Dia da Televisão Brasileira: conheça obras marcantes da Rede Globo

Em comemoração ao dia 18 de setembro, a Equipe do Café Colombo relembra alguns clássicos da emissora
Tele Globo – Memória

Repórteres do telejornal “Teleglobo” em 1965. Foto: Divulgação/Tv Globo.

Ao longo de 70 anos de história da televisão brasileira, a Rede Globo se tornou uma das emissoras mais importantes e originais com as suas produções. Anterior a ela, a TV Tupi iniciada em 1950 pelo jornalista Assis Chateaubriand, mais conhecido por Chatô, foi a primeira emissora do Brasil. Mas, após a concessão de TV para a Rádio Globo ser assinada pelo ex-presidente do Brasil Juscelino Kubitschek em 1957, os trabalhos da Tupi são afetados pela forte audiência da nova rede. A Globo dá início às suas produções apenas em 1965. Desde então, alcançou altos níveis de audiência no decorrer dos anos, e muito disso se deve às suas telenovelas, que se transformaram em paixão nacional. Pensando nisso, a equipe do Café Colombo selecionou algumas obras em comemoração ao Dia da Televisão Brasileira.

Avenida Brasil 

A novela “Avenida Brasil” (2012), dirigida por Ricardo Waddington, Amora Mautner e roteirizada por João Emanuel Carneiro, com colaboração de Antonio Prata, Luciana Pessanha, Alessandro Marson, Márcia Prates e Thereza Falcão foi um dos principais sucessos da Rede Globo e no mundo. Além disso, sua audiência chegou na Argentina, Uruguai, Venezuela, Paraguai, Portugal, Chile, Marrocos e, no próprio país, ficando nos trending topics do Twitter. Quem lembra da transmissão do Jornal Nacional da ruas paradas de São Paulo quando todos esperavam o último episódio da trama? Para quem não assistiu, vale a pena conferir! Ela está disponível no aplicativo da Globo Play

No último capítulo, a trama chegou a 51,7 pontos de audiência segundo os dados do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatísticas (IBOPE), conquistando o lugar de maior audiência de TV dá década, ficando apenas atrás de “Passione” (2010), com 54 pontos. Na época, Avenida Brasil ultrapassou a audiência do final da Libertadores (disputada entre Corinthians e Boca Júnior). 

SINOPSE: “Abandonada em um lixão pela madrasta, a menina Rita jura vingança. Já adulta, ela assume a identidade de Nina (Débora Falabella) e volta para se vingar da megera, mas se vê dividida ao descobrir que o seu grande amor é filho da mulher que arruinou a sua vida” 

Nina torna-se empregada doméstica da família da madrasta para iniciação do plano. Foto: Tv Globo/Estevam Avelar.

Grande Sertão: Veredas

Conhecida como uma obra inadaptável pelo diretor Walter Avancini em razão da sua dificuldade de transformá-la em minissérie, Grande Sertão: Veredas, nome homônimo do livro de Guimarães Rosa, recebeu sua adaptação na década de 1980 e reproduzida no Canal Viva. Seu surgimento foi em comemoração aos 20 anos da Rede Globo. Com uma superprodução, a emissora contratou 2.000 pessoas para execução da trama que durou um período de três meses na cidade de Buritizeiro, em Minas Gerais. De acordo com site Memória Globo, foram 8 quilos de base e 50 litros de sangue cenográfico pelos autores. 

Na escalagem dos personagens Riobaldo, vivido por Tony Ramos e Diadorim, vivenciado por Bruna Lombardi, descrevem que de início ficaram assustados com a proposta. Tony Ramos acreditava não ter a capacidade de convencer os telespectadores com sua atuação em entrevista para o Memória Globo. Já Bruna Lombardi que, na trama, vive um personagem masculino, diz em entrevista para o site: “achei que o personagem não tinha nada a ver comigo, Eu era vista como uma heroína romântica, frágil. Durante um tempo me perguntei o que tinha em comum com aquela força da natureza. Foi um trabalho vital, mesmo.” 

SINOPSE: “No sertão de Minas, nas primeiras décadas do século 20, as tropas federais estão em conflito com as forças provinciais, apoiadas por exércitos de jagunços. O vaqueiro Riobaldo narra sua vida de jagunço: são histórias de disputas, vinganças, amores e mortes vistas e vividas pelos anos que percorreu Minas, Goiás e o sul da Bahia.  A minissérie destaca os laços afetivos entre os jagunços Riobaldo e Reinaldo, conhecido como Diadorim, tendo a disputa pela terra como o grande tema da narrativa. Porém, Reinaldo guarda um segredo.”

Bruna Lombardi e Tony Ramos recordam bastidores de 'Grande sertão: veredas'  - Jornal O Globo

Riobaldo e Diadorim estabelecem uma relação de proximidade na trama. Foto: Divulgação/Tv Globo.

Roque Santeiro ou O Berço do Herói 

A peça dirigida e idealizada por Dias Gomes, “O berço do Herói”, tinha data para estreia no ano de 1965 no Brasil. Como o país vivia em tempos sombrios marcados pela Ditadura Militar, a apresentação foi censurada. A peça quase virou novela, mas novamente sem nenhum sucesso. A razão: questionava a posição instaurada do herói militar. Com a redemocratização brasileira em 1985, a peça vai ao ar, em formato de novela, e alcança  grande sucesso. 

SINOPSE: “O protagonista Cabo Roque, em meio aos bombardeios em um dos combates no norte da Itália no final de 1944 tem um surto de nacionalismo, corre em direção às linhas inimigas, e desaparece em meio ao intenso fogo de batalha, sendo dado como morto. Como seu corpo nunca foi encontrado, após a guerra, se desenvolve um comércio turístico na região da pequena cidade natal do protagonista, que gira em torno do mito do herói de guerra.” 

Lima Duarte, Regina Duarte e José Wilker deram vida a Sinhozinho Malta, Viúva Porcina e Roque Santeiro na segunda versão da novela, veiculada em 1985. Foto: Irineu Roberto Filho/Divulgação

O Cravo e a Rosa

A obra o Cravo e a Rosa, considerada a obra de abertura do escritor Walcyr Carrasco na Rede Globo, foi exibida pela primeira vez nos anos 2000, e, depois de três anos, no Vale A Pena Ver De Novo. Além disso, a novela é um remake da telenovela de Ivani Ribeiro, “O Machão” de 1970, transmitida na antiga TV Tupi. O Cravo e A Rosa trazia um sentimento reconfortante através dos diálogos cômicos, uma ótima forma de encerrar o dia. 

Inspirada no clássico de William Shakespeare, “Megera Domada”, Carrasco afirma no site Memórias Globo que também “se inspirou na peça Cyrano de Bergerac, escrita em 1897 pelo francês Edmond Rostand, para caracterizar o triângulo amoroso formado por Edmundo (Ângelo Antônio), Bianca (Leandra Leal) e Heitor (Rodrigo Faro)”. 

SINOPSE: “Comédia romântica inspirada no clássico ‘A Megera Domada’, de Shakespeare, a novela se passa em 1920 e narra o tumultuado romance entre o caipira Petruchio e a geniosa Catarina.”

Adriana Esteves e Eduardo Moscovis viveram o inesquecível casal Catarina e Petruchio em 2003. Foto: Divulgação/Acervo Globo

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