boa Viagem e Antônio Góes, no Pina, em  Recife. A programação propõe a exibição de filmes inéditos, premiados e para todas as idades. Na inauguração, as sessões contam com três horários de exibição: 16h, 19h e 22h.

O calendário inicial do projeto conta com os filmes 1917 (2019), Parasita (2019), Era uma vez em Hollywood (2019) e Sonic – O filme (2020). A pré-venda dos ingressos será iniciada no dia 9 de julho na plataforma do Planeta Drive-in. O ingresso custa o valor de R$70,00 por carro, com o limite de quatro pessoas por veículo.  O projeto também inclui shows e palestras em modelo drive-in que ainda serão divulgados.

Eventos em formato drive-in no Recife

Com a reabertura das atividades econômicas por etapas, a administração da Secretaria de Turismo da capital abre possibilidades para criações de serviços (cinemas, shows, teatro) no formato drive-in.

Os empresários interessados devem encaminhar propostas das atividades culturais, o local e a quantidade de público para a gestão de cultura da cidade. Podendo solicitar um alvará de localização e funcionamento no site da prefeitura, na área de Licenciamento Urbano da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semoc). A autorização do evento será dada pela Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer e pelo Controle Urbano do Recife. 

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Governo Federal aprova auxílio emergencial para artistas

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Grupo de teatro Estação dos Contos, do Rio Grande do Norte, em apresentação no Festival de Inverno de Garanhuns, 2017. Foto: Jorge Farias/Secult-PE/Fundarpe

Na madrugada de hoje (30) foi publicada a Lei Nº 14.017, conhecida como Lei Aldir Blanc, que prevê ajuda financeira para artistas informais e destina verbas para o setor cultural. Sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro, o projeto de autoria da deputada Benedita da Silva (PT-RJ) visa ajudar os profissionais e espaços culturais que foram prejudicados durante a pandemia da Covid-19.

Serão pagas três parcelas de R$ 600 para os artistas informais que tiverem renda per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar mensal de três salários mínimos. Eles não poderão ter emprego formal ativo, receber seguro-desemprego ou o auxílio emergencial já aprovado anteriormente para  trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados.

Como será empregada a verba?

R$ 3 bilhões serão destinados para estados e municípios, que deverão empregar a verba no pagamento da renda emergencial e no subsídio para manutenção de “espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais, cooperativas, instituições organizações culturais comunitárias”, de acordo com o texto da lei. Os espaços e empresas deverão estar inscritos em, pelo menos, um cadastro municipal, estadual ou federal referente a atividades culturais. Cada espaço cultural poderá receber um subsídio R$ 3 mil e R$ 10 mil, de acordo com os critérios da gestão local, e deverá prestar contas em até 120 dias depois da última parcela paga.

Os governos estaduais e municipais também devem investir em “editais, chamadas públicas, prêmios, aquisição de bens e serviços vinculados ao setor cultural e instrumentos destinados à manutenção de agentes, de espaços, de iniciativas, de cursos, de produções, de desenvolvimento de atividades de economia criativa e de economia solidária, de produções audiovisuais, de manifestações culturais, bem como para a realização de atividades artísticas e culturais que possam ser transmitidas pela internet ou disponibilizadas por meio de redes sociais e outras plataformas digitais.”

Dos R$ 3 bilhões, 50% irão para estados e o Distrito Federal. Deste total, 20% serão distribuídos segundo critérios do Fundo de Participação dos Estados (FPE); 80% serão distribuídos proporcionalmente à população local. Os outros 50% vão para municípios e o Distrito Federal, sendo 20% distribuídos de acordo com as regras do Fundo de Participação dos Municípios, e os 80% restantes levarão em conta a população local. Os municípios terão 60 dias para fazer o repasse do dinheiro aos beneficiários.

Bolsonaro vetou o artigo que definia que o repasse deveria ocorrer em, no máximo, 15 dias após a publicação da lei. Além disso, o presidente editou uma Medida Provisória que determina que, após o repasse, os estados têm até 120 dias para destinar os recursos; do contrário, terão que devolvê-los à União.

A lei prevê também que os bancos federais devem  disponibilizar linhas de crédito destinadas ao fomento de atividades e aquisição de equipamentos para trabalhadores e micro e pequenas empresas. O pagamento da dívida será feito a partir de 180 dias após o fim do estado de calamidade pública, decretado em 20 de março devido à pandemia do novo coronavírus.

Impactos da Covid-19 no setor cultural são apresentados em pesquisa

O São João, um dos eventos mais tradicionais em diversas cidades nordestinas, foi cancelado devido à pandemia da Covid-19. Foto: DIvulgação/Carla Ornelas/Governo da Bahia.

Hoje (29), a partir das 18h30, serão divulgados os resultados da pesquisa “Percepção dos Impactos da Covid-19 nos Setores Cultural e Criativo do Brasil” em uma transmissão ao vivo no Youtube, que terá a participação do secretário de Cultura de Pernambuco, Gilberto Freyre Neto.

Realizada pelo Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura em parceria com a Universidade de São Paulo, o Serviço Social do Comércio (Sesc) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a pesquisa é voltada para artistas, membros de grupos tradicionais, empreendedores e outros trabalhadores do setores cultural e criativo, que movimentam R$ 171,5 bilhões por ano e empregam mais de 5 milhões de pessoas. Para participar, clique neste link.

Gilberto Gil comemora 78 anos com live especial

Show de estreia do disco ‘’OK OK OK’’de Gilberto Gil, no Palácio das Artes em Belo Horizonte (MG), no dia 24 de novembro de 2018. Foto: Ricardo Nunes/Vivo Rio

O cantor, compositor, produtor musical, instrumentista e político brasileiro Gilberto Gil irá realizar a live “Fé na Festa” hoje (26), no seu canal do YouTube, a partir das 20h, em comemoração aos seus 78 anos. A live contará com a apresentação de sua filha Bela Gil e participações de seus demais filhos Preta, Nara, Bem e José Gil. O público poderá presentear o cantor com doações a partir do QR Code disponibilizado durante a apresentação. As doações serão destinadas às instituições Apoie um Freela e Backstage Invisível, no qual apoiam artistas musicais que passam por dificuldades geradas pela pandemia do COVID-19. A live faz parte do projeto Devassa Tropical ao Vivo, que tem organizado vários circuitos de shows, como os festivais Wehoo e Radioca.

Trajetória

No dia 26 de junho de 1942, nascia em Salvador, na Bahia, Gilberto Passos Gil Moreira, que mais tarde  se transformaria em um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira. Gil antes de se formar no mercado musical, fez o curso de Administração de Empresas na Universidade Federal da Bahia, em 1960. Três anos depois conheceu Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gal Costa e Tom Zé, adentrando na música e participando do show coletivo “Nós, por exemplo”.

Em resposta às repressões da Ditadura Militar em 1968, lança a música “Domingo no Parque”, e a partir disso, inicia sua participação na construção do movimento contracultural denominado Tropicalismo. Em razão disso, Gil é exilado na Inglaterra em 1969, compondo a música “Aquele Abraço”, no qual relembra a torcida do Flamengo e o apresentador Chacrinha, entre outros símbolos brasileiros.

No ano de 1972, Gil volta ao Brasil e lança seu álbum “Expresso 222”, no qual faz perfeita mistura entre música popular brasileira e o som da banda britânica The Beatles

A partir do ano de 1989, Gilberto adentra a carreira política, ao se tornar vereador na Câmara Municipal de Salvador, até o ano de 1992. Em 2003, recebe o convite do ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, para assumir o posto de Ministro da Cultura, no qual permanece até 2008.

Após esse período, Gilberto Gil se dedica integralmente à música, produzindo mais três álbuns: “Fé na Festa” (2010), “Gilbertos Samba” (2014) e seu último “OK OK OK” (2018).

Museu do Louvre retoma as atividades com regras de distanciamento social

Em julho, a instituição volta a abrir as portas e não permitirá aglomerações para ver a “Mona Lisa”

Localizado às margens do Rio Sena, o Museu do Louvre é considerado o maior museu de arte do mundo. Foto: Divulgação.

Em Paris, fechado por quase quatro meses devido a pandemia da Covid-19, o Museu do Louvre prepara-se para retomada das atividades no dia 6 de julho. A instituição espera não voltar a receber turistas estrangeiros por meses, o que tornará as visitas mais tranquilas que o normal. A reabertura do local será dada seguindo as rigorosas medidas de distanciamento social. 

Os administradores prevêem que o local receberá somente um quinto do número dos visitantes registrados antes do surto. Durante o verão, o museu costumava receber cerca de 1 milhão de visitantes, sendo três quartos deles turistas estrangeiros.

No museu, em dias normais, é comum as constantes aglomerações em frente a pintura “Mona Lisa” (1503) de Leonardo da Vinci. Como não será permitida a entrada de muitos visitantes de uma única vez, as visitas deverão ser marcadas por agendamento e funcionará com um trajeto de mão única. No local haverá recipientes de gel antisséptico,  sinalizações reforçando as regras do distanciamento, além do uso obrigatório de máscaras.

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Sociabilidade e diversidade nas Quadrilhas Juninas é tema de seminário virtual


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Quadrilha Junina Tradição, de Recife.  Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR

Nas próximas quinta e sexta-feira, 25 e 26, será realizado o seminário virtual “Sociabilidades e Diversidade na Experiência Festiva”, que discutirá gênero, sexualidade, gestão e integração social nas quadrilhas juninas. O evento é realizado pelo Centro Cultural Cais do Sertão em parceria com o Programa de Pós-graduação em Antropologia da UFPE (PPGA/UFPE) e com o Observatório de Museus e Patrimônios Culturais (Observamus), além de contar com o apoio da Federação de Quadrilhas Juninas de Pernambuco (Fequajupe). 

Os três debates vão ser realizados no Google Meet e transmitidos no canal do Youtube do Cais. O primeiro, que vai ao ar das 16h às 18h30, abordará as quadrilhas juninas como locais de relações e vínculos sociais específicos, sendo mediado pelo antropólogo Eduardo Sarmento e debatido entre os professores do PPGA Luciana Chianca e Hugo Menezes, além do doutorando em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará Thiago de Castro.

Na sexta, às 10h, gênero e sexualidade nas quadrilhas serão discutidos pelos quadrilheiros Fábio Andrade (Quadrilha Junina Lumiar), Mel de Carvalho (Quadrilha Junina Zabumba), Stephany Araújo (Quadrilha Junina Dona Matuta) e Marcone Costa (diretor da Quadrilha Junina Tradição), em um debate mediado pelo educador do Cais, Perácio Gondim. Finalizando o evento, às 16h, o bate-papo entre os professores Rafael Noleto (UFPE), Hayeska Barroso (UnB) e Liana Queiroz (UFPE) abordará a gestão da diversidade nas quadrilhas.

Confira a programação:

Quinta-feira (25)

16h às 18h30

Mesa 1: A experiência festiva das quadrilhas juninas: sociabilidades, interação, produção de coletividades e identidades em fluxo.

Facilitadores: Luciana Chianca, Thiago de Castro e Hugo Menezes

Mediação: Eduardo Sarmento (PPGA/UFPE)

Sexta-feira (26)

10h às 12h30

Mesa 2: Gênero e sexualidade na experiência quadrilheira LGBTQI 

Facilitadores: Fábio Andrade, Mel de Carvalho, Stephany Araújo e Marcone Costa Mediação: Perácio Gondim (Museu Cais do Sertão)

16h às 18h30:

Mesa 3: Estudos sobre a gestão da diversidade nas quadrilhas juninas Facilitadores: Rafael Noleto, Hayeska Barroso e Liana Queiroz

Mediação: Mário Ribeiro

fica em casa caruaru

Cena musical apresenta 2ª edição do Festival Fica em Casa, Caruaru


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Valdir Santos e Rasga Mortalha vão animar a noite de quinta (25) no festival Fica em Casa, Caruaru. Foto: Divulgação/Festival Fica em Casa, Caruaru

Nesta quinta-feira (25), será realizada a 2ª edição do festival ‘Fica em Casa, Caruaru’, uma série de shows online de artistas locais que começa a partir das 18h, no Instagram do evento. Valdir Santos, Bia Mota, Banda do Carmo e a banda Rasga Mortalha são alguns dos nomes do festival.

A edição estará arrecadando fundos para ajudar artistas, profissionais e empresas locais: “Decidimos fazer uma grande festa, de um dia de só, lembrando uma virada cultural. Nessa segunda edição estamos recebendo contribuições do público, para ajudar os artistas que estão precisando nesse momento difícil”, afirma o músico e produtor Igor Santos, que é um dos idealizadores do festival. As doações podem ser realizadas na seguinte conta: 

Nubank

Nome: Igor M B S Motta

Agência: 0001 | Conta: 80919276-8 | CPF: 114.208.524-42

O cantor e compositor Luiz Ribeiro, da banda Rasga Mortalha, comentou sobre a organização do projeto e os planos futuros dos artistas que compõem a Nova Cena Caruaruense: “Tudo é decidido de forma muito democrática entre os participantes e quem curte a filosofia do festival. Há ideias, para depois que o momento passar, de formar um coletivo e se pensar iniciativas para engajar ainda mais a produção cultural na cidade, de forma autônoma, independente e que privilegie os artistas, ou como Valdir Santos fala, ‘os operários da música’”.

Confira a programação abaixo:

18:00 – Valdir Santos

18:30 – Rasga Mortalha

19:00 – Bia Mota

19:30 – 70MG

20:00 – Murilo Carmo

20:30 – Luan Nascimento

21:00 – Vimana

21:30 – Midnight Booze X

22:00 – Gael

22:30 – Banda do Carmo

23:00 – Ferraz

23:30 – Fever trio

Sete filmes para maratonar no Dia do Cinema Nacional


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Capa do filme “Elena” de Petra Costa lançado em 2018. Foto: Reprodução/Espaço Filmes

No dia 19 de junho de 1898, o italiano Afonso Segreto filma a Baía de Guanabara e os arredores do Rio de Janeiro, pelas lentes de uma câmera Lumiére, à bordo de um navio francês. A história não passa de uma lenda, já que as filmagens de Afonso não foram encontradas por historiadores até hoje. Mas, o fato é: os irmãos Afonso e Paschoal Segreto se tornaram grandes empresários do ramo de entretenimento no Rio de Janeiro, no início do século XX. Aos poucos, a produção cinematográfica brasileira foi se fixando no mercado interno, a partir de grandes movimentos nacionais, como as Chanchadas e o Cinema Novo entre os anos de 1960 e 1970. 

Na atualidade, o cinema nacional ganha outra roupagem. Com uma difusão ainda maior, consegue alcançar públicos internacionais. Em 2019, os filmes “Bacurau” dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles e “A vida Invisível” de Karim Aïnouz, ganharam evidência ao serem selecionados para participar do Festival de Berlim. “Bacurau’’ levou para casa os principais prêmios do Festival de Cannes, entre eles os de melhor interpretação masculina e feminina, melhor roteiro, melhor diretor e a Palma de Ouro, maior categoria da premiação .

Assim, para comemorar o Dia do Cinema Nacional,  indicamos cinco filmes, dos mais variados estilos e épocas, para você assistir e conhecer mais sobre as produções cinematográficas nacionais. (Você pode ver nossa última lista de filmes indicados aqui)

Amores de Chumbo (2018), de Tuca Siqueira 

O longa metragem de Tuca Siqueira, Amores de Chumbo (2018) retrata um triângulo amoroso com personagens da terceira idade marcados pelo período da ditadura militar. O filme acompanha o aniversário de casamento de Miguel e Lucia, que se conheceram na época da repreensão militar. A personagem Maria Eugênia, amiga do casal, que estava exilada na França, retorna ao Brasil para rever os amigos e reacende o ardor da paixão de viveu com Miguel no passado. Amores de Chumbo é um filme singelo e que fala sobre relacionamentos não resolvidos e tempos difíceis. O longa mostra que mesmo com o passar dos anos e as experiências ruins da vida — principalmente de um momento sentimental que modificou a vida social e política de forma brusca —, o ser humano continua pronto para viver momentos incríveis e dias melhores.

Big Jato (2015), de Cláudio Assis

O drama acompanha Francisco e seu pai, que utilizam um caminhão pipa chamado Big Jato, para limpar as fossas da cidade sem saneamento básico. Porém, o menino se interessa mais pela personalidade do tio artista e libertário. A partir disso, Francisco descobre sua vocação para ser poeta.

Bingo: o rei das manhãs (2017), de Daniel Rezende

A cinebiografia conta a história de Arlindo Barreto, um dos intérpretes do personagem Bozo no programa homônimo na década de 1980. Apesar da fama por ser o palhaço mais conhecido da época, Barreto não recebia reconhecimento por sempre trabalhar fantasiado. Sua frustração o levou a usar drogas antes de fazer suas apresentações na TV.

Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), de Bruno Barreto

Dona Flor é casada com o apaixonado e carinhoso Vadinho, mas fica viúva e começa a sentir falta do casamento. Logo, Dona Flor se casa com o médico Teodoro, que é o oposto do seu antigo marido. Enquanto Dona Flor está casada com Teodoro o fantasma de Vadinho aparece e esquenta a relação.

Elena (2013), de Petra Costa 

Ao viajar para Nova York, Elena segue o sonho de se tornar atriz de cinema e deixa no Brasil uma infância vivida na clandestinidade, devido à ditadura militar implantada no país, e também a irmã mais nova, Petra, de apenas sete anos. Duas décadas depois, Petra, já atriz, embarca para Nova York atrás da irmã. Em sua busca Petra apenas tem algumas pistas, como cartas, diários e filmes caseiros. Ela acaba percorrendo os passos da irmã até encontrá-la em um lugar inesperado.

O menino e o mundo (2013), de Alê Abreu

Uma criança mora com os pais em uma cidade no interior. Um dia, seu pai vai em busca de trabalho na cidade e os dias do garoto ficam tristes e confusos. Até que um dia o menino junta as malas e vai em busca do seu pai. Assim, o  garoto descobre  uma cidade marcada pela pobreza e exploração do trabalho.

Os Fuzis (1964), de Ruy Guerra

Em um cenário de grande fome no nordeste brasileiro, um grupo de soldados tentam impedir que o povo faminto do sertão baiano saqueie o depósito de comida da região.