Geraldo Azevedo e Chico César lançam primeira parceria

"Nem na rodoviária" foi gravada pelos celulares dos artistas

Geraldo e Chico planejam a tour conjunta “Violivoz”. Foto: Marcos Hermes/Divulgação

Amanhã (18) será lançada a música “Nem na Rodoviária”, parceria entre os artistas Geraldo Azevedo e Chico César. Os cantores, que iriam iniciar a turnê conjunta “Violivoz”, gravaram a nova faixa por celular. O lançamento será às 18h, no canal do Youtube de Geraldo.

Originalmente chamada “Tudo de amor”, a criação se deu quando Chico César enviou a letra para Geraldo Azevedo por email, que lhe respondeu com a melodia. A pandemia acabou atrasando o show da dupla, mas, felizmente, a primeira composição será disponibilizada antes disso.

Geraldo Azevedo pertence à geração de artistas nordestinos que se destacou no mercado fonográfico a partir da década de 70. Seu primeiro álbum, “Alceu Valença & Geraldo Azevedo”, de 1972, foi ouvido por Chico César na casa do dono de um armazém em Catolé do Rocha, interior da Paraíba, cidade de onde é natural. “Eles mostraram que era possível para jovens do interior do nordeste fazerem música”, diz, em entrevista ao Estado de S. Paulo.

Eles se conheceram através de um projeto de Carlos Bezerra, o Totonho de Totonho & Os Cabra. Geraldo, que foi convidado a gravar uma música de Chico, sentiu “que o violão dele era especial”. Quando Chico lançou seu primeiro álbum, “Aos Vivos” (1995), Geraldo comprou duas caixas de CDs e começou a distribuir para as pessoas, até mesmo na Suíça e na França.

A ideia para a parceria — inédita, apesar de se conhecerem há mais de 30 anos — surgiu de um encontro entre os dois, na casa de Chico César. Após um show de Geraldo Azevedo em São Paulo, eles se reuniram para tocar violão e gostaram tanto do resultado que decidiram se unir. A ideia é dar uma atmosfera intimista e novas interpretações às canções da dupla. Enquanto não eles não podem estar ao vivo, confira a letra de “Nem na Rodoviária”:

Nem na rodoviária
(Geraldo Azevedo e Chico César)

Nem na rodoviária
Descolei um foguete pra ir
Da ilha solitária
Que separa seu beijo de mim
Nessa sociedade
A verdade parece mentir
Mesmo assim sem jeito
Tenho amor no peito
Amor por ti
Não sei no seu planeta
Se existe amor para dar
Se amores são cometas
Que os amantes mal veem passar
Não há saciedade
Se quem chega parece partir
Tanto preconceito
Tanto amor desfeito
De amar assim
Eu já não sei se a vida é sonho meu amor
E o sonho é a ilusão de tudo
Pois eu sonhei que tu estavas triste demais
E acordei com os beijos que dava em mim mesmo por nós
geraldo azevedo e chico césar

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