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Zé da Macuca deixa legado inspirador para a cultura popular

Zé da Macuca, ou Capitão Zé da Macuca, o criador do Sítio Macuca. Foto: Máquina 3/divulgação.

Zé da Macuca fundou a entidade cultural pernambucana Macuca, composta por eventos artísticos populares de folguedos e variadas apresentações artísticas. A relevância da Macuca foi reconhecida pelo Ministério da Cultura com o título Ponto de Cultura, concedido no ano de 2005, e com o Prêmio Culturas Populares de 2017, maior premiação da cultura popular realizada pelo Ministério da Cultura.

Formado em Geologia no ano de 1989, José Oliveira Rocha ou Zé da Macuca, como era conhecido, deixou a profissão para cuidar do Sítio Macuca, localizado no município de Correntes-PE e a tornou um efervescente polo cultural. Esse texto é composto por relatos de familiares e amigos. Nesta matéria, será traçada um pouco da história de Zé da Macuca e a sua criação: o Sítio Macuca. 

Onde nasce a inspiração de Zé da Macuca

Zé da Macuca sempre foi um admirador da cultura popular nordestina, especialmente, da música, como as canções de Luiz Gonzaga e Dominguinhos. Ao longo do tempo, também desenvolveu um gosto apurado por vários formatos musicais. 

A música ecoava pelo Sítio Macuca, lugar onde residia, desde o momento que o Zé acordava até a hora de dormir. O dia começava com uma música instrumental suave e, ao passo que estava mais animado, colocava para tocar forró, como descreve seu filho, Rudá Rocha, que seguiu os passos do pai na produção cultural. 

Nomes da música popular brasileira como Alceu Valença, Milton Nascimento, Clube da Esquina, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Elis Regina, e da música instrumental estrangeira, seja na influência do Jazz e da música clássica, e brasileira como Hermeto Pascoal, Heraldo Do Monte e Quarteto Novo, fizeram parte do repertório de Zé da Macuca no seu dia a dia e influenciaram na composição dos eventos no Sítio. 

Também gostava de ouvir artistas pernambucanos como Siba, Otto e Nação Zumbi. Essa mistura de estilos musicais sonorizaram os diversos festivais da Macuca e fizeram parte do repertório de inspiração dos cortejos como o Boi da Macuca, o Baile Cultural de Carnaval da Macuca e o São João da Macuca.

Como nasceu a Macuca?

Existente há mais de cem anos, o Sítio Macuca tem esse nome desde a sua origem. Macuca era o nome de uma ave típica na região do Sítio, na época em que foi fundado, na atual zona rural de Correntes. Os ovos possuem coloração azul turquesa e são incubados pelo macho, encarregado também de cuidar dos filhotes. Essa ave é mais conhecida como Macuco nas demais localidades brasileiras.

Em 1989, Zé da Macuca herdou o Sítio do seu pai. A partir disso, decorreu toda a atividade cultural dentro da Macuca, como os cortejos do boi, as festividades de São João, a primeira festa do Sítio e os festivais que viriam a acontecer nos anos seguintes. 

Embora a Macuca se manifeste culturalmente por meio de vários gêneros musicais e de várias linguagens artísticas além da música, o cartão de apresentação e o carinho da família, sempre foi a cultura popular nordestina.

Boi Boi Boi Boi

A movimentação cultural da Macuca surgiu no aniversário do Zé da Macuca em 18 de fevereiro de 1989. Na comemoração, em que estavam presentes familiares e amigos, um sanfoneiro chamado Benedito deixou todos impressionados com seu forró pé de serra. Decidiram, então, levar Benedito para o carnaval de Olinda e, em uma casa alugada, criaram um estandarte chamado Movimento Anárquico Cultural da Macuca.

Acompanhando o sanfoneiro em pleno Carnaval, seus familiares e amigos desceram as ladeiras de Olinda. Um morador de rua juntou-se ao grupo em um determinado trecho do cortejo e entoou a cantiga ‘Boi, Boi, Boi, Boi, Vou deixar minha burrinha e vou montando no meu boi’.

Zé da Macuca passou a cantar essa música nos vários cortejos realizados no Sítio, antes frequentado apenas pelos moradores da região. “Meu pai internalizou essa música de tal forma que rebatizou o folguedo de Movimento Anárquico Cultural da Macuca para Boi da Macuca”, conta Rudá Rocha.

O primeiro boi gigante surgiu em 1991 pelas mãos do artista plástico Sávio Araújo, artista de várias edições do galo da madrugada do Recife. O segundo boi foi confeccionado pelo falecido paraibano Breno Matos em 1992.

Para Zé, ele representava uma figura mítica e irreverente, presente na cultura popular de muitas regiões brasileiras.

O boi é uma figura do folclore brasileiro cuja aparição se dá em épocas juninas, carnavalescas e natalinas, a depender do lugar e de sua cultura. Já o Boi da Macuca, está presente em festivais, carnavais, festas de São João e viajou para a Copa do Mundo em 1988, na França e na Alemanha, a convite da embaixada da Casa das Culturas do Mundo, em Berlim. 

Woodstock Pernambucano

Com intenção de ampliar as áreas de atuação da Macuca, até então voltada quase exclusivamente para a cultura popular, o seu idealizador, Zé da Macuca, planejou um festival de música inspirado no Woodstock, o famoso festival americano, realizado em uma fazenda com acampamento, assim como a Macuca. 

Os festivais duravam de sexta-feira à domingo e uma programação que preenchia dias e noites inteiras, sendo compostos apenas por música – até os anos 2000 – e encerrados com o cortejo do boi aos domingos. Nessa época, a imprensa de Pernambuco deu os nomes de Woodstock pernambucano e Woodstock do Nordeste a Macuca.

Recentemente, outras linguagens artísticas como a poesia e o frevo se fortaleceram no evento. Apesar das mudanças, Rocha ressalta que a música continua sendo protagonista dos festivais. 

Forró no escuro

O Sítio Macuca foi residido por anos sem energia elétrica nenhuma. A iluminação era feita com candeeiros. A geladeira funcionava a gás e a bateria do aparelho de som era carregada nos povoados vizinhos em um percurso à cavalo.  

Atualmente, os candeeiros permanecem iluminando algumas partes da casa, com energia elétrica, após muito tempo de resistência por Zé da Macuca. “Por conta de toda questão de praticidade e conforto, ele foi digerindo e aceitando. Porque, para meu pai, não ter energia elétrica, as luzes de candeeiro e esse tom subversivo representavam uma resistência cultural”, explica Rudá.

Relato de *Nato Vila Nova: de espectador a amigo

Nato Vila Nova e Zé da Macuca em edições dos festivais. Foto: Arquivo Pessoal.

“Eu conheci Zé no segundo ano do festival da macuca, em 2000. Naquele ano ouvi falar da festa e fiquei curioso para conhecer. A partir desse dia me encantei pela Macuca a ponto de quase todo ano estar presente. Comecei a ir em duas ou três festas todo ano e depois veio o convite para tocar. 

Ele era uma figura muito receptiva com o pessoal. Uma pessoa única. Um cara muito gente fina, todo mundo ficava encantado com ele. 

Ele frequentava a mercearia que tinha em Caruaru, do meu amigo Chico, tomamos muitas biritas nas noites. Sempre marcamos para tomar banho de bica e celebrarmos a vida. Ficamos muito amigos. 

Todos os festivais que ele idealizava eram de qualidade. Desde o forró tradicional de Luiz Gonzaga ao jazz mais refinado. Os estilos musicais passeavam pelo rock, frevo e blues.  

A movimentação em Caruaru era imensa, a galera ficava ansiosa conforme se aproximavam os festivais. Diziam ‘faltam dois meses, um mês, uma semana pra chegar. Pra ir pra Macuca, tomar banho de bica, tomar banho de açude e acampar numa grama bem bonita, armar as barracas, conversar, comer, beber, dançar e brincar.’ 

Tenho uma lembrança marcante de Zé, de quando ele estava regendo um cortejo com o boi. Ele montado na sua burrinha, saía com as mãos pra cima, regendo o trio pé de serra. Empolgado, ele pulava levantando os braços. Era nítido a dedicação, a paixão por tudo que ele estava realizando e como ele transmitia felicidade para as pessoas. Todo mundo acompanhava o cortejo e brincava melado de carvão.

Uma outra história bem marcante para mim foi em 2014, em uma Macuca rock and roll. Nesse festival eu toquei com a minha banda mais antiga, a Pysch Acid, com 31 anos de história. No meio do show,  Zé entrou tocando triângulo, como ele sempre gostava de fazer. Em um som de rock metal pesado, ele conseguiu acompanhar o ritmo. Tocava como ninguém. 

No meio do nosso show, ele deu um mosh, que é quando a pessoa sobe no palco e pula em cima do público. Foi um momento muito marcante da minha vida. Era essa a magia da Macuca e de Zé da Macuca.”

*Agitador cultural da cena pernambucana, Nato Vila Nova é vocalista e instrumentista. Bandas da região do Agreste como Sangue de Barro, Psych Acid, Cara de Doido e 70mg contribuíram para o  rock and roll e o metal pernambucano.

O legado da Macuca

O diretor de cultura da Fundação de Cultura de Caruaru, Hérlon Cavalcanti, destacou a importância do Zé da Macuca para a cultura. “Ele levou o conceito de arte para o coletivo, por reunir grandes artistas e agremiações para saudar o Boi da Macuca. O grande legado dele é a celebração da festa e a capacidade de compreender e valorizar o artista como ele é, seja banda de pífanos, cortejo de boi, carnaval ou qualquer outra expressão artística”, afirma.

Sobre a personalidade do ator cultural, Hérlon ressalta que ele era um cara futurista e tinha um brilho diferente. Além disso, completa que não só a cultura nordestina, como a cultura de uma forma geral, perde com a sua saída desse plano. Zé deixa legado para que outros produtores culturais e amantes da cultura nordestina possam se espelhar na sua grandeza.

cantoria crua por nathália tenório e lua

Ancestralidade e musicalidade se reúnem no ‘Cantoria Crua’

cantoria crua - ilustração por nathália tenório e lua
Nathália Tenório e Lua assinam a arte que compõe a identidade visual do projeto. Imagem: Cantoria Crua/Divulgação

“Criar. Rememorar. Unir. Alimentar.” Sob este mote, Adalberto, João Euzé e Neto Sales guiam o Cantoria Crua, projeto artístico que mistura cantoria e artes visuais. Com a influência de artistas da terra, como Anaíra Mahin, Anchieta Dali, Bia Marinho e Zeto do Pajeú, a ancestralidade que vem dos poetas pernambucanos é a peça central da produção.

Do encontro entre os garanhuenses Adalberto e Euzé e o surubinense Neto Sales surgiram as composições repletas de poesia e mistério, que prometem oferecer uma experiência imersiva. Hoje, às 21h, o público pode ter acesso a um pouco desta atmosfera em um show online oferecido pelo espaço Ágora Sonora (clique para saber mais). A obra do trio, que tem raízes no universo dos cantadores típicos do nordeste brasileiro, exalta também a natureza e o encantamento.

“Cantoria Crua é uma salva a todos os poetas ancestrais e, para além disso, marginais. Somos a todo tempo criadores de obras que rememoram nossos antepassados, unem nossos seres e alimentam tanto a nós mesmos quanto a quem nos ouve. Somos cantadores traçados nas linhas que os mestres que vieram antes de nós escreveram”, diz Adalberto, que complementa: “O Cantoria Crua representa o novo que tem essência fincada no passado e na incompletude do ser presente.”

Em ‘Prece Marginal’, os artistas entoam: “Uma salva ao poeta ancestral / de riúna carregada com a magia / que espalhou pelos campos a agonia / o alento de seu verso atemporal / massapê ds cantoria marginal / entidade a dibuiar letras e notas / quando as unhas acariciam as cordas”

E, para complementar o espetáculo, os artistas se transformam nos personagens Busca, Andarilho e Chão Batido, cujos trajes foram idealizados pela figurinista Katarina Barbosa.

figurinos do cantoria crua, assinados pela garanhuense Katarina Barbosa
Assinados por Katarina Barbosa, os figurinos compõem as personas do espetáculo Cantoria Crua. Foto: Covil Audiovisual/Divulgação.

“A arte é uma expressão universal com a essência na quebra de qualquer barreira. A música e a poesia são formas de arte que dialogam entre si de uma forma encantada, ao passo que outras linguagens artísticas também podem interagir com o mesmo nível de magia”, comenta Adalberto. Na identidade visual, o projeto conta ainda com a peça de barro criada pelo artista Tonfil.

a peça de barro criada por Tonfil compõe a odentidade visual do projeto
“A Cumade Fulozinha representa um dos mistérios mais queridos e cantados pelos cantores de “canções da mata”, contadores de lendas dos sertões e crianças. Por isso traz traços infantis e indígenas para lembrar nossa mistura cabocla por esses rincões, mas toca numa viola de cabaça com estilo barroco e trovadoresco. Na cabeça traz três folhas de caju, representando os três cantadores”, comentou Tonfil em seu perfil no Instagram. Foto: Covil Audiovisual/Divulgação.

Para divulgar o novo projeto, o grupo, que conta com a produção da Epahey Produções Culturais, planeja a realização de um produto audiovisual que mostrará seis canções autorais. “Esse material será um portfólio virtual para o grupo que possibilitará o acesso a palcos e festivais, além de disseminar a produção autoral interiorana nas redes”, diz Adalberto. 

O local idealizado para as gravações dos vídeos é o Casarão do Jebre, pousada localizada em Maturéia, Sertão da Paraíba. Para isso, a equipe vem planejando uma campanha de financiamento coletivo, que você pode acessar clicando aqui. Aos colaboradores, será realizado um show online exclusivo, com data a ser definida.

E para 2021, os artistas também planejam o lançamento de um EP com quatro músicas, além de shows presenciais, quando for possível em razão da pandemia. Adalberto crê que o futuro reserva bons frutos para o Cantoria Crua: “Nossos passos são traçados no véu das coisas e, com toda a certeza, grandes momentos o universo tem reservado para fazer ecoar nosso canto e nossa força.”

adalberto, euzé e neto sales compõem o cantoria crua
Adalberto, João Euzé e Neto Sales, o trio que compõe o Cantoria Crua. Foto: Karol Albuquerque/Divulgação/Saulo Tavares.

Veja também: “Do Meu Coração Nu”: A virtuosidade e sensibilidade sonora-social de Zé Manoel

rebecca, a mulher inesquecivel 2020

Os percalços de “Rebecca, A Mulher Inesquecível”

rebecca, a mulher inesquecível
Armie Hammer e Lily James estrelam “Rebecca, a Mulher Inesquecível”, nova produção da Netflix. Foto: Divulgação/Netflix.

Um clássico do cinema ganhou uma nova adaptação produzida pela Netflix. “Rebecca, a Mulher Inesquecível”, estreou na última quarta-feira (21). A difícil tarefa de filmar a trama que se tornou um clássico sob a direção de Alfred Hitchcock e vencedor do Oscar em 1940, coube ao diretor Ben Wheatley, de Free Fire: o Tiroteio (2016) e No Topo do Poder (2015).

No novo filme, Lily James (Downtown Abbey, Cinderela) dá vida a uma jovem que, recém casada com o viúvo Mr. de Winter (Armie Hammer), precisa conviver com a sombra da primeira esposa, Rebecca. A governanta da casa, Mrs. Danvers (Kristtin Scott Thomas), se esforça para que a presença de Rebecca nunca seja esquecida. Até agora, as críticas são mistas: com nota 46 no Metacritic e 6 estrelas no IMDb, o suspense parece não ter conquistado aqueles que tinham altas expectativas sobre a já eternizada trama.

A primeira versão, estrelada por Joan Fontaine e Laurence Olivier, “Rebecca, a Mulher Inesquecível”, foi o primeiro projeto hollywoodiano de Alfred Hitchcock, que se mostrou bem-sucedido: além de vencer dois Oscars em 1940, de Melhor Filme e Melhor Fotografia em preto e branco, foi um sucesso entre a crítica e o público.

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Hitchcock lê o romance de Daphne du Maurier que inspirou o filme de 1940. Foto: Divulgação.

A história de ambos os filmes foi adaptada do livro homônimo da britânica Daphne du Maurier, publicado em 1938. Ela também escreveu o conto Os Pássaros (1952), também foi adaptado para as telonas por Hitchcock, estreando em 1963. Entretanto, Rebecca, seu romance de maior sucesso é envolto de controvérsias, sendo a principal delas a acusação de plágio de um romance brasileiro.

A Sucessora

Em 1934, a escritora Carolina Nabuco publica seu livro “A Sucessora”, sucesso de vendas no Brasil. O romance intimista e psicológico conta a história de Marina, uma jovem recém-casada com o milionário Roberto Steen. Porém, o casamento é assombrado pela memória da primeira esposa dele, Madame Steen, a quem a governanta Juliana faz questão de relembrar.

Enquanto escrevia, a autora já traduzia simultaneamente para o inglês, a fim de ser publicado no exterior. Carolina enviou o manuscrito para uma agência nos Estados Unidos, que o repassou para a Inglaterra. A escritora não recebeu mais respostas, e, algum tempo depois, o mesmo escritório inglês publica Rebecca, assinado por du Maurier.

A história foi contada pelo crítico Álvaro Lins, em um ensaio publicado no jornal Correio da Manhã, do Rio de Janeiro, em 1940; também ganhou notoriedade na imprensa da época. Lins analisou os dois romances em detalhe, descrevendo não só como a narrativa era similar, mas também as páginas onde havia a grande chance de plágio. Em novembro de 1941, o jornal norte-americano The New York Times também publicou um artigo sobre a grande ‘coincidência’ entre os dois romances.

correio da manhã
correio da manhã
A história do plágio foi contada em duas ocasiões no Correio da Manhã, no qual Álvaro Lins era editor-chefe, em abril de 1940. Imagens: Reprodução/Biblioteca Nacional

Em suas memórias Oito Décadas (1973), Carolina Nabuco relata que os advogados da United Artists, companhia que produziu o filme, a procuraram para que ela assinasse um termo admitindo que houve uma “coincidência” entre as duas obras mediante uma considerável quantia em dinheiro, o que a escritora se negou a fazer. Apesar disso, também não acusou os envolvidos de plágio.

Felizmente, A Sucessora ganhou seus devidos créditos no Brasil. Best-seller, esteve fora de catálogo desde 1996, mas ganhou uma nova edição em 2018, pela Editora Instante. E, em 1978, foi adaptada para uma telenovela assinada por Manoel Carlos, que se tornou um fenômeno do horário das 18h e foi um marco na carreira de Susana Vieira, que deu vida à jovem Marina. Confira a abertura aqui.

telenovela a sucessora
A telenovela global de 1978 contava com Susana Vieira, Rubens de Falco e Natália Timberg. Foto: Divulgação/Memória Globo.

Municípios do Agreste e Sertão de Pernambuco voltam com atividades culturais

A desinfecção nas sala de cinema é uma das normas do Plano de Convivência das Atividades Econômicas com a Covid-19. Foto: STR/AFP

A partir de segunda-feira (5) as cidades polos de Garanhuns, Arcoverde, Salgueiro, Petrolina e Serra Talhada, que correspondem às zonas V, VI, VII, VIII e XI  das Gerências Regionais de Saúde (Geres), irão avançar para a nona etapa do Plano de Convivência das Atividades Econômicas com a Covid-19. Serão 58 municípios que vão reabrir bares, cinemas, teatros, circos, eventos sociais e culturais.

O anúncio de reabertura desses eventos sociais e culturais ocorreu na quarta-feira (30), em uma coletiva de imprensa do Secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Bruno Schwambach com o Secretário Estadual de Saúde André Longo e o da Educação Fred Amâncio. O protocolo com as regras para a retomada foi liberado no último sábado (26), quando as cidades dos polos I, II, III, IV e XII, entre elas Recife e Caruaru, tiveram suas atividades retomadas na segunda-feira (28).

As medidas de prevenção contra a Covid-19, referentes a nona etapa do Plano de Convivência, reúne as regras sobre o distanciamento social, a higiene do ambiente, o monitoramento e a comunicação.

As normas gerais para todos os eventos liberados são o distanciamento de 1m à 1,5m, público de até 100 pessoas ou 30% da capacidade do estabelecimento, uso obrigatório de máscara, e a disponibilização de álcool gel 70%. Os ambientes também precisam sinalizar as entradas, saídas e locais de higienização.

Para casamentos, batizados, formaturas e similares, é necessário a ampliação de acessos, desinfecção de superfícies mais tocadas (como maçanetas, balcões e mesas) e banheiros e seguir o Protocolo do Setor Alimentício. Já  eventos culturais terão que organizar as entradas e saídas do público de cada apresentação, a fim de evitar aglomerações.  

Nos cinemas, teatros e circos não será permitido consumir alimentos e bebidas, uma vez que a máscara não poderá ser retirada. Os espaços vão ter limites de uma cadeira por pessoa, higienizados e o tempo de intervalo aumentado após cada sessão. Os bares e serviços de alimentação podem funcionar com 70% da capacidade, das 18h até meia noite.

Caso os níveis de contágio continuem controlados nas próximas duas semanas, os locais passarão para a décima etapa: “serão liberados eventos corporativos, culturais e sociais para até 300 pessoas ou 50% da capacidade de lotação dos espaços, o que for menor, assim como o retorno dos parques de diversão”, comentou o Secretário de Desenvolvimento Econômico, segundo o Jornal do Commercio.

Confira a lista de cidades de cada polo das Geres e sua situação nos planos de convivência:

I GERES (Etapa 9) – Abreu e Lima, Araçoiaba, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Chã Grande, Chã de Alegria, Glória de Goitá, Fernando de Noronha, Igarassu, Ipojuca, Itamaracá, Itapissuma, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, Olinda, Paulista, Pombos, Recife, São Lourenço da Mata e Vitória de Santo Antão.

II GERES (Etapa 9) – Bom Jardim, Buenos Aires, Carpina, Casinhas, Cumaru, Feira Nova, João Alfredo, Lagoa de Itaenga, Lagoa do Carro, Limoeiro, Machados, Nazaré da Mata, Orobó, Passira, Paudalho, Salgadinho, Surubim, Tracunhaém, Vertente do Lério, Vicência.

III GERES (Etapa 9) – Água Preta, Amaraji, Barreiros, Belém de Maria, Catende, Cortês, Escada, Gameleira, Jaqueira, Joaquim Nabuco, Lagoa dos Gatos, Maraial, Palmares, Primavera, Quipapá, Ribeirão, Rio Formoso, São Benedito do Sul, São José da Coroa Grande, Sirinhaém, Tamandaré, Xexéu.

IV GERES (Etapa 9) – Agrestina, Alagoinha, Altinho, Barra de Guabiraba, Belo Jardim, Bezerros, Bonito, Brejo da Madre de Deus, Cachoeirinha, Camocim de São Félix, Caruaru, Cupira, Frei Miguelinho, Gravatá, Ibirajuba, Jataúba, Jurema, Panelas, Pesqueira, Poção, Riacho das Almas, Sairé, Sanharó, Santa Cruz do Capibaribe, Santa Maria do Cambucá, São Bento do Una, São Caetano, São Joaquim do Monte, Tacaimbó, Taquaritinga do Norte, Toritama, Vertentes.

V GERES (Etapa 9) – Águas Belas, Angelim, Bom Conselho, Brejão, Caetés, Calçados, Canhotinho, Capoeiras, Correntes, Garanhuns, Iati, Itaíba, Jucati, Jupi, Lagoa do Ouro, Lajedo, Palmerina, Paranatama, Saloá, São João, Terezinha.

VI GERES (Etapa 9) – Arcoverde, Buíque, Custódia, Ibimirim, Inajá, Jatobá, Manari, Pedra, Petrolândia, Sertânia, Tacaratu, Tupanatinga, Venturosa.

VII GERES (Etapa 9) – Belém do São Francisco, Cedro, Mirandiba, Salgueiro, Serrita, Terra Nova, Verdejante.

VIII GERES (Etapa 9) – Afrânio, Cabrobó, Dormentes, Lagoa Grande, Orocó, Petrolina, Santa Maria da Boa Vista.

IX GERES (Etapa 8) – Araripina, Bodocó, Exu, Granito, Ipubi, Moreilândia, Ouricuri, Parnamirim, Santa Cruz, Santa Filomena, Trindade.

X GERES (Etapa 8) – Afogados da Ingazeira, Brejinho, Carnaíba, Iguaraci, Ingazeira, Itapetim, Quixaba, Santa Terezinha, São José do Egito, Solidão, Tabira, Tuparetama.

XI GERES (Etapa 9) – Betânia, Calumbi, Carnaubeira da Penha, Flores, Floresta, Itacuruba, Santa Cruz da Baixa Verde, São José do Belmonte, Serra Talhada, Triunfo.

XII GERES (Etapa 9) – Goiana, Aliança, Camutanga, Condado, Ferreiros, Itambé, Itaquitinga, Macaparana, São Vicente Férrer, Timbaúba.

Quino, pai de Mafalda

Artistas prestam homenagem a Quino, criador da Mafalda

Quino, criador de Mafalda

Quino parou de desenhar Mafalda em 1973, mas continuou a desenhar histórias que mantiveram seu legado crítico. Foto: Miguel Riopa/AFP/Arquivo.

O cartunista argentino Quino morreu nesta quarta-feira (30), aos 88 anos. Joaquín Salvador Lavado Tejón nasceu em 1932 e publicou seu primeiro quadrinho aos 18 anos, mas foi em 1962 que criou a garotinha Mafalda — cujo nome foi inspirado em um personagem da novela “Dar la Cara”, escrita por David Viñas. A menina de 6 anos que odiava sopa, era fã dos Beatles e se preocupava com política e questões de gênero foi criada para uma campanha de eletrodomésticos, porém, foi engavetada; Mafalda só começou a ser publicada em 1964, tornando-se um grande sucesso de público. Quino parou de desenhá-la em 1973, mas suas indagações são atemporais.

Questionando as desigualdades latentes da sociedade, Quino influenciou gerações de artistas pela América Latina. Confira as homenagens deixadas por cartunistas:

Adão, André Dahmer, Fabiane Langona e Estela May homenageiam Quino na Folha de S. Paulo. Foto: Twitter/Divulgação

Projeto reúne vozes para leitura coletiva da obra Grande Sertão: Veredas

Livro Grande Sertão: Veredas, edição de 2001 publicada pela editora Nova Fronteira. Foto: Osmar Freitas

O projeto “Ler Grande Sertão: Veredas” propõe a leitura coletiva do romance de Guimarães Rosa, da primeira à última frase, a partir de vídeos que são publicados diariamente no Instagram e no Facebook. A ação movimenta a cena literária cultural brasileira e conta através das vozes de várias pessoas  interessadas na história de amor de Riobaldo por Diadorim.

Mais de 120 pessoas se dispuseram a emprestar a voz às reflexões filosóficas de Riobaldo — personagem que narra a própria vida, desde a adolescência, antes de virar jagunço. As inquietações do pensamento do personagem vagueiam entre questões como a vida, o bem o mal, Deus e diabo.

A iniciativa surgiu como consequência do amor em comum dos poetas e coordenadores do projeto Alberto Pucheu, Caio Meira e Cláudio Oliveira pela obra de João Guimarães Rosa, um dos mais importantes escritores modernistas do século XX.

Publicada em 1956, Grande Sertão: Veredas é considerada uma das mais relevantes obras da literatura brasileira. Com elementos regionalistas e modernistas, o livro recebeu adaptações em formato de filme, minissérie, história em quadrinhos, documentário e até ópera.

Sessão virtual celebra 20 anos do filme ‘O Auto da Compadecida’

Cena do longa-metragem O Auto da Compadecida remasterizado pela Globo. Foto: divulgação.

Em celebração aos 20 anos de sucesso do filme O Auto da Compadecida de Guel Arraes, inspirado na obra de Ariano Suassuna, a Globo Filmes preparou para hoje (30) uma sessão especial de exibição, seguida de debate. O filme será exibido na Sessão Cineclube Estação, no Youtube.  

O debate virtual irá comemorar os 35 anos do Grupo Estação, maior empresa brasileira de exibição cinematográfica do circuito independente. Fundado em 5 de agosto de 1985, na capital do Rio de Janeiro, o grupo é formado por quatro complexos e conta com 15 salas de cinema.

O Auto da Compadecida foi o longa-metragem mais assistido do ano 2000. No ano passado, a produção passou por processo de remasterização, ganhando maior qualidade de imagem e efeitos especiais. Repaginada através da computação gráfica, a identidade visual das cenas do céu e inferno foi a mudança que mais chamou atenção do público.

As comemorações das duas décadas da produção ocorrem, por parte da Globo, desde dezembro de 2019, com o lançamento da obra em formato de minissérie pelo Globoplay. O material conta com uma hora de cenas inéditas e foi exibido na TV em janeiro deste ano. 

Sinopse do filme

O filme mostra as aventuras de João Grilo e Chicó, dois nordestinos pobres que vivem de golpes para sobreviver. Eles estão sempre enganando o povo de um pequeno vilarejo no sertão da Paraíba, inclusive o temido cangaceiro Severino de Aracaju, que os persegue pela região. Somente a aparição da Nossa Senhora poderá salvar esta dupla.

Cultura japonesa e literatura de cordel são reunidas em espetáculo

O espetáculo foi apresentado em novembro de 2019 no Japão, e marcou a travessia da ponte olímpica do Rio de Janeiro para Tóquio. Foto: Hell Says Noh/Divulgação

Um intercâmbio cultural entre Japão e Brasil será apresentado hoje (29) às 20h, no espetáculo “Hell Says Noh” (Lampião Nô Inferno). A peça é uma realização da instituição Japan House São Paulo em parceria com a Embaixada do Brasil em Tóquio. A história da peça foi baseada em uma reinterpretação da diretora do espetáculo Soraya Umewaka, da obra “A Chegada de Lampião”, do autor brasileiro de cordéis José Pachêco. A exibição vai ocorrer de forma gratuita no canal da Japan House São Paulo, com legendas em português e japonês.

A peça conta a história de Lampião que morre e tenta entrar no inferno, mas é impedido por Satanás. A atuação do cangaceiro fica a cargo do ator Naohiko Umewaka, que faz parte de uma tradição milenar trabalhando com o Teatro Nô, onde mistura poesia e musicalidade em suas apresentações. A obra tem como estratégia fazer trocas culturais a partir de expressões artísticas nipônicas, artes marciais e tecnologia multimídia.

De acordo com o portal de notícias japonesas MS Shimbun, o Embaixador do Brasil em Tóquio, Eduardo Saboia diz que “esta parceria entre a Embaixada e a Japan House São Paulo permitirá que o público brasileiro se engaje com o Teatro Nô, da mesma forma que o público japonês conheceu a literatura de cordel e expressões brasileiras visuais, musicais e de dança”. Além disso, Saboia relembra a importância do espetáculo, pois firma a união de três décadas entre o Brasil e o Japão. “É simbólico que nossa parceria se concretize justamente quando celebramos os 30 anos da comunidade brasileira no Japão”, comenta.

Nesta quarta-feira (30) o espetáculo também realiza uma live especial para conversar com a diretora e o ator principal da peça. A mediação é da especialista brasileira em Teatro Nô Angela Mayumi Nagai, e a diretora cultural do Japan House São Paulo, Natasha Barzaghi Geenen. O bate-papo vai ocorrer pela plataforma Zoom, com tradução simultânea. Para participar é só clicar neste link.

filme king kong en asunción

Filme pernambucano ‘King Kong en Asunción’ vence em Festival de Gramado

filme king kong en asunción

O filme de Camilo Cavalcante é ambientado no Paraguai, na Bolívia e na Zona da Mata pernambucana. Foto: Aurora Filmes/Divulgação

“King Kong en Asunción”, longa-metragem do diretor pernambucano Camilo Cavalcante, foi o grande vencedor do 48º Festival de Cinema de Gramado. A edição, realizada no último sábado (26) no Palácio dos Festivais, transmitida online e pelo Canal Brasil, respeitava as normas de segurança no combate à Covid-19.

O filme conquistou os prêmios Kikito de Melhor Filme, Melhor Ator (para Andrade Júnior, falecido em maio de 2019) e Melhor Trilha Musical (para Shaman Herrera, que divide com Salloma Salomão, de ‘Todos os Mortos’). Também foi escolhido como Melhor Filme pelo júri popular.

Segundo longa do diretor, que lançou “A História da Eternidade” em 2014, “King Kong em Asunción” conta a história de um matador de aluguel que, após cometer seu último assassinato, decide ir atrás da filha que nunca conheceu. A filmagem começou em 2017 e foi realizada no Paraguai, na Bolívia e na Zona da Mata pernambucana.

Na premiação, Camilo Cavalcante comentou, emocionado: “Sem a arte a gente não sobrevive ao peso da vida. Seguimos com a vontade de construir um país e uma América Latina mais igual, mais justa e mais afetuosa… A gente está vivendo um momento surreal, de violência e de falta de tolerância do ser humano.”

Confira a lista completa de ganhadores:

Longa-metragem Brasileiro – LMB

Melhor Filme – King Kong en Asunción

Melhor Direção – Ruy Guerra, por Aos Pedaços

Melhor Ator – Andrade Júnior, por King Kong en Asunción 

Melhor Atriz – Isabél Zuaa, por Um Animal Amarelo 

Melhor Roteiro –  Felipe Bragança, por Um Animal Amarelo 

Melhor Fotografia – Pablo Baião, por Aos Pedaços

Melhor Montagem – Eduardo Gripa, por Me Chama Que Eu Vou 

Melhor Trilha Musical – Salloma Salomão, por Todos os Mortos e Shaman Herrera, por King Kong en Asunción

Melhor Direção de Arte – Dina Salem Levy, por Um Animal Amarelo 

Melhor Atriz Coadjuvante – Alaíde Costa, por Todos os Mortos 

Melhor Ator Coadjuvante – Thomás Aquino, por Todos os Mortos 

Melhor Desenho de Som – Bernardo Uzeda, por Aos Pedaços

Prêmio Especial do Júri: Elisa Lucinda, por Por que você não chora?

Menção Honrosa do Júri: Higor Campagnaro, por Um Animal Amarelo

Longa-metragem Estrangeiro – LME

Melhor Filme – La Frontera

Melhor Direção – Mariana Viñoles, por El gran viage al país pequeño

Melhor Ator – Anibal Ortiz, por Matar a un Muerto

Melhor Atriz – Daylin Vega Moreno (Diana), Sheila Monterola (Chalis), por La Frontera

Melhor Roteiro – David David, por La Frontera

Melhor Fotografia – Nicolas Trovato, por El Silencio del Cazador

Prêmio Especial do Júri: El Gran Viaje al País Pequeño

Longa-metragem Gaúcho – LMG

Melhor Filme – Portuñol, de Thaís Fernandes

Curta-metragem Brasileiro – CMB

Melhor Filme – O Barco e o Rio

Melhor Direção – Bernardo Ale Abinader, por  O Barco e o Rio

Melhor Ator – Daniel Veiga, por Você tem olhos tristes

Melhor Atriz – Luciana Souza, por Inabitável 

Melhor Roteiro – Inabitável, para  Matheus Farias e Enock Carvalho

Melhor Fotografia – O Barco e o Rio, para Valentina Ricardo

Melhor Montagem – Você tem olhos tristes, para Ana Júlia Travia

Melhor Trilha  Musical – Atordoado, eu permaneço atento, para Hakaima Sadamitsu, M. Takara

Melhor Direção de Arte – O Barco e o Rio, para Francisco Ricardo Lima Caetano

Melhor Desenho de Som – Receita de Caranguejo, para Isadora Torres e Vinicius Prado Martins

Prêmio especial do júri: Preta Ferreira, por Receita de Caranguejo

Júri Popular

Curta Brasileiro: O Barco e o Rio, de Bernardo Ale Abinader

Longa Estrangeiro: El gran viaje al país pequeño, de Mariana Viñoles

Longa Brasileiro: King Kong en Asunción, de Camilo Cavalcante

Júri da Crítica

Curta Brasileiro: Inabitável

Longa Estrangeiro: El Gran Viaje al País Pequeño

Longa Brasileiro: Um animal amarelo

Brasil lidera o Emmy Internacional 2020 com sete indicações

O documentário “Refavela 40”, dirigido por Mini Kerti, mostra a relação do LP “Refavela”, de Gilberto Gil, com sua viagem até a Nigéria e a busca da identidade negra. Foto: Ney Coelho/Divulgação

A Academia Internacional de Artes e Ciências da Televisão divulgou nesta quinta-feira (24) a lista dos indicados a 48° edição do Emmy Internacional. O Brasil lidera o número de indicações junto ao Reino Unido, com sete indicações cada. Entre os colocados, está a novela “Órfãos da Terra”, o programa “Canta Comigo” e o filme “Refavela 40”. A premiação vai ocorrer no dia 23 de novembro deste ano.

A lista de produções brasileiras indicadas à 48° edição da premiação conta com telenovela, minissérie, ator e atriz. As produções da Rede Globo indicadas foram: “Órfãos da Terra” na categoria de Melhor Telenovela, Andrea Beltrão para Melhor Atriz em “Hebe”, e “Elis – Viver é Melhor que Sonhar” como Melhor Minissérie.

Já entre as produções da Record TV, foi indicado o programa de entretenimento “Canta Comigo”, apresentado por Gugu Liberato, que faleceu em novembro de 2019. O ator Raphael Logam foi indicado pela sua atuação na segunda temporada da série “Impuros”, da Fox Premium.

Além destes, também está na lista o filme “Refavela 40”, na categoria Programa de Arte, que conta a história do LP Refavela de Gilberto Gil, 40 anos após seu lançamento, e a série de comédia “Ninguém tá olhando”, da Netflix.

No total, são 20 países que concorrem aos prêmios no Emmy Internacional. As produções selecionadas foram transmitidas pela televisão entre o dia 1° de janeiro até 31 de dezembro de 2019. As indicações vieram de forma especial, uma vez que essa semana estão sendo comemorados os 70 anos da televisão brasileira.

Lista completa dos indicados:

Programa de arte

Jake and Charice (Japão)

Refavela 40 (Brasil)

Vertige de la Chute (Ressaca) (França)

Why do we Dance? (Reino Unido)

Melhor performance por um ator

Billy Barratt por Responsible Child (Reino Unido)

Guido Caprino em 1994 (Itália)

Raphael Logam em Impuros – Temporada 2 (Brasil)

Arjun Marthur em Made in Heaven (India)

Melhor performance por uma atriz

Emma Bading por Play (Alemanha)

Andrea Beltrão por Hebe (Brasil)

Glenda Jackson por Elizabeth is Missing (Reino Unido)

Yeo Yann Yann por Invisible Stories (Singapura)

Comédia

Back to Life (Reino Unido)

Fifty (Israel)

Four More Shots Please (India)

Ninguém Tá Olhando (Brasil)

Documentário

El Testigo (Colombia)

For Sama (Reino Unido)

Granni-E-minem (Coreia do Sul)

Terug naar Rwanda (Bélgica)

Série dramática

Charité 2 – Temporada 2 (Alemanha)

Criminal UK (Reino Unido)

Delhi Crime (India)

El Jardín de Bronce (Argentina)

Programa de língua não-inglesa no Estados Unidos

20th GRAMMY Latino (Estados Unidos)

La Reina del Sur – Temporada 2 (Estados Unidos)

No te Puedes Esconder (Estados Unidos)

Preso No. 1 (Estados Unidos)

Programa de entretenimento sem roteiro

Canta Comigo (Brasil)

Folkeopplysningen (Noruega)

MasterChef Tailândia – Temporada 3 (Tailândia)

Old People’s Home for 4 Year Olds (Australia)

Séries curtas

Content (Australia)

#martyisdead (República Tcheca)

Mil Manos por Argentina (Argentina)

People Like Us – Temporada 2 (Singapura)

Telenovelas

Chen Xi Yuan (China)

Na Corda Bamba (Portugal)

Órfãos da Terra (Brasil)

Pequeña Victoria (Argentina)

Minissérie ou filme para TV

L’ Effondrement (França)

Elis – Viver é Melhor que Sonhar (Brasil)

The Festival of Little Gods (Japão)

Responsible Child (Reino Unido)