Quem tem medo de literatura russa?

Uma lista para começar a ler os clássicos russos das eras de ouro e de prata.

Ilustração de Lucas Santos

Os russos, constantemente, encabeçam o topo dos catálogos da boa e alta literatura. Assim, quase sempre imaginamos três tipos de leitores para tais brilhantes livros: intelectuais da elite, geralmente de meia-idade, sentados em sua vasta biblioteca com um copo de vinho em uma mão e o livro na outra; são leitores inteligentes, experientes e, claro, estão à altura das ironias fantásticas de Gógol ou da poesia histórica de Pushkin. O outro tipo de leitor é o jovem hipster pseudo-cult, que conversa em mesa de bar sobre os temas mais banais da filosofia com um vocabulário (de bêbado) rebuscado e banca de erudito por ter lido Memórias do Subsolo, mas não sabe muito bem diferenciar Dostoiévski de Bukowski. Por fim, temos o leitor socialista, interessado na literatura soviética, que chora lendo Górki e Ostrovsky. Mas e quando você não se encaixa em nenhuma das categorias acima, para que ler literatura russa?

Para nada. Concordo com Italo Calvino: os clássicos só devem ser lidos por amor, quando já se pode estar fora da obrigação desanimadora da escola.  O que não significa dizer que não possam servir à qualquer propósito educacional ou social: podem, mas, um leitor comum, isto é, que não trabalha ou estuda literatura, não precisa, necessariamente, ler isto ou ou aquilo. Literatura é, sobretudo, arte e, como tal, já se basta. Ou seja, se não é pela impressionante arte russa de contar o absurdo como plausível (acordar sem nariz ou conversar com um monge negro que mais ninguém vê), ou a capacidade perturbadora de retratar a indignidade humana com tão poucas reservas, que te interessa, sobretudo, como leitor, porque dar-se ao trabalho? Além do mais, fico com os românticos – de que adianta ler se não para experienciar a amizade literária da qual Proust falava? 

Contudo, é comum querer ler alguma coisa e, por causa do rótulo de genialidade e obscuridade que há sobre ela, não sentir-se à vontade para isso. Neste caso, acredito que se deve, de fato, indicar e, portanto, desestigmatizar tais livros. Não negarei, no entanto, que é possível se estar intelectualmente despreparado para esta ou aquela leitura, quiçá, todo leitor passa por isso, provavelmente, diversas vezes na vida. Mas essa é uma questão meramente temporária: talvez te falte a leitura deste outro livro primeiro, ou quem sabe seja importante ler sobre tal assunto ou simplesmente amadurecer. A primeira vez que li Madame Bovary, aos 15 ou 16 anos, achei tremendamente maçante; hoje, acho genial. 

Mas me permitindo dar um propósito social à leitura dos russos, e aqui no Brasil, especialmente: deixar de lado a mentalidade de Guerra Fria e os muitos estereótipos negativos que ainda pesam sobre a Rússia, é tarefa que lendo a literatura produzida no país se faz com maior facilidade. Calvino também dizia que “os clássicos servem para nos dizer quem somos e aonde chegamos”. E, com efeito, a literatura é capaz de ser um meio de entender uma cultura e sua História. Por conseguinte, faz-se, talvez, necessário ler os próprios russos, a fim de pensar o período tsarista, a Revolução, a URSS e até a contemporaneidade, para além da narrativa ocidental hegemônica. Entretanto, neste texto não iremos tão longe a ponto de alcançar o presente; ler literatura russa contemporânea é, para mim, um exercício que se faz depois de ter lido o passado.

Nem tão passado assim! Como diria Vladimir Nabokov, a literatura russa é um “evento recente”. Não só para nós, não-russos, que tendemos à limitar sua produção literária ao século XIX e ao início do século XX. Para o próprio Nabokov, o sumo da literatura russa foi, efetivamente, escrito nesta época, o que chega a ser assombroso, dado que não havia uma tradição literária fortemente estabelecida no país, como na Inglaterra ou na França, por exemplo. Contudo, aqui não entrarei em detalhes históricos. A quem interessar, leia Lições de literatura russa de Nabokov, livro bem mais explicativo e completo que um texto de indicações de leitura para iniciantes poderia chegar à ser: ainda que o desprezo pela produção soviética e a cabeça deveras conservadora e patrícia do autor nos faça revirar os olhos de vez em quando.

Atentarei, pois, à literatura produzida durante todo século XIX, a chamada Era de ouro e, na primeira metade do século XX, Era de prata. Isto posto, segue-se uma lista de livros que considero acessíveis, o que, de maneira alguma, significa serem inferiores; algumas das obras citadas são de importância primordial para a produção literária e, acessibilidade não diverge de complexidade. Não indicarei, pois, livros não publicados no Brasil, nem esgotados. Abaixo, também não recomendarei Oblomov ou Vida e Destino para quem não leu nada de literatura russa ou, no máximo, algum curto Tolstói ou Dostoiévski – esta é uma lista para iniciantes. Se você já é um russófilo experiente, o texto a seguir não é para você.

Nicolai Leskov (1831-1895). Foto: Divulgação.

Lady Macbeth do Distrito de Mtzensk – Nicolai Leskov (1865)

Dentre seus contemporâneos, Leskov é um dos menos conhecidos autores da literatura russa do século XIX. A despeito disso, como colocado por David McDuff, depois de Gógol, é um dos mais “quintessencialmente russos” na tradução da alma e do caráter de sua época e país. Paradoxalmente, sua literatura tem curiosa correspondência com a tradição inglesa, assim como a de Turguêniev, sempre acusado de ser mais europeu que russo. O caso é que Leskov é um escritor de paradoxos e sua mais célebre novela, Lady Macbeth do Distrito de Mtzensk, é prova disso: não é sem curiosidade que lemos tal título, que indica a existência de uma heroína shakespeariana associada a um emblema de nobreza, situada em um distrito sem a menor importância na Rússia oitocentista.

A jovem Katerina Lvovna leva “uma vida angustiante na casa rica do sogro, casada por cinco anos com um homem descarinhoso; todavia, ninguém prestava, como de praxe, a mínima atenção àquelas angústias dela”. Em tal tediosa situação, Katerina acaba apaixonando-se por um criado da propriedade, em consequência de quem passa a cometer atrocidades tremendas, contadas por um narrador amoral que jamais trai a frieza com que Katerina age em todos os seus crimes.  Não é a toa que Walter Benjamin via em Leskov um jornalista que tornou-se um escritor, e é isso que faz da novela tão perturbadora e, sem dúvidas, genial, mesmo escrita em uma linguagem tão simples que beira a vulgaridade. Para mim, a protagonista é uma das melhores personagens femininas da Europa do século XIX, além de extremamente universal. Portanto, uma ótima porta de entrada para literatura russa.

Ivan Turguêniev (1818-1883). Foto: Divulgação.

Diário de um homem supérfluo – Ivan Turguêniev (1850)

Penso que sempre se é indicada sua novela Primeiro amor, para uma introdução na obra do autor. Mas, apesar de achá-la interessantíssima e até bastante parecida com o nosso Dom Casmurro, prefiro este diário, por causa de seu efeito e influência, para figurar numa lista como a que escrevo agora. Rejeitado literariamente por Dostoiévski e desestimado pessoalmente por Tolstói – os dois quase se enfrentaram em duelo, antes da política de não violência que Tolstói adotou depois de sua revolução espiritual! –, Turguêniev é sempre tido como menor dentre os mais famosos dos seus contemporâneos. Não é incomum ouvir a crítica de que sua obra é pouco original, mais européia que russa e, principalmente, muito repetitiva. Sobre ser (um pouco!) repetitiva, moderadamente concordo. Mais de resto, fico ao lado dos que veem no autor, um dos melhores escritores do século XIX. 

Em Diário de um homem supérfluo, Tchulkatúrin descreve, em mais ou menos 20 dias, sua vida insignificante, com um humor melodramático somente comparável em impacto às Memórias do subsolo de Dostoiévski. Assim como este último, é um livro para sofrer de vergonha alheia, com um dos duelos mais ridículos da literatura, que nem Dumas fez igual. E apesar da narrativa, aparentemente palerma, nesta novela, Turguêniev criou uma figura literária que incorporou-se por completo na produção russa de seu tempo e mudou os rumos da crítica: agora, interessava rastrear o homens supérfluos antes e depois de Tchulkatúrin – coisa de grande autor, sem dúvidas. Dá-se que, escrito durante o período entre a Revolta Dezembrista de 1825 e a emancipação dos servos em 1861, o homem russo se descobria desmotivado com o despotismo czarista e o anacronismo da nação: o nobre russo era o mujique do resto da Europa. Assim, como bem colocado por Samuel Junqueira, no excelente prefácio à edição da Editora 34, naquele momento, só podia haver heróis como Tchulkatúrin, que, à propósito, muito inspirou o conceito do oblomovismo, central na literatura russa da segunda metade do século XIX.

Filme Tio Vânia (дядя ваня) de Andrei Konchalovsky – 1970. Foto: Divulgação.

Tio Vânia – Anton Tchekhov (1898)

O que Doutor Jivago mais gostava em toda literatura russa, era o “espírito infantil” de Pushkin e Tchekhov, ambos preocupados com o cotidiano mais ordinário, “decorrentes de suas vocações de escritor”. Não é a toa que Rilke afirmava não apresentar nenhum problema ao bom autor um cenário muito pobre ou estático, o escritor saberia tirar desse, sua poesia mais prolífica. Discordando de Tolstói, que achava a narrativa teatral de Tio Vânia estagnada demais, acredito que essa peça é uma prova extraordinária do que pensava Jivago e Rilke. Isto posto, a literatura de Tchekhov pode soar como tediosa ou pouco interessante fora do contexto russo, mas, longe disso, essa é uma das qualidades que fazem do autor um dos mais universais. Os conflitos morais de Tio Vânia nos são comuns há muito tempo e, provavelmente, sempre serão, enquanto envelhecermos. Surpreendentemente, os primeiros rascunhos dessa peça foram escritos quando Tchekhov estava ainda na escola.

Vânia e sua sobrinha Sônia (impressionante personagem!), cuidam de uma grande propriedade, na qual passam a morar um velho professor universitário, pai de Sônia, e sua jovem e lindíssima esposa, espécie de Anna Kariênina menos corajosa. Na casa ainda moram a feminista mãe de Vânia, uma velha criada e um agregado, além de ser constantemente visitada por um belo e idealista médico, às vezes quase tão deprimido quanto Vânia. O protagonista, aos 57 anos, percebe-se envelhecer em uma vida vã e odeia o professor quase tal qual odeia a si mesmo.  Como bem disse Marie Carnicke, as peças de Tchekhov “não são cômicas, trágicas, melodramáticas, realistas, impressionistas ou simbolistas; são tudo isso de uma vez só”. Sempre acho os finais de Tchekhov extremamente emocionantes, não devido à acontecimentos memoráveis, muito pelo contrário, são enternecedores muito mais em virtude de um esforço de linguagem que somente um grande autor, como foi Tchekhov, seria capaz de fazer em circunstâncias tão medíocres. Em Tio Vânia, as falas finais são de uma melancolia tão perturbadora, bem como, esplêndida, que não surpreende saber que Gorki chorou quando viu a peça pela primeira vez. A peça foi adaptada para o cinema por Andrei Konchalovsky em 1970, um dos filmes mais lindos da era soviética, que vale muitíssimo a pena conferir.

Anna Akhmátova (1880-1966). Foto: Divulgação.

Anna Akhmátova (1889 – 1966)

Anna Akhmátova é uma das mais conhecidas autoras da geração de prata da literatura russa. Junto com Boris Pasternak (meu primeiro poeta russo), Ossip Mandelstam e Marina Tsvetáeva, fazia parte do grupo dos quatro grandes poetas da Rússia do século XX. Autora bastante prolífica, sua produção poética estreou em 1907 e foi até 1965, um ano antes de sua morte. Portanto, Akhmátova produziu durante todo o período de revoluções e estabilização do sistema soviético, o que espelhou-se em seus poemas, que foram, ao longo dos anos, tornando-se cada vez mais patrióticos e políticos. Em Réquiem de 1961, escreveu: “Não, não foi sob um céu estrangeiro,/ nem ao abrigo de asas estrangeiras –/ eu estava bem no meio de meu povo,/ lá onde o meu povo infelizmente estava.” Como consequência, foi duramente perseguida e humilhada, tendo sua obra quase desaparecido da literatura até a era de Khrushchov. Não é a toa que em Canção do Encontro Final de 1911, tenha escrito: “Eu, na mão direita, calcei a luva da mão esquerda” – Akhmátova era uma mulher e cidadã soviética pouco convencional durante toda a sua vida. A propósito, o eu lírico feminino está presente em suas obras como uma figura de intensa melancolia e solidão, mas, ainda, de romantismo e, até, misticismo; sua poesia lembra a de Emily Brontë, abundante em musicalidade. Portanto, a poesia de Akhmátova não é, somente política. A autora ousou falar de si mesma, de suas individualidades, da arte poética e, sobretudo, da condição feminina, quando o mundo ao seu redor parecia deveras inadequado para isso.  

No Brasil, há uma pequena antologia com algumas poesias da autora, publicada pela Editora L&PM, que inclui seu Poema sem herói (1940-1965), considerado pela própria autora, seu texto mais importante.

Filme O Mestre e Margarida (Мастер и Маргарита) de Iúri Kara – 1994. Foto: Divulgação.

O Mestre e Margarida – Mikhail Bulgákov (1966)

O Diabo chega à Moscou! Ele e seu séquito – um gato quase humano de tão pretensioso, um assistente falsário, uma bruxa belíssima e um capanga que é o completo oposto – transformam a cidade em um pandemônio ou, quiçá,  revelam o pandemônio que ela já era. Enquanto isso, deparam-se com um escritor frustrado e meio louco, autor de um romance censurado sobre Pôncio Pilatos e, sua amante Margarida, que tenta bravamente livrar-se da sujeição marital e reencontrar seu amado. Este livro é de uma comicidade teatral e musical tremenda! A narrativa move-se de maneira tão surpreendente, com um ritmo quase cinematográfico, que faz o leitor passar as páginas com curiosidade até o fim da leitura. 

É por tal motivo que indico o romance de Bulgákov, com total ciência de que, entre todas as recomendações deste texto, essa é a mais desafiadora. O realismo fantástico do autor pode, de fato, assustar, mas logo nas primeiras páginas, lê-se uma escrita tão maliciosa e profundamente pilhérica, que é difícil não rir, pelo menos, algumas vezes. E depois, claro, assustar-se com a maldade com que Bulgákov trata os próprios personagens – certamente, fazer uma sátira impávida do governo soviético, da sociedade literária da época e, principalmente, da natureza humana, era um objetivo que o autor levou muito à sério: era preciso coragem para escrever tal livro e Bulgákov quase foi preso em 1926 por causa do mesmo, que só chegou à ser publicado em 1960, vinte anos depois de sua morte. Assim, esse é o livro de publicação mais tardia dessa lista, depois, inclusive, do período chamado “era de prata”, mas que foi escrito ainda durante a primeira metade do século XX.

Indico fortemente, sem nenhuma obrigatoriedade, que se assista a ópera Fausto de Charles Gounod ou, ao menos, escute-a antes da leitura desse livro, pois é possível encontrá-la com legendas na internet e é, também, possível ouví-la. Não diria que faz uma diferença tremenda, mas é certo que Bulgákov assistiu à essa ópera mais de 40 vezes antes de escrever O Mestre e Margarida. O Fausto russo, então, tem mais a ver com  a obra musical de Gounod do que com o livro de Goethe.

Fiódor Dostoiévski (1821-1881). Foto:Divulgação.

O eterno marido – Fiódor Dostoiévski (1870)

O tão temido Dostoiévski! Certa vez participei de uma leitura coletiva de Crime e Castigo. Tínhamos um mês para ler as quase 600 páginas de um dos livros mais emblemáticos dentro e fora da Rússia, um romance que a gente demora para ler quando compra, mas nunca esquece de ter comprado; quem nunca teve medo de Dostoiévski? Chegado o fim do mês e, consequentemente, o dia da discussão, mais da metade dos participantes não conseguiram terminar o livro, inclusive os organizadores do projeto. Ouvindo as razões dos leitores que não concluíram o romance, achei que havia apenas uma inexperiência com a literatura dostoievskiana; nós, os que terminamos, já líamos o autor há algum tempo. Logo, o medo e a resistência que muitos leitores têm quanto  à Dostoiévski, tem mais a ver com péssimas iniciações, como resolver primeiramente ler Crime e Castigo, O idiota ou Os Irmãos Karamazov; e com a etiqueta de ininteligibilidade que leva consigo o autor, como se somente os mais versados e brilhantes leitores conseguissem lê-lo: em maioria, quem perpetua esse discurso, pouco leu de Dostoiévski ou portaria-se menos como Raskólnikov.

Em O eterno marido, o quarentão Veltchanínov sofre terrivelmente com uma crise de meia-idade. Torna-se ressentido do passado, um tipo Nekhludov menos moralista e, chega a perder certas memórias de tão perturbado que está. No ápice de sua hipocondria, percebe-se observado por um homem, a quem, inicialmente não reconhece e tem medo de estar sendo perseguido. Mais tarde, descobre que o sujeito, Trussótski, é o marido da falecida Natália, com quem teve um caso. O livro, tão inquietante quanto Bartleby de Melville, por exemplo, é sobre o embate psicológico entre essas duas figuras perturbadas, unidas por uma personagem que nunca, de fato, está em cena. Escrito durante os anos 60, período muitíssimo conturbado politicamente, Dostoiévski, como um “escritor social”, não gostou muito de o ter escrito, mas, literariamente, o romance não deixa de ser uma obra-prima. Esse livro é um pouco maior do que os que normalmente são recomendados para começar a ler o autor, porém, é ainda bastante curto, não passa das 200 páginas. Recomendo, principalmente, porque é uma obra que se lê de uma vez, é difícil fechá-la e deixar para mais tarde; a tensão narrativa te deixa alerta e curioso o tempo todo. Acredito, com certeza, que se o clube de leitura, visto que havia mais inciantes na produção russa, tivesse sido de O eterno marido, teríamos, pelo menos em maioria, concluído a leitura.

Liév Tolstói (1828-1910). Foto:Divulgação.

A morte de Ivan Ilitch – Liév Tolstói (1886)

O maior clichê das indicações de por onde começar a ler literatura russa! Logo, pensei bastante se deveria mesmo colocá-lo na lista, mas, para mim, é o melhor livro para iniciar-se na arte de Tolstói. Decerto, muita gente que não lê, com frequência, literatura russa ou o autor, pelo menos, já leu essa novela. Assim, se você for uma das pessoas que só leu Ivan Ilitch dos russos ou de Tolstói, sinta-se à vontade para ler, talvez nesta ordem, a Trilogia Infância, Adolescência e Juventude; A felicidade conjugal e/ou Senhores e Servos. Se quiser passar aos grandes romances, Anna Kariênina é fascinante e ímpar até na produção tolstoiana, extremamente filosófico e, ainda assim, novelesco, portanto, um bom começo: menos assustador que Guerra e Paz e menos “doutrinador” que Ressurreição

Não me demorarei acerca de A morte de Ivan Ilitch, pois já escrevi um texto somente sobre o livro. No entanto, não poderia fazer uma lista como esta e deixar o nome do, possivelmente, melhor autor russo e, com certeza, meu escritor preferido dentre todos os oitocentistas russos ou não. Tolstói é indispensável e o maior motivo pelo qual me apaixonei pela literatura do leste europeu, então, indubitavelmente, indico sua obra sem pensar duas vezes.

COMPARTILHE

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp