Produtora 7° Arte do Vale estreia hoje (7) o curta de terror ‘Ar’

O curta-metragem representa as pessoas LGBTQIA+ que sofrem com o medo e a ansiedade durante a quarentena

A produtora 7° Arte do Vale busca “protagonizar histórias que antes eram contadas pela visão heteronormativa”. Na foto, o protagonista Gleydson. Foto: Divulgação

Hoje (7), às 17h, a produtora 7° Arte do Vale lança seu novo curta-metragem caseiro, ‘’Ar”. Nele, é representado os medos que pessoas LGBTQIA+ sentem neste período de isolamento social. O projeto foi realizado a partir da aprovação do curta no edital de Cultura em Rede do Sesc Pernambuco. O curta-metragem estará disponível no canal do YouTube do Sesc.

O filme conta a história de Gleydson, artista gay, de 35 anos, que mora sozinho no bairro de Boa Viagem, no centro do Recife, e sofre com a solidão e o medo constante da morte. O personagem principal é interpretado por Marcelo Oliveira, integrante da produtora junto à William Oliveira. O estilo do curta se inspira nos gêneros de terror psicológico e slasher, populares durante os anos de 1980 e 1990.

O diretor do filme, William Oliveira conta sobre o recorte do filme, no qual trás a solidão e desamparo de pessoas LGBTQIA+: “muitos LGBTs estão tendo que conviver com seus familiares homofóbicos durante a quarentena. Além daqueles que moram só e não tem contato com seus familiares, por não o aceitarem. Esse cenário agrava sua solidão, ansiedade e depressão”.

A história do curta é baseada no relato de amigos próximos e na experiência dos integrantes. “Recebi em um mesmo dia, a notícia da morte de um amigo e de um primo, ocasionadas pela COVID-19. Na mesma hora, o medo de morrer tomou conta de mim. Meu coração acelerou. Respirar ficou difícil. Tive a sorte de morar com meu companheiro e ele, com muita calma, mandou eu respirar”, relata William sobre uma das dores que o inspirou na criação do curta “Ar”. 

Sobre a produção durante a quarentena, o diretor menciona que produzir os curtas ajudou a controlar sua ansiedade. Ele frisa também a ideia de respirar em momentos difíceis, fazendo referência ao título do filme. Além do curta “Ar”, o casal produziu, durante os dias de isolamento, os curtas “A invasão“, “No toque” e “Bom ar” – que ainda será lançado.

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