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‘Uma deliciosa teimosia em ser feliz’: exposição do fotógrafo João Roberto Ripper é realizada em Belo Jardim

Uma das fotos presentes na exposição ”Uma deliciosa teimosia em ser feliz”. Foto: João Roberto Ripper.

A exposição “Uma deliciosa teimosia em ser feliz” do fotógrafo carioca João Roberto Ripper, iniciou nesta última quinta-feira (12) às 19h no Sesc Ler Belo Jardim e irá se estender até o dia 29 de maio. O evento conta com a participação dos agricultores retratados e do Centro de Desenvolvimento Agroecológico Sabiá, de acordo com o site G1 Caruaru.

Estão sendo apresentadas 20 imagens dos agricultores do semiárido e zona da mata pernambucana. Estes participam do processo realizado pelo Centro Sabiá, que tem por finalidade a promoção da agricultura familiar e a agroecologia. Nas fotos são demonstradas a luta e a beleza desse trabalho,que consiste na plantação e venda de frutas e verduras, realizada pelos trabalhadores da região.

A visita para a exposição é gratuita, de segunda a sexta, das 8h às 13h e das 14h às 18h.

Informações sobre o evento:

Exposição Uma Deliciosa Teimosia em Ser Feliz

Período de duração do evento: de 12 de março a 29 de maio

Local: Galeria de Artes do Sesc Ler Belo Jardim

Endereço: Av. Pedro Leite Cavalcante, s/n – Cohab II

Entrada: gratuita

Horário de visitação: das 9h às 13h e das 14h às 18h, de segunda a sexta-feira

Informações e agendamento de visitas: (81) 3726-1576.


Oficina de Cenotecnia é realizada no Sesc Garanhuns

A oficina aborda o avanço da cenotécnica dentro da história das artes cênicas e ainda possui vagas para inscrições


Oficina sobre composição de cenários teatrais em Garanhuns — Foto: Sesc Garanhuns

A partir de hoje (12), o Sesc Garanhuns irá realizar a oficina de Cenotecnia, que aborda a projeção e composição de cenários teatrais, ministrada pelo profissional da área Eduardo Autran. As aulas irão ocorrer até o domingo (15), no Centro de Produção Cultural, Tecnologia e Negócios do Sesc.

Além de apresentar a evolução história da Cenotecnia até a atualidade, a oficina traz instruções sobre técnicas e tipos de nós, amarras, ancoragens, garras e prendedores de fitas. Com aulas práticas e teóricas, o instrutor apresenta conhecimentos na área de execução de projetos cenográficos, noções de segurança, estudos de croquis e plantas, adereços, mobílias e enquadramento de elementos. 

As inscrições para os dias 14 e 15 desta semana ainda estão abertas e as aulas acontecerão no horário das 8h às 12h. O valor de custeio do curso é de R$40,00 (quarenta reais) e os dependentes (que possuem carteirinha) do Sesc e trabalhadores comerciais possuem desconto de R$20,00 (vinte reais) no valor integral.

Pianista Amaro Freitas realiza concerto no Teatro Amazonas

Em processo de finalização do disco “Rasif”, o artista pernambucano realizou o segundo show da sua turnê


Foto: Helder Tavares

Em turnê nacional com seu mais recente álbum “Rasif”, o pianista e compositor Amaro Freitas, apresentou-se ontem (10) pela primeira vez no Teatro Amazonas, em Manaus. Segundo sua agenda de shows, o artista fará suas próximas apresentações nas cidades de Aracaju e Curitiba. O projeto conta com o patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e Ministério da Cidadania, e foi escolhido entre 2.214 inscrições na chamada pública Música em Movimento.

Acompanhado do baixista Jean Elton e do baterista Hugo Medeiros, Amaro iniciou o concerto com a obra “Coisa nº 4” de Moacir Santos, em seguida, o show foi preenchido com músicas autorais que traduzem elementos do maracatu, ciranda, frevo, maxixe e baião em uma linguagem única do jazz apresentada pelo artista.

A ótica do experimental ao unir jazz e cultura popular nordestina, abriu as portas do mundo para o artista que já se apresentou em renomados festivais e clubes de jazz, dentre eles: Dizzy’s Jazz Club (Nova Iorque), Ronnie Scott’s (Londres), Unterfahrt Jazz Club (Monique), Bari in Jazz e Grado Jazz (Itália). O recifense, que aos 28 anos surpreende o ouvinte com imprevisibilidade e compassos acelerados, é uma das grandes revelações do jazz brasileiro.

Conheça obra de Wilton de Souza, artista plástico pernambucano

wilton de souza
O multiartista deixou imenso legado nas artes plásticas e visuais. Imagem: Maíra Gamarra/Divulgação

Wilton de Souza colecionou inúmeros talentos ao longo de sua experiência nas artes. Desde a pintura e escultura à cenografia e crônica de arte, sua obra se faz presente em mais de mil peças que estão espalhadas pelo Brasil e em outros países, como França, Argentina e Holanda.  Falecido no domingo (8) em decorrência do agravamento do quadro de isquemia pulmonar, Wilton deixa a esposa, Tânia Trindade Souza, quatro filhos e dez netos, além do legado inestimável para a arte pernambucana.

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O artista capturava cenas do cotidiano e de festas populares. Imagem: Reprodução

Nascido em 1933, passou a atuar na cena local a partir dos anos 1950, período no qual fez parte da fundação do Ateliê Coletivo e do Clube de Gravura do Recife. Um dos expoentes da arte moderna pernambucana, foi membro da Academia de Artes e Letras no Recife e da Academia de Letras e Artes do Nordeste Brasileiro.

Wilton também trabalhou como ilustrador e designer na Editora Universitária e na Fábrica de Discos Rozenblit. Entre os livros, trabalhou nas capas de livros como Alma Boêmia, de Geraldo Granja Falcão, Viva o Cordão Encarnado, de Luiz Marinho, e Oliveira Lima, Dom Quixote Gordo, de Gilberto Freyre. Já nos LPs, estampava a essência e o ritmo do frevo. E foi na loja de móveis mantida pela Rozenblit que Souza começou a atuar como decorador, área em que também ganhou destaque.

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Wilton também ilustrou livros da Editora Universitária. Imagem: Reprodução

Além disso, o multiartista se destacou também como gestor, sendo criador da Galeria Itinerário em 1979, vice-presidente da Escolinha de Arte do Recife em 1987 e diretor do Museu Murillo la Greca de 1987 a 1996. Dirigiu também a Galeria Metropolitana de Arte Aloísio Magalhães (atual Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, MAMAM) entre 1981 e 1987, onde trabalhou até seus últimos dias. 

Ação em homenagem ao dia mundial da mulher é realizada em Caruaru

Por Anna Clara e Sarah Coutinho



Mariana Teles recita poesia com teor de protesto antes da entrada das repentistas. Imagem: Anna Clara/Divulgação.

O evento “Estação Mulher”, uma iniciativa organizada pela Prefeitura de Caruaru, foi realizado neste domingo (8) na Estação Ferroviária. A comemoração foi em homenagem ao dia internacional da mulher, o 8 de março. O momento voltado às mulheres contou com exposições de artes plásticas, shows, rodas de capoeira, apresentações de danças, poetas e repentistas no Palco Itinerante. Além de uma feirinha dedicada ao empreendedorismo feminino.

Para a artesã do barro Cleonice Otilia, conhecida popularmente por Nicinha, é a primeira vez que um evento foi criado direcionado à mulher. Ela destacou a importância de sermos lembradas todos os dias para além dessa data comemorativa. A poetisa do Sertão do Pajeú Mariana Teles, enfatizou a relevância da mulher dentro do âmbito cultural apesar das dificuldades (misóginas, salariais, acúmulo de funções) de estar inserida dentro dele.

A secretária de políticas para mulheres Juliana Gouveia esteve presente no Estação Mulher e levantou reflexões a respeito da representatividade feminina. Em sua fala, ela reafirma o empoderamento e o lugar da mulher nos mais diversos segmentos da sociedade, sejam eles privados ou públicos, institucionais ou comunitários. 

Estandes com atendimento farmacêutico, vacinação, tratamento odontológico, prevenção ao câncer de mama e massagens estiveram abertos ao público durante toda a ação. A população poderia utilizar de todos os recursos oferecidos gratuitamente para o relaxamento pessoal. 

Funcultura oferece capacitação a candidatos ao edital deste ano

Esta semana será iniciado o Ciclo de Capacitação do Funcultura Geral e da Música, curso gratuito ofertado em diversas cidades do interior de Pernambuco. Não é necessária inscrição. A primeira rodada será realizada em Surubim, no dia 11, e a última em Petrolândia, no dia 25. A programação completa está disponível no final da matéria.

Destinado a artistas e produtores culturais, o Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura) tem como objetivo financiar projetos artísticos e culturais do estado. O ciclo, que ocorre em várias localidades, tem o intuito de regionalizar o acesso ao recurso para os realizadores culturais.

Confira a programação:

Surubim – 11 e 12/3

Centro Cultural Dr. José Nivaldo (Rua Cônego Benigno Lira, 197, Centro)

São Benedito do Sul – 16 e 17/3

Prefeitura Municipal de São Benedito do Sul – Sala da Cultura e Turismo (Rua Dr José Mariano, 218, Centro)

Santa Maria da Boa Vista – 16 e 17/3

Centro Comunitário (Rua Cardeal Arcoverde, S/N, Senador Nilo Cordeiro – Antiga Casa das Freiras)

São José da Coroa Grande – 18 e 19/3

CAEC (Rua Antônio Mendes, s/n)

Salgueiro – 18 e 19/3

Auditório do CVT – Centro de Vocação Técnica (Rua Ana Nunes de Carvalho Barros, ao lado do Museu Levino Nunes de Alencar Barros)

Aliança – 20 e 21/3

Auditório do colégio UEPA (Av. Dr. Genésio Gomes de Morais)

Petrolândia – 24 e 25/3

Centro Cultural (Av. dos Três Poderes, Centro

Relançamento do Café Colombo

Novos integrantes da Café Colombo. Da esquerda para a direita: Bianca Torres, Dayane Jeniffer, Dyego Mendes, Lucas Gomes, Sarah Coutinho, Hellen Gouveia, Luiz Ribeiro, Gabriel Gomes, Eduardo Cesar Maia, Thiago Muniz, Ana Clara e Thamara Amorim. Foto: Hellen Gouveia/ Divulgação.

Na programação da Semana Integra do curso de Comunicação Social no Centro Acadêmico do Agreste (CAA), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) ocorreu, na última terça-feira (3), o relançamento do site do Café Colombo. Durante à tarde, no auditório Luiz Gonzaga, foi apresentado a nova interface, o plano de administração das mídias e os novos integrantes do site. O professor do Núcleo de Design e Comunicação Eduardo Cesar Maia, antigo participante do grupo que originou a Café Colombo e, atualmente, orientador do projeto, falou sobre as origens do site e seus intuitos com a produção de matérias sobre política, economia e literatura. A semana contou também na quarta-feira (4), com exibições de produções audiovisuais e o lançamento da revista Verbo produzida pelos estudantes do quinto período do curso.

Após a apresentação do site, foi aberta uma mesa de diálogo com o professor de Design e de Comunicação Amílcar Bezerra, com a professora de Comunicação Social Fabiana Moraes, o jornalista da TV Asa Branca Lafaete Vaz e com o professor e orientador do projeto Eduardo. Eles dialogaram sobre os desafios da crítica cultural no Agreste de pernambuco e suas experiências pessoais e profissionais sobre trabalhar nessa área . No término do evento, foram sorteados exemplares publicados na antiga fase do site da revista Café Colombo.

César Martins, um dos ganhadores do sorteio da revista Café Colombo.

A conversa rondou em torno de alguns pontos essenciais, entre eles, os desafios do crítico e a abordagem de temas culturais nos meios de comunicação para se entender o papel da crítica e o jornalismo cultural produzida no Agreste de Pernambuco. Durante o debate, o jornalista Lafaete Vaz citou algumas dificuldades dos veículos de comunicação comerciais, entre elas, está a preocupação de trazer matérias sobre a movimentação artística da cidade pelo impasse mercadológico dessas publicações. Uma vez que essas grandes empresas precisam focar em notícias factuais, que são mais consumidas pelo público, nas quais não incluem os temas culturais da cidade e região. Lafaete ainda afirmou a importância de veículos alternativos, como a Café Colombo, para preencher essas lacunas e trazer mais visibilidade para os artistas da região.

A professora Fabiana Moraes acrescentou ao debate as variáveis do termo ”cultura” e como, muitas vezes, foi um processo regido por aspectos de uma cultura dominante para determinar o que ela é e o que deve ser. Assim, apresentou uma visão ampla de como esses processos devem ser vistos por outra ótica e observar todas as formas de manifestação popular. Durante o debate, veio à tona os prós e contras de fazer jornalismo cultural, ao que se refere ao recebimento do público.

Conversa sobre jornalismo cultural com participação dos professores da Universidade Federal de Pernambuco Fabiana Moraes, Eduardo Cesar Maia, Amilcar Bezerra e o jornalista do veículo G1 Lafaete Vaz. Foto: Hellen Gouveia/ Divulgação.

A nova fase da Café Colombo é formada por estudantes de Comunicação Social e Design do CAA. A equipe de reportagem é constituída por: Dayane Jeniffer (5° período), Sarah Coutinho (5° período), Laís Guedes (3° período) e Anna Clara (3° período). Enquanto que os colunistas são: Thiago Muniz (8° período), Thamara Amorim (7° período), Luiz Ribeiro (7° período), Dyego Mendes (5° período), Karol Nascimento (3° período) e Gabriel Gomes (3° período). A criação e administração das mídias sociais ficará a cargo de Hellen Gouveia (3° período), Bianca Torres (5° período) na edição, Noemi Fragoso (7°período) na gravação dos vídeos, e Lucas Gomes (3° período) na reestruturação do site. Além disso, contaremos com participações semestrais de professores do Núcleo de Design e Comunicação e estudantes de outras áreas com ensaios e colunas.