Teatro Santa Isabel comemora 170 anos

Com uma programação virtual, apresentações musicais e debates abordarão o futuro do mercado da arte

Situado em Recife, o teatro Santa Isabel é um ícone da cultura pernambucana. Foto: Divulgação.

Em meio a uma pandemia mundial, o Teatro Santa Isabel celebrará de forma virtual seus 170 anos. A partir de hoje (6), um dos prédios culturais mais simbólicos do Recife, conta com uma programação de lives que apresentam debates e shows musicais. A transmissão ocorre no perfil do instagram do Santa Isabel, todas as quarta-feiras, a partir das 19h. A programação encerra no dia 27.

A ação realizada pela Prefeitura do Recife, por intermédio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura, convidou o atual gestor do teatro Romildo Moreira para mediar o evento, e conta com a participação do professor Rodrigo Dourado, da coreógrafa Mônica Lira, da atriz e produtora Paula Renor, do produtor e gestor cultural André Brasileiro e do maestro José Renato Accioly. Além de recordar memórias e histórias do Santa Isabel, as conversas irão abordar questionamentos sobre o futuro do mercado da arte pós pandemia. As lives ficarão disponíveis por 24h, após a transmissão no perfil do teatro. 

Entre as atrações musicais, estarão presentes a dupla formada por Surama Santos e Henrique Albino que apresentarão performances de canto e instrumentos não convencionais  com remixagens eletrônicas ao vivo; O cantor e autor Publius Lentulus; O Grupo Instrumental Brasil, constituído por professores educadores dos departamentos de música da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Universidade Federal da Paraíba; e o Chorinho na Roça que surgiu em 2019, a partir dos encontros semanais de músicos para tocar choro no restaurante “A Fazendinha”. 

No dia 18 de maio, idealizado pelo Barão da Boa Vista,  o Teatro  Santa Isabel, cujo nome é uma homenagem à Princesa Isabel, foi inaugurado e projetado pelo engenheiro francês Louis Léger Vauthier. Louis inovou o modo de construção da época por não utilizar trabalho escravo em suas obras. O local já foi palco de eventos de cunho político, social e cultural. O prédio foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 31 de outubro de 1949, e tornou-se um dos 14 teatros-monumentos do país.